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Estes são os verdadeiros três poderes do governo
E faço aqui um desafio

As elites políticas têm três maneiras básicas de manter a população submissa e dócil aos seus mandos e desmandos: subornar, ameaçar e mentir.

Absolutamente qualquer coisa que o governo faz é uma variante dessas três ações básicas. O governo está sempre ou ameaçando alguém, ou comprando o apoio de alguém por meio da distribuição de benesses, ou mentindo.

Logo, mesmo que o estado fosse drasticamente reduzido (como desejam os minarquistas), todas as atividades do governo ainda assim poderiam ser executadas por apenas três ministérios: o Ministério dos Policiais e Soldados (encarregado das ameaças); o Ministério do Papai Noel (encarregado dos subornos); e o Ministério do Delírio (encarregado das mentiras).

No entanto, se tão drástica e visível simplificação ocorresse, a eficácia das mentiras seria substantivamente diminuída. Seria um desserviço público descarregar tamanha carga de sinceridades sobre o povo. O povo não está preparado para aguentar tamanho realismo. O grande T.S. Eliot já dizia que "a humanidade simplesmente não consegue suportar um excesso de realidade."

SAM - Suborna, Ameaça, Mentira

A maior parte de tudo aquilo que o governo ostensivamente faz para demonstrar algum propósito valioso equivale a formas específicas de suborno.  

Exemplos: auxílios aos pobres, aos doentes, aos aposentados, aos empresários milionários, aos agropecuaristas, à classe artística, às indústrias nacionais que enfrentam a concorrência dos importados, aos universitários ricos e pobres, aos idosos, aos funcionários públicos, e às pessoas que sofrem discriminação étnica ou racial.

Além disso, ele também promete proteger a nação contra perigosas forças estrangeiras e extraterrestres; controlar o clima e o nível dos oceanos; criar um ambiente mais limpo e saudável; subsidiar pesquisas científicas ou tecnológicas; criar cada vez mais empregos na máquina pública.

Tudo isso são formas de suborno. O governo compra a lealdade das pessoas repassando a elas uma fatia de todo o dinheiro que ele pilhou da população por meio de impostos.  

E o governo coleta esses impostos recorrendo a ameaças, como a de que você será preso caso não entregue metade da sua renda ao governo. E será morto caso tente oferecer resistência à prisão.  

E as ameaças são sustentadas por mentiras, como a de que é um "dever cívico" do cidadão entregar metade da sua renda ao governo, e que "impostos são o preço da civilização".

A complexidade organizacional do estado e o fato de sua existência ser cuidadosamente coberta e protegida por um véu ideológico e pragmático — no que os intelectuais pró-estado exercem uma função de suprema importância — impedem que o público em geral perceba o que de fato está acontecendo. 

Se o público ao menos se desse conta do logro, pode ser que ele tornasse mais recalcitrante em aquiescer com todos os éditos do governo e com todas as suas demandas por tributos. Isso seria como jogar areia em toda a engrenagem estatal de opressão e esbulho, a qual funciona hoje muito bem azeitada.

Desafio

Como um exercício, convido o leitor a testar essa hipótese SAM (subornar, ameaçar, mentir): veja se você consegue descobrir alguma atividade governamental, qualquer uma, que não se encaixe em pelo menos uma dessas três rubricas.



autor

Robert Higgs
um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.


  • Renan Merlin  15/09/2016 15:24
    Eu sou conservador mas respeito muito os libertarios e ancaps pois não consigo refutar de que imposto é roubo e não tem como dizer que o problema não é o estado e sim melhorar o estado. E o mesmo que pedir que o cachorro mie, ou gato late. Em 2018 vou votar no Bolsonaro, mais empolgado com sua intolerância com os marginais pois ao menos é o unico que não usa o discurso que bandido e vitima da sociedade e que se resolve crime tratando bandido a pão de ló mas sei que se ele for eleito vai aparecer escandalos de corrupção e ele vai ter que ser re-eleger e como ja foi mostrado Democracia=Populismo.
  • Renato Jesus  15/09/2016 21:50
    Eu tbm penso do msm jeito...kk até nas sequências das ideias...bom ele é contra o estado atual que passa mão na cabeça de bandido, e ainda é a favor do Livre Mercado de brinde
  • Lucas Brant  17/09/2016 23:10
    Bolsonaro pode até ser contra esse vitimismo esquerdista, mas certamente não é pró livre mercado, se fosse tava ganho já. Até chegou a dizer que FHC devia ter sido preso por ter privatizado a Vale, o que mostra que ele defende a estatização de empresas. Se ele se diz a favor do livre mercado ele tem uma visão deturpada do que é o livre mercado, e certamente não o defende de fato
  • Plinio Nonato de Souza Filho  31/01/2022 00:50
    A crítica em relação a Vale não se resume à privatização em sí, mas o preço , o formato do negócio e quem a comprou. Pesquise sobre esses 03 fatores e verás que o PR tem certa razão.
  • Vladimir  31/01/2022 13:59
    Outro que postas coisas repetindo o que leu em blogs progressistas sem se dar ao mínimo trabalho de pesquisar.

    Deixa eu tentar desenhar.

    1) O governo vendeu as ações que detinha da Vale por US$ 3,34 bilhões (de dólares, e não de reais).

    2) O governo não vendeu a empresa toda simplesmente porque ele detinha apenas 27% do capital do total da empresa (e isso totalizava 42% das ações ordinárias, que dão direito a voto).

    3) Um pouquinho de matemática básica: se 27% foram vendidos por US$ 3,34 bilhões, isso significa que toda a empresa valia US$ 12,4 bilhões.

    4) O leilão se deu na bolsa de valores, a preço de mercado. Não teria como ações negociadas em bolsa serem vendidas a preços irrealistas. Quem fala isso nunca operou ações.

    5) Por ter sido vendida em bolsa, qualquer um poderia ter participado. Logo, quem hoje esperneia que a venda foi barata tem a obrigação de explicar por que não participou da venda. Se a empresa estava "a preço de banana", então o sujeito tinha a certeza de que a empresa iria se valorizar enormemente no futuro. Por que não montaram um consórcio e compraram ações? Era dinheiro certo. Não fizeram isso por quê? Odeiam dinheiro?


    Eis uma reportagem da época mostrando como a Vale imediatamente se tornou espantosamente mais eficiente pós-privatização.

    www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi04039921.htm

    Eis o que tá escrito lá (negrito meu):

    "A Companhia Vale do Rio Doce registrou no seu balanço de 1998 um lucro líquido de R$ 1,029 bilhão (US$ 851,33 milhões), com crescimento de 36,1% sobre o resultado em reais de 1997.

    Segundo o presidente do Conselho de Administração da empresa, Benjamin Steinbruch, foi o maior resultado já obtido por uma empresa privada brasileira. Dos balanços de 1998 divulgados até agora, apenas o do Bradesco havia apresentado lucro superior a R$ 1 bilhão (R$ 1,014 bilhão).

    O ano de 1998 foi o primeiro período completo de 12 meses da Vale como empresa privada. Seu controle foi vendido pela União em maio de 1997, pelo equivalente a US$ 3,299 bilhões."

    Dizer o quê? Impressionante! Com apenas um ano de privatização, o lucro líquido da empresa disparou 36%, sem que tivesse havido qualquer alteração substantiva no preço do minério de ferro!

    E eis o mais belo de tudo: hoje, por ter ações negociadas em bolsa, absolutamente qualquer brasileiro pode participar dela e auferir seus lucros e dividendos. Com a proliferação dos bancos digitais, você abre conta em um gratuitamente a ainda compra ações com taxa zero de corretagem. Isso sim é que é fazer o proletariado feliz.
  • Lude Santos  18/09/2016 23:22
    Seguia e apoiava as ideiaa de Bolsonaro, mas vendo seus projetos e sua história como político hj vejo some te mais e Aida ppr cima um radical. Qualquer forma de radicalismo não é saudável.
  • André  15/09/2016 15:26
    Esse texto me lembrou uma frase do filme A Grande Aposta: "A verdade é igual poesia, e a maioria das pessoas odeia poesia."
  • EDUARDO HENRIQUE MENDES  15/09/2016 20:14
    Perfeito
  • mauricio barbosa  15/09/2016 15:31
    Sempre pergunto aos petistas quem financiou a farra dos subsídios da petralhada com seus programas populistas e a resposta é sempre vaga,escorregadia, mas todos concordando que alguém será lesado,porém eles sendo os beneficiários é o que importa e essa miopia deles é irritante e desafiadora ao mesmo tempo,pois com isso me esforço para aprender cada dia mais para rebater tanta falácia,sofisma e mau-caratismo.
  • Anderson Brandão Fernandes  15/09/2016 15:31
    Todos concordam que o estado é uma forma bárbara de organizar a sociedade. Mas quando se defende o fim do estado perante a população surge a incerteza quanto ao futuro e o medo da anarquia capitalista. Seria preciso mostrar à estas pessoas que o mais provável é que a sociedade se organizaria sem o estado, que a justiça funcionaria muito bem e inclusive viveríamos muito melhor.
  • Latino Progressista  15/09/2016 15:56
    Oque vocês tem a dizer sobre:
    maior empresa e principal exportadora chilena, a Codelco, é estatal. A empresa, nacionalizada pelo ex-presidente Salvador Allende, foi mantida sob controle estatal com a instalação da ditadura de Augusto Pinochet.
    -riqueza chilena sobre o cobre.
    -México é um dos países que possui mais acordos de livre comercio.
    -Crise internacional VS brasileira,relação clara?: economia.estadao.com.br/noticias/geral,comercio-mundial-tem-maior-contracao-desde-2009,1750826
    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/02/1743476-comercio-mundial-tem-o-pior-ano-desde-a-crise-financeira-de-2008.shtml

    E sobre o chile:

    1) Os Chicago Boys fracassaram em seu ajuste a partir de 1975. Até 1983, os chilenos enfrentaram crises e mais crises financeiras, culminando com a catástrofe da moratória mexicana. Ali houve uma tragédia econômica. O modelo só foi mantido pela mão de ferro de Pinochet.
    2) De 1984 a 1990, o Chile entrou com políticas anti-cíclicas, com aumento de gasto público etc. O aumento do cobre fez o serviço complementar. Ou seja, a economia pegou no tranco com o estímulo de políticas ativas do estado e não do mercado.
    3) Na transição para a democracia, o Chile fez uma série de ajustes, a principal sendo o controle de financiamento externo. Foi um movimento contrário ao do Brasil, que apostou cegamente nos anos 1990 na abertura financeira.
    4) O Chile priorizou o ajuste das contas externas e não deixou valorizar o câmbio, a falácia em que caíram Brasil e Argentina. É uma abordagem que aproxima os chilenos dos asiáticos.
    5) A 'revolução' na fruticultura começou com a mudança do modelo agrário na reforma iniciado por Allende.
    6) O louvado ajuste de Pinochet colocou 50% da população abaixo da linha da pobreza. Hoje, 20 anos depois, está em 20%.
    7) O Chile sofreu um tranco muito violento com a crise asiática. Disso não se lembram.
    8) A privatização do ensino universitário gera coisas interessantes: manifestações diárias nas ruas de Santiago e Valparaíso porque os estudantes não têm direito para pagar a linha de crédito bancada pelo governo.
    9) O Chile se parece muito ao personagem Wenceslau, do livro 'Casa de Campo', de José Donoso. Todo maquiado e bonitinho com suas estampas.

    Gostaria de saber uq vcs tem a dizer sobre esses fatos.
    As vezes acho que vocês fazem comparações muito ruins,o Chile é uma delas.Vocês as vezes querem pegar exemplo de sucesso que não foi pelo liberalismo,mas dizem que foi.

    -Australia e seu crescimento com protecionismo e afins.

  • Professor  15/09/2016 16:48
    "maior empresa e principal exportadora chilena, a Codelco, é estatal. A empresa, nacionalizada pelo ex-presidente Salvador Allende, foi mantida sob controle estatal com a instalação da ditadura de Augusto Pinochet."

    Sim. Mantiveram a Codelco estatal para garantir a aposentadoria dos milicos. E a esquerda aprovando tudo. Sensacional.

    "riqueza chilena sobre o cobre"

    E sobre o vinho. Ou seja, a pauta de exportação se resuma a basicamente dois itens. E não é a esquerda que vive dizendo que temos de proteger e estimular a indústria nacional para que exportemos de tudo? Deicidam-se.

    "Os Chicago Boys[...]"

    Nem sou fã do programa econômico chileno. Em vez de trocaram a moeda e adotarem um Currency Board, os Chicago Boys ficaram brincando de monetarismo e de elevação de juros (o que quase matou a economia nos primeiros anos). Ainda por cima, mantiveram a Codelco estatal para garantir a aposentadoria dos militares. No entanto, embora eu não aprove essas burrices, também não sou desonesto a ponto de mentir sobre a realidade.

    Poste aqui os índices econômicos do Chile em 1973 e em 1990, que representam, respectivamente, o primeiro e o último ano de Pinochet. Aponte quais pioraram e mostre também que a economia chilena estava pior em 1990 do que em 1973.

    "o Chile fez uma série de ajustes, a principal sendo o controle de financiamento externo. Foi um movimento contrário ao do Brasil, que apostou cegamente nos anos 1990 na abertura financeira."

    Controle do financiamento externo? Que diabos é isso? O Chile é o país latino-americano mais aberto ao investimento estrangeiro. Pare de falar josta.

    "O Chile priorizou o ajuste das contas externas e não deixou valorizar o câmbio"

    Exatamente o que fez o Brasil desde 2011. E com conseqüências maravilhosas, né?

    "A 'revolução' na fruticultura começou com a mudança do modelo agrário na reforma iniciado por Allende."

    Uau! Então, a estabilização da economia brasileira começou com Castelo Branco.

    "O louvado ajuste de Pinochet colocou 50% da população abaixo da linha da pobreza. Hoje, 20 anos depois, está em 20%."

    Ainda bem, né? Já pensou se o país hoje, em 2016, tivesse mais pobres do que em 1973? Isso seria uma façanha e tanto.

    Aliás, qual o país que hoje, em 2016, tem mais pobres do que tinha em 1973? A Venezuela, comandada por progressistas genuínos.

    "O Chile sofreu um tranco muito violento com a crise asiática. Disso não se lembram."

    Eu me lembro perfeitamente. Toda a América Latina quase foi pro saco. E, comparado aos seus vizinhos, o Chile praticamente passou incólume. Qual o seu ponto?

    "A privatização do ensino universitário gera coisas interessantes: manifestações diárias nas ruas de Santiago e Valparaíso porque os estudantes não têm direito para pagar a linha de crédito bancada pelo governo."

    Hein? Você junta "privatização e "linha de crédito do governo" na mesma frase?! Que tipo de imbecil faz isso?

    Só imbecis que não sabem a diferença entre privatização e desestatização, pois acham que são sinônimos.

    Outra coisa: desde quando adolescentes fazendo baderna nas ruas, exigindo que terceiros paguem por sua boa vida, é um indicativo de que algo vai mal? Sua visão de mundo é sensacional.

    "O Chile se parece muito ao personagem Wenceslau, do livro 'Casa de Campo', de José Donoso. Todo maquiado e bonitinho com suas estampas."

    Eu, hein? Primeiro você veio elogiar o país, pois hoje ele está sob o controle da esquerda. Aí, rapidamente perdeu a linha de raciocínio, e passou a criticar. Você é bipolar?

    "As vezes acho que vocês fazem comparações muito ruins,o Chile é uma delas.Vocês as vezes querem pegar exemplo de sucesso que não foi pelo liberalismo,mas dizem que foi."

    "Aponte um artigo deste site que diz que o Chile é o o modelo a ser seguido."

    "Australia e seu crescimento com protecionismo e afins."

    Xii, se deu mal. Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice.

    Eis o segredo: abertura total ao investimento estrangeiro.

    Laticínios, carne, lã, madeira, peixe, alumínio, e produtos de papel. Todos eles commodities. E sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Nova Zelândia.

    Carvão, minério de ferro, lã, alumínio, trigo, carne e algum maquinário. Sabe o que eles representam? Toda a pauta de exportação da Austrália.

    Austrália, Nova Zelândia e principalmente Chile só exportam matéria-prima, não exportam nada de alto valor agregado, e se tornaram países desenvolvidos. E não são adeptos do protecionismo. E são ricos.

    Tenta tudo de novo.
  • Jofre  15/09/2016 17:21
    "Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis." Existe sim: a Holden.
  • Éder  15/09/2016 18:31
    Holden não é "grande montadora". É subsidiária da GM, mas é de cunho totalmente local. Aliás, seu quadro de funcionários não passa de 2.900 pessoas. E já anunciou que, a partir de 2017, não vai mais fabricar nem carros nem motores. Vai só importar e vender. Muito mais negócio.
  • Bruno Feliciano  15/09/2016 21:35
    Pelo oque eu entendi até hoje,ter mais exportações do que importações ou virse e versa,não dita o enriquecimento do país.
    Pelo contrario,todas as vezes que o governo querer incentivar um ou outro,da errado.Não há problema ter mais um do que outro,deis de que o mercado decida,alocando recursos em algo que realmente dá lucro(que é eficiente) pro mundo.Oque não sabem fazer,importam.

    Correto?Como você bem disse,a Australia tem a pequena Holden,porém não são carros exportados em quantidades significativas já que são mais para o mercado interno.No máximo fizeram aqueles omegas australianos e exportaram,de resto não tem.Nova zelandia também.Os países escandinavos também não,apenas a suécia com a Volvo e a Saab.
    Mas a pergunta é o seguinte: Suiça,Finlandia,Dinamarca e Irlanda.Importam mais do que exportam?Me parece que sim..

    Até hoje não entendo essa tara de balança comercial,nego acha que exportação é o berço da prosperidade.Se isso fosse verdade,era pro Brasil estar uma maravilha,porque oque mais se fez aqui foi querer alavancar as exportações em relação as importações.O próprio Canada apenas tem a Bombardier e mais meia duzia.
    Mas vocês não acham um pouco ''sujo'' e ''fraco'' usar o argumento contra a balança falando sobre empresas de automóveis e mais meia duzia de setores?
    Acho que tem que tomar cuidado argumentando assim,o governo tem que não atrapalhar pra exportar nem pra importar.A facilidade pra ambos devem ser a mesma.

    Abraços
  • Renan Merlin  16/09/2016 05:58
    Entre um patrão e um funcionario adivinha quem tem uma "balança comercial" positiva? Agora adivinha quem é mais rico? Entre o futebol europeu e futebol sulamericano, advinha quem tem uma "balança comercial" na venda de jogadores? Adivinha quem é o mais rico?
  • Bruno Feliciano  16/09/2016 17:12
    Renan,
    desculpe a ignorância,mas não compreendi a analogia.
    O patrão e funcionário...
    De futebol não entendo nada!rs rs
  • Flávio Faive  15/09/2016 22:54
    O Chile é a 7ª economia mais livre do MUNDO, ou seja, a 7ª mais capitalista (ou a 7ª mais próxima do capitalismo, se preferir).

    www.heritage.org/index/ranking
  • Aluno Austríaco  15/09/2016 16:19
    Um bom exemplo são as máfias de empresas de ônibus. Isso é mais velho do que andar pra frente.

    A prefeitura de São Paulo está despejando 1 bilhão de reais por ano nas empresas de ônibus. E ainda não arrumam o asfalto, que deve servir pra quebrar ainda mais os ônibus.

    Assim eles tentam comprar todo mundo. Tentam destruir quem apenas quer ser mais livre. Criam dificuldades pra vender facilidades. Enganam gente pobre e humilde. Confiscam dinheiro até de quem passa fome.

    A própria justiça está condenando quem não toma atitudes socialistas. Até quem não fez nada de errado ou contra alguém, está sendo condenado pela justiça por não participar do socialismo.



  • Luiz  15/09/2016 17:15
    Parabéns pelo novo layout, quanto a matéria é muito bem escrita certamente, confesso que ver as coisas por esse ângulo é estimulante mas há um problema, ao analisarmos tudo pelo ponto de vista econômico somos ingênuos e damos involuntariamente munição aos socialistas. Vejam como as boas intenções de Hayek foram desembocar num bolsa família da vida, a ponto de um Suplicy citá-lo em seu único projeto conhecido.
    A verdade sobre o livre mercado é cristalina, mas se assenta em princípios que vão além da economia, é fruto da civilização ocidental, do cristianismo, do direito romano e da filosofia grega, tudo isso sob ataque pesado diante de nossos olhos, neste momento.
    Creio que o grande desafio de nosso tempo é justamente resgatar esses valores, por isso sou, ou tento ser um conservador. É urgente separar a economia e todo o resto da política, será um novo iluminismo ou sucumbiremos a politização de tudo, desde o que comemos até a forma como amamos. Deus tenha piedade de nós.
  • RealEstate  15/09/2016 20:06
    Por que o pessoal desse site é tão obcecado com liberdade, muito suspeito isso ai! Vocês são terroristas? Tá querendo grilar terra e criar seu próprio feudo, nenhum ser humano normal precisa de tanta liberdade assim se não esta planejando alguma coisa ruim! Vai morrer abrasado com shekel?
  • Flávio Faive  15/09/2016 22:56
    Por que tu é tão obcecado com o estado?
  • Leonardo Alves   16/09/2016 00:04
    É sério que li isso? Você realmente defende que as pessoas não podem ser "muito" livres?

    Você deveria, com todo respeito, procurar um psicólogo. Suspeito que você sofre de síndrome de Estocolmo.
  • Cego  16/09/2016 14:35
    Não é pra menos. Na política está cheio de psicopatas que querem impor suas crenças pra toda sociedade. Se você não percebe isso, é uma presa fácil.
  • Taxidermista  15/09/2016 20:50
    Grande Bob Higgs.
  • #DerrocarOEstadoJá!  15/09/2016 23:07
    O estado em todas as suas formas é o meio mais sutil de picaretas dissimulados viverem às custas dos outros....
  • Leitor  16/09/2016 10:12
    Equipe IMB, é possível habilitar uma opção para uso da versão antiga do site? A nova versão está demasiadamente pesada para carregar no 3G/4G. A propósito, vocês ainda pretendem implementar um fórum no site?
  • Renato Arcon Gaio  16/09/2016 16:35
    Meu caro,

    o problema não está no site, e sim na péssima infraestrutura criada pelo oligopólio das telefonias do Brasil. Evolução é necessária tanto no layout do site mas também na banda. A versão não está demasiadamente pesada, sua contratada é que está demasiadamente te roubando, Livre Mercado já.

    Abraços
  • Leitor  16/09/2016 18:19
    Tudo bem, mas enquanto o oligopólio se sustenta eu gostaria de continuar lendo na versão antiga. Sei que outros leitores também não gostaram do novo visual por estar poluído, ainda que contem com boa conexao.
  • Católico teocrático   16/09/2016 13:12
    Apenas pra apresentar um contraponto saudável ao Libertarianismo:
    www.estudostomistas.com.br/2016/07/opondo-se-heresia-austriaca.html?m=1
  • Lucas Brant  18/09/2016 00:23
    Contraponto só se for aos libertários cristãos, pois as críticas ao modelo em si são baseados em espantalhos e qualquer um aqui do IMB podia responder. Os outros argumentos são baseados nas filosofias e opiniões de alguns papas ao longo da história e essas de fato são contraditórias áquilo que libertários defendem, mas que se assemelham muito as ideias defendidas pela esquerda que também já foram extensivamente debatidas aqui no site.
  • WDA  18/09/2016 04:33
    Católico teocrático,

    Isso não é um contraponto sadio, é uma brincadeira de mal gosto. O grande problema dos religiosos sentimentalistas histéricos (ao contrário dos racionais) é o de querer aplicar a tudo a lógica religiosa. E de querer forçar esta lógica sobre diferentes aspectos da realidade.

    Seria bom que, ao tratar de matemática, física, história, economia, tais religiosos dessem preeminência à lógica própria dessas várias áreas do conhecimento em vez de dá-la a questões doutrinais e de fé. Eles fariam bem se nesses casos eles dessem menos atenção ao que eles ACHAM que é a vontade e o desígnios de Deus para essas áreas e prestassem mais atenção à REALIDADE, que o próprio Deus criou.

    Uma das manias mais abjetas desse tipo de religioso arrogante é exagerar os fatos para tratar tudo o que não lhe agrade como exemplo de idolatria. No texto linkado, até o elogio de amigos à pessoa de Rothbard e ao sucesso na difusão de um conjunto de idéias é tratado como tal.

    Se o católico Lew Rockwell enfatiza a importância da leitura de certas obras de Rothbard para quem queira conhecer a Escola Austríaca não é por que lhes tenha mais apreço ou lhes dê mais valor do que a encíclicas papais, mas porque elas são centrais para a compreensão desta escola de pensamento. Com quaisquer erros ou acertos que elas tenham, é fato que a EA se desenvolveu em torno das idéias de certas figuras proeminentes, como acontece aliás com qualquer conjuto de idéias. E se alguém quiser seriamente aprender a respeito, sendo Rothbard uma dessas figuras, terá necessariamente que estudar suas obras.

    Os excessos do Sr. Ferrara, baseados no Dr. Chojnowski, fazem parecer que é inaceitável (talvez seja pecado!) qualquer tipo de entusiasmo por questões que sejam alheias à doutrina católica, já que ele faz de qualquer expressão desse tipo relacionada à EA alguma forma de heresia ou idolatria, enquanto qualquer pessoa normal não veria ali senão a expressão de um sentimento corriqueiro por algo bem sucedido e pelo qual se tem apreço.

    O mesmo doutor também dá a entender que Rothbard teria deturpado as idéias dos católicos escolásticos que este reputou como proto-austríacos e isso porque as idéias de Rothbard não expressam exatamente o mesmo que as desses católicos. Ora, é óbvio que não expressam. E é óbvio que eles não não são austríacos. Isso porque eles são ANTERIORES à escola austríaca, daí serem chamados de PROTO-austríacos. Isso nada mais é do que ser intelectualmente honesto e reconhecer o pioneirismo, a precedência temporal das idéias desses católicos, várias das quais também se encontram na Escola Austríaca e a integram até mesmo de maneira fundamental.

    É evidente, contudo, que as idéias desses católicos não se identificam plenamente com as da EA, pois à época em que foram enunciadas, tais idéias ainda não estavam alinhavadas da maneira como viriam a estar na época de Mises e Rothbard. Eles elaboraram e aprofundaram tais idéias, tivessem eles consciência de sua existência ou não. E é por encontrar nelas elementos da EA que lhes renderam o devido tributo de reconhecimento intelectual.

    O tal Doutor também enfatiza muito o conceito de preço justo da doutrina católica. Diz ele que o preço não é determinado apenas subjetivamente, pois inclui também fatores objetivos, tais como o custo de produção. Mas não seriam esse e demais custos também precificados subjetivamente? Bem, seja como for, ainda que se possa identificar elementos objetivos, ou pelo menos intersubjetivos, na formação dos preços, a realidade é que o preço final sempre é determinado subjetivamente. A despeito dos custos de produção e outros fatores, alguém pode querer vender algo abaixo desses custos, por achar que está se livrando de algum problema, ou de custos futuros, ou simplesmente porque assim o quer. Aliás, não fosse assim, a idéia de dar um presente seria um pecado intolerável, já que nesse caso você repassa o produto a preço zero, o que obviamente não inclui os custos de sua produção ou quaisquer outros custos a ele ligados!

    Respeito a boa-vontade dos Papas católicos de quererem opor alguma limitação à ganância e à exploração que senhores feudais talvez quisessem impor ao seus servos, mas a verdade é que bulas papais jamais foram suficientes para impedir a exploração de uns homens por outros no mundo, nem suficientes para se conhecer e explicar o funcionamento da Economia.

    Enquanto papas de diferentes eras procuraram emitir prescrições morais e adequar a vida das pessoas à vontade de Deus, Rothbard e sobretudo Mises estavam mais preocupados em entender e explicar como a economia realmente funciona.

    Em vez de afetar deturpações que não existiram, pretendendo que a EA tenha "deturpado"as idéias dos escolásticos espanhóis, o Dr. Chojnowski faria melhor se tivesse mais consistência e honestidade intelectual e reconhecesse que a EA não deturpou nada. O que ela fez foi aprimorar certas idéias, a fim de melhor revelar o funcionamento REAL da economia. Esse conhecimento, com uma pitada de humildade, pode de fato melhorar a condição de vida de todos, e evitar que se criem uma série de injustiças e abusos que pessoas como o Dr. Chojnowsk e o sr. Ferrara, com sua sanha de enfiar bulas papais goela abaixo em todo mundo jamais conseguiram evitar.
  • Josue Reis  16/09/2016 19:40
    Desculpem perguntar em um post que não tem nada a ver, mas já que não há um fórum, poderiam me responder uma pergunta? Por que a esquerda defende a estatização do petróleo? Qual o problema de se privatizar? Por acaso há algum risco, como a possibilidade de que a gasolina seja mais exportada do que mantida no país para consumo interno? Obrigado e boa noite a todos!
  • Esquerda  16/09/2016 20:07
    Os motivos são outros.

    Sem o estado participando ativamente do setor petrolífero, não mais seria possível ocorrer as manipulações, as indicações políticas e os jogos de favorecimento a companheiros no alto comando da Petrobras.

    Empresas estatais representam uma porta permanentemente aberta para políticos indicarem protegidos ou vassalos para ocuparem cargos em sua direção, como atesta a velha tradição patrimonialista.

    Apenas pense: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais? Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal? Que políticos comandem ministérios, vá lá. Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico. Por que políticos? Qual a justificativa?

    Simples: é nas estatais que está o butim. As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios. O dinheiro de uma estatal é muito mais farto. E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer "pequenos" desvios.

    Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais. Estatais fornecem uma mamata nababesca.

    Estatais são cruciais para os cupins manterem suas mamatas. O grosso da grana está é nas estatais e não nos ministérios.

    Por isso, o petróleo no Brasil nunca será privatizado. Imaginar que políticos irão voluntariamente abrir mão dos privilégios gerados pela Petrobras é tão lógico quanto imaginar que cupins irão voluntariamente abdicar da madeira.
  • anônimo  17/09/2016 19:08
    O governo subornou vários políticos pra se manter no poder, ameaçou pessoas públicas como o Danilo Gentile para ele não se manifestar contra o governo, e mentiu descaradamente
    pra população que o elegeu com
    "benefícios" como o bolça família, enen, coabs e o bndes.
    Pois esses benefícios teriam saído muito mais barato se ao invés de pagarem os impostos pra "políticos", juntado todo o dinheiro e realizar obras por si mesmos.
  • Estudante 2  26/01/2022 23:59
    Seria bom pro Brasil ter guerra no caso da Ucrania?
  • Leandro  27/01/2022 14:17
    Guerra nunca é bom para economia nenhuma. Seria o ápice da ignorância dizer que a destruição de vidas e de infraestrutra (capital humano e físico) traz prosperidade (muito embora a esmagadora maioria dos keynesianos pense isso).

    Se os EUA se envolverem, pode haver uma forte desvalorização do dólar (assim como houve na Guerra do Iraque).

    Isto, tudo o mais constante, tenderia a empurrar o câmbio para baixo e as commodities para cima. Se aqui no Brasil estivermos com juros reais corretos (ao contrário do que ocorreu em 2020 e 2021), poderia até haver um repeteco do período 2004-2008.

    Mas isso seria uma aposta pra lá de otimista. Um conflito bélico entre EUA e Rússia simplesmente não tem como acabar bem.
  • Felipe  27/01/2022 14:43
    Provavelmente irão fazer aqueles conflitos indiretos. De qualquer forma isso ficaria ainda pior para o governo. O DXY iria despencar e a inflação americana pode ficar parecida com a da Primeira Guerra Mundial, afundando ainda mais os democratas.

    A bomba foi plantada no Trump e agora está estourando no Biden. Bom para o Trump.

    Os americanos já estão furiosos com inflação de 7 %.
  • Felipe  27/01/2022 15:08
    Agora, caso for parecido ao de 2014, o DXY dispara, com o rublo russo e a grívnia ucraniana afundando ainda mais.

  • 4lex5andro  31/01/2022 16:16
    E um desfecho bélico na Ucrânia hoje, mudaria algo para o Brasil???????
    No caso da Síria, os Eua/otan já não travam uma guerra indireta com a Rússia há quase 10 anos ????????
  • Askeladden  28/01/2022 00:05
    Todos os governos funcionam assim desde muito antes dos romanos.
    Ricos não pagam quase nada impostos e ainda recebem capital a juros ridículos.
    Classe trabalhadora esfoliada.
    Pobres recebendo auxílios para não se rebelarem.

    Exército garantido o recebimento de imposto ou confisco da propriedade privada quase não pague os impostos.

    Por outro lado sociedades que fugiram disso foram massacradas e suas terras roubadas.
  • Amante da Lógica e da Verdade  28/01/2022 00:40
    Rico não paga imposto? Pobre paga mais? Vejamos, então. Esqueça a ideologia e concentre-se na matemática, que não permite ideologia.

    Vamos analisar o exemplo hipotético de um diretor de alguma grande empresa, que ganha R$ 30.000 mensais. Ele é considerado um rico no Brasil, apesar de muitos pensarem apenas em multimilionários quando escutam o termo.

    Como seria a carga tributária deste diretor, em termos aproximados?

    Logo de cara, o imposto de renda retido na fonte seria de R$ 7.200, além de R$ 643 de INSS. Arredondando, ele paga quase R$ 8.000 de imposto direto, sem falar no imposto que a empresa tem que pagar também, reduzindo seu salário líquido.

    Para pagar os R$ 30.000 de salário, a empresa desembolsa uns R$ 10.000 extras ao governo, o maior sócio de todos os brasileiros, ainda que de forma compulsória.

    Restaram líquidos até agora uns R$ 22.000 para o diretor, enquanto o governo já embolsou uns R$ 18.000 em cima dele. Mas a coisa está longe de terminar aqui.

    Outros dois impostos diretos abocanham importantes fatias de sua renda. Digamos que esse diretor viva num bairro de luxo, com um elevado IPTU. Lá se vão pelo menos R$ 7.000 anuais para o governo guloso. Mas esse diretor tem pelo menos dois carros na garagem, que custam R$ 2.500 cada um de IPVA anual. Mais R$ 5.000 para esse parceiro eterno.

    Apenas de impostos diretos esse diretor já foi forçado a entregar mais de R$ 100.000 anuais para o governo, ou 30% de seu salário bruto, sem levar em conta os impostos pagos pela empresa. Só que ele está longe de se ver livre do governo.

    O diretor terá um plano de saúde privado, naturalmente, pois o governo arrecada para oferecer saúde pública, mas oferece em troca hospitais decrépitos com excesso de ratos e ausência de remédios. Um plano de saúde bom custaria a esse diretor algo como R$ 1.000 por mês. Vamos somando isso ao total de carga.

    Outro item que o governo deveria fornecer pelos impostos é segurança, mas quem pode depender apenas da "segurança" pública nesse país? Logo, o diretor irá morar num local seguro, que conta com seguranças privados, e que eleva bastante o gasto com condomínio. Pelo menos outros R$ 1.000 mensais ele deve gastar apenas para ter câmeras, seguranças particulares e sistemas de proteção em seu prédio.

    O governo também cobra impostos para oferecer educação, mas todos conhecem a péssima qualidade do ensino público. Logo, esse diretor colocará seus dois filhos numa boa escola particular, gastando pelo menos R$ 2.000 por mês. Esses três serviços básicos - saúde, segurança e educação - custam pelo menos R$ 4.000 mensais ao diretor, além dos impostos que ele joga no lixo.

    Daqueles R$ 22.000 líquidos, o diretor já torrou R$ 5.000 apenas para pagar IPTU, IPVA, saúde, segurança e educação. Sobraram R$ 17.000 em sua conta, lembrando que seu salário bruto era de R$ 30.000 (já estamos falando de uma carga de 43%).

    Mas ainda não acabou. Cada conta de luz, gás e telefonia tem um imposto embutido de pelo menos 30%. Para cada compra no supermercado, o diretor terá que deixar uns 40% para o governo, imposto médio dos produtos ali vendidos. Enfim, digamos que o diretor gasta, dos R$ 17.000, R$ 12.000 por mês. Deste valor, pelo menos R$ 4.000 são impostos novamente.

    Sobraram na conta do diretor R$ 5.000, que ele finalmente poderá poupar, contribuindo para a oferta de capital que serve para investimentos produtivos no país. Mas o governo quer mais! Se ele investir esse dinheiro em um fundo tradicional de um banco, o mínimo que ele terá que recolher em impostos será 15% sobre os rendimentos, ou seja, outros R$ 1.000 por ano, em média.

    Se você já perdeu a conta, é porque são muitos impostos mesmo. Isso porque não considerei taxas e contribuições menores, ou o custo indireto de nossa asfixiante burocracia, que somados acabam lascando outra fatia importante da renda. No total, esse diretor, que ganha R$ 30.000 por mês, ou R$ 360.000 por ano, já pagou de impostos pouco mais de R$ 200.000, ou 55% de carga. Lembrando, novamente, que a empresa pagou outros R$ 120.000 ao governo para poder empregar este diretor.

    Em resumo, esse diretor custa para a empresa uns R$ 480.000 por ano, mas ele recebe líquidos apenas R$ 155.000, aproximadamente. Para onde foram os outros R$ 325.000? Para aquele que você diz que deve fazer a "justiça social".

    Logo, a carga efetiva deste diretor está próxima dos 70%! Essa é a realidade da maioria dos "ricos" desse país, que faz de tudo para incentivar a sonegação e desestimular o empreendedorismo.
         
    Agora diga aí quantos pobres são necessários para pagar o mesmo tanto de imposto que apenas esse "rico".
  • Eduardo  28/01/2022 00:46
    Nos EUA, em 2018, o 1% mais rico pagou US$ 616 bilhões em imposto de renda. Isso dá 40,1% da receita total.

    Já os que estão entre o 1% e os 5% mais ricos pagaram 20,2% da receita total.

    E os que estão entre os 5% e os 10% mais ricos pagaram 11,1% da receita total.

    Em suma, os 10% mais ricos foram os responsáveis por 71,5% de toda a receita de imposto de renda do governo federal americano.

    taxfoundation.org/rich-pay-their-fair-share-of-taxes/#Burden

    Sugiro ao Askeladden que pare de repetir chaves de redes sociais e faça alguma pesquisa por conta própria.
  • Askeladden   28/01/2022 18:02
    Se acha que ganhar R$ 30k por ano é ser rico.
    O buraco do super ricos é muito mais embaixo.

    invest.exame.com/me/warren-buffett-explica-porque-paga-apenas-01-de-imposto

    tecnoblog.net/noticias/2020/07/15/justica-europeia-decide-que-apple-nao-deve-pagar-80-bi-em-impostos/

    www.cartacapital.com.br/carta-capital/coca-cola-company-usa-sede-no-brasil-para-pagar-menos-impostos-nos-eua/

    ojoioeotrigo.com.br/2018/05/os-combos-tributarios-do-mcdonalds/
  • Yuri  28/01/2022 18:59
    Você diz que os governos devem tributar mais os indivíduos mais ricos, mas aí cita notícias de megacorporações específicas (Berkshire, Coca-Cola, Apple e McDonald's).

    Sério?
  • Askeladden  29/01/2022 00:28
    Buffett – que atualmente tem um patrimônio de 109,2 bilhões de dólares segundo a Forbes – é o bilionário que proporcionalmente paga menos impostos da lista, seguido por Jeff Bezos (0,98%), Michael Bloomberg (1,30%) e Elon Musk (3,27%).

    Hoje é sempre amigos do rei sempre terão inúmeros privilégios. Devo, não nego e só pago depois que eu morrer, isso se não caducar ou receber anistia.

    revistaforum.com.br/brasil/com-divida-publica-parcelada-em-115-anos-dono-da-havan-compra-jatinho-de-r-250-milhoes/

    www.cnnbrasil.com.br/business/com-aval-de-bolsonaro-congresso-anistia-divida-bilionaria-de-igrejas/
  • Vladimir  29/01/2022 01:33
    O patrimônio dos bilionários está majoritariamente na forma de ativos, e não em dinheiro no banco.

    Buffet e Bezos só são multibilionários porque eles detêm ações que, somadas, estão na casa das dezenas de bilhões de dólares. Eles não têm este dinheiro parado numa conta bancária, prontinho para ser tributado.

    Se as ações que eles detêm caírem para zero, o patrimônio deles sofrerá um baque igual.

    Esquerdistas invejosos e tarados com o sucesso alheio simplesmente se recusam a entender essa obviedade. Não dá para tributar alguém cujo patrimônio está majoritariamente investido em ações (ou em imóveis, ou em bens de capital de industriais). A menos que você defenda que o governo confisque as ações, os imóveis e os bens de capital das pessoas.

    Se você defende isso, apenas diga e se declare comunista (sem nenhum exagero, pois é exatamente isso o que a teoria comunista defende).

    Outra coisa, você confunde renda (fluxo) com patrimônio (estoque). Indivíduos pagam IR sobre sua renda (fluxo) e não sobre seu patrimônio (estoque).

    Pegar o IR de um bilionário (IR incide sobre sua renda) e comparar ao seu patrimônio (estoque) acumulado de décadas — e dizer que ele "paga pouco imposto" — é o ápice da desonestidade intelectual. Ou da burrice.


    Só de curiosidade: eu mesmo tenho um patrimônio financeiro que se aproxima de R$ 1 milhão. Só que R$ 950 mil estão em ativos (ações, ETFs, criptomoedas, títulos, debêntures e fundos). Dinheiro mesmo, com liquidez imediata, são só R$ 50 mil.

    Ou seja, se eu quiser ter um R$ 1 milhão em dinheiro em banco, eu terei de dar uma ordem de venda em todos os meus ativos, esperar um bom período de tempo para que ocorra a liquidação e torcer para que, neste meio tempo, eles não se desvalorizem abruptamente e eu perca tudo.

    Se o governo quiser me tributar da maneira clássica — confiscar meu dinheiro —, ele só pode me tomar R$ 50 mil. Aliás, se eu sofrer um sequestro relâmpago, o máximo que eu posso dar do meu patrimônio de R$ 1 milhão são R$ 50 mil. Todo o resto não tem como ser tributado (confiscado) da maneira clássica.

    Pensava que isso era um tanto óbvio para qualquer leigo minimamente inteligente, mas vejo que não…
  • Felipe  29/01/2022 14:33
    Mas o governo não tributa esses R$ 950 mil em patrimônio?
  • anônimo  29/01/2022 15:13
    Não. Ele tributa IPTU, IPVA e ITR, que são ativos físicos, tangíveis.

    Mas não a posse de ações e títulos. A menos que você se desfaça deles e aufira ganhos de capital, é claro.
  • Felipe  29/01/2022 15:36
    Por exemplo, em títulos de ouro, tem o come-cotas.
  • Régis  30/01/2022 00:23
    Sim, fundos multimercado têm come-cotas. Mas só pé-rapado investe em fundos multimercado. Se você quer investir em ouro, mas não quer comprar ouro físico, sugiro o ETF GOLD11. Ou então compre Pax Gold no Mercado Bitcoin.
  • Felipe  30/01/2022 12:26
    E o ETF GOLD11 se compra onde?
  • Trader  30/01/2022 13:42
    Na Bolsa de Valores, via qualquer corretora. Funciona identicamente a uma ação.
  • anônimo  29/01/2022 17:15
    tributa sim. esses 950 mil é o que restou do que ele pagou. esquerdista quer que ele pague de novo, e de novo ate tomar tudo o que tem a conta gotas. se as pessoas deixassem , estariamos num comunismo, senso que a unica diferença foi que os comunistas tomaram 100 por cento tudo de uma vez.
    mas as pessoas reagem e não permitem( elas naõ tem que permitir o roubo por nenhum motivo)
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  29/01/2022 01:54
    Em relação com a Havan não encontrei matéria muito detalhada sobre o caso. Apenas que ela deve 10 milhões ao INSS e 117 milhões para a receita federal (sem especificar sobre o que seriam estes 117 milhões). Já as igrejas me pergunto sobre o que seria. A CF de 88 dispensa instituições religiosas de pagar impostos e quase qualquer outro tributo. Traga links para averiguarmos.
  • anônimo  29/01/2022 13:03
    nao interessa se o cara ganha 10 mil , 20 mil , 30 mil um milhao , um bilhao ou um trilha. o raciocinio é o mesmo. tributa lo é roubo. vc não merece receber nem um centavo do dinheiro dos outros.
  • Paulão Guedes  28/01/2022 15:12
    Bom dia, meus confrades

    A pergunta de hoje é: como recuperar o grau de investimento? Seria viável se os brasileiros criassem uma agência nacional (não digo estatal) para analisar de forma isente os riscos, sem o viés anti-brasileiro da S&P, Moody's e Fitch? Não parece razoável que um punhado de empresas norte-americanas domine esse mercado
  • anônimo  28/01/2022 18:10
    agencias de rating nao tem compromisso, desde 2008 com a lehman brothers ta claro que sao furada
    ao inves de criar outra agencia que vai ser mais do mesmo, um monte de colarinho branco que recebe pencas de dinheiro como incentivo pra fazer media com certos grupos, deveria era inovar, evoluir algo do conceito do padrao iso ou do ground zero , assim voce consegue quebrar uma hegemonia e vira referencia
    na justiça tem sido desenvolvido um modelo baseado na blockchain chamado ulex , é um exemplo tangencial de como se usa novas ideias e tecnologias pra organizar uma sociedade
  • Bruno  28/01/2022 19:02
    Agências de rating, na prática, aumentam o risco moral. Se algo é chancelado por elas, todos perdem o medo de investir naquilo. E aí, se algo der errado (e sempre dá, por causa dos ciclos econômicos), elas se eximem de tudo e todos saem para pedir socorro do governo.
  • Analista de Risco  28/01/2022 19:09
    Mas o Brasil já tem (pelo menos) uma agência de rating, a Auting Rating.

    E nem ela é lá muito otimista com a qualidade creditícia do Brasil.
  • imperion turbo nuclear quantico com equio  30/01/2022 20:51
    vc recupera o grau de investimento desfazendo as cagadas erradas e não criando sua própria agência pra avaliar


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