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Afinal, o que houve com Paulo Guedes?
Ele passou a defender uma 'CPMF de máscara', maior carga tributária e já virou o (im)posto Ipiranga

Phineas Gage era competente detonador de explosivos para as Estradas de Ferro Rutland & Burlington em Vermont. Porém, em 1848, teve sua cabeça atravessada por uma barra metálica de um metro de comprimento e seis quilos depois de acionar prematuramente o detonador.

Para a surpresa de todos, Gage sobreviveu ao rombo no cérebro. 

Depois de alguns dias caminhava normalmente, utilizava as mãos com firmeza e não demonstrava dificuldades em comunicar-se. 

Mas sofreu alterações em sua personalidade, e passou a falar coisas que surpreendiam àqueles que o conheciam. Morreu pouco mais de uma década depois, com poucos amigos.

Estará Paulo Guedes se tornando um Phineas Gage do planalto central? Serão o 'centrão' e o sistema a sua barra de ferro?

O homem que sustentou o discurso liberal da campanha de Jair Bolsonaro e angariou apoio popular às suas promessas de reformas, privatizações e enxugamento do estado deu lugar a outro Paulo Guedes com falas anormais: cúmplice de aumento de gastos, do centralismo fiscal e do aumento da arrecadação.

reforma tributária em discussão é mais uma reforma perdulária, como as últimas duas, que aumentaram a carga em mais de 5% do PIB cada. A ideia é unificar vários impostos, inclusive estaduais e municipais, em uma só alíquota. A premissa é garantir arrecadação em proporção do PIB pelo menos igual à atual, e arrecadar o que for possível a mais para aumentar os gastos do governo.

Todos os operadores engajados na reforma atual — os secretários estaduais e municipais responsáveis pela arrecadação, a Receita, o Congresso, os representantes de setores que acreditam que podem se beneficiar e até mesmo os formuladores no Ministério da Economia e o próprio Paulo Guedes— são unânimes: "É preciso garantir que a arrecadação não caia". 

Ao bom entendedor sobre a realpolitik, um aumento de arrecadação está sendo cozinhado.

Desconsola a atitude dos formuladores de políticas públicas que se recusam a endereçar primeiro as causas fundamentais dos problemas brasileiros: o tamanho do estado e a gestão irresponsável das contas públicas. 

O gráfico a seguir mostra, na linha azul, a evolução das receitas tributárias líquidas do governo (deduzida das restituições e incentivos fiscais) e, na linha vermelha, a evolução das despesas. Detalhe: as despesas não incluem o pagamento do serviço da dívida (juros e amortizações).

Atenção: como se trata de uma média móvel de 12 meses, o valor na coluna da esquerda se refere a valores mensais. Na prática, um valor de R$ 100 bilhões significa que, em um período de 12 meses, este foi o valor médio arrecadado (ou despendido) pelo governo a cada mês. Para se ter uma ideia do valor anual, basta multiplicar o valor por 12 (meses). 

despesas.png

Gráfico 1: na linha azul, a evolução das receitas tributárias líquidas do governo; na linha vermelha, a evolução das despesas primárias (que exclui gastos com a dívida). Média móvel 12 meses. (Fonte e gráfico: Banco Central)

O gráfico foi estranhamente descontinuado pelo Banco Central, de modo que o último dado disponível é de agosto de 2019. Portanto, e obviamente, ele ainda não capta os efeitos da pandemia de Covid-19. Ainda assim, ele mostra bem a nossa doença: os gastos sobem de acordo com as receitas.

Trata-se da famosa Lei de Parkinson, que diz que, sempre que o governo eleva impostos, ele eleva seus gastos correntes. Os gastos do governo sempre sobem junto com o aumento das receitas. Isso é uma empiria observada no Brasil e no mundo. 

Apenas a folha de salários de funcionários públicos, suas aposentadorias e o INSS representam 85% da arrecadação total de impostos. Essas rubricas engolirão todo o resto —educação, saúde, saneamento— se não forem imediatamente reformadas.

Contadores garantem que a proposta de reforma irá afetar a atual força motriz da economia: o setor de serviços, o micro e pequeno empreendedor responsável por mais de 50% do emprego em empresas. 

Inicialmente, falou-se eliminar as vantagens do Simples. Agora, houve um recuo e o governo garante que o Simples não será alterado.

Adicionalmente, com o ICMS (estadual) e o ISS (municipal) sendo unificados em um tributo federal (e isso é exigência dos governadores), não mais haverá como estados e municípios competirem entre si pela atração de investimentos por meio de incentivos tributários. Trata-se da tão sonhada e nefasta "harmonização tributária".

Ambas prejudicam o pequeno: o empreendedor, o município. Quando há regra única determinada de cima para baixo, ganha o influente, o próximo ao poder, o que tem tamanho e estrutura.

O economista treinado sabe que há enorme diferença entre a incidência legal e a econômica: quem paga o Darf não é quem sofre a perda. A análise econômica da contribuição patronal sobre a folha é reveladora: o empresário paga o Darf, mas o empregado é quem recebe menor salário em igual montante. O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) de Bernard Appy e o CBS (Contribuição de Bens e Serviços) de Guedes são economicamente equivalentes ao Imposto de Renda, pois são impostos sobre as rendas do assalariado e do empreendedor.

Se for para prejudicar o pequeno empreendedor e município, para aumentar a carga tributária, e para criar novos impostos sem entender quem sofre economicamente, ou seja, fazer uma reforma no chute, seria melhor se concentrar na reforma administrativa.

Frustrações em série

É frustrante que Paulo Guedes, que participou comigo da fundação do Instituto Millenium, no longínquo ano de 2005, esteja confortável com premissas nada liberais. Ele sabe, sempre soube, que a causa fundamental do desajuste fiscal é a mesma da pobreza do país: um estado grande e gastador

Mas em vez de sugerir uma micro-reforma desburocratizante, defende a CBS, que nada mais é do que uma 'CPMF de máscara' e lidera esse enorme aumento de impostos sobre o setor de serviços e da carga tributária em mais de R$ 50 bilhões com sua CBS de 12%. Já virou meme: é o (im)posto Ipiranga.

Guedes não conseguiu emplacar a reforma da Previdência de que gostaria. A matemática atuarial demonstra que a sobrevida da pirâmide da Previdência se estendeu por mais alguns poucos anos, seguindo com contas cada vez piores, até o inevitável colapso.

Até agora, não houve nada sobre a prometida abertura comercial, talvez a mais importante reforma micro-econômica. O país continua fechado.

Ademais, ele tem sido bloqueado pelo nosso "deep state" na reforma administrativa, a mais urgente. Continuamos a gastar vergonhosos (e crescentes) 85% da arrecadação federal com salários de funcionários públicos e aposentadorias, em detrimento de educação, saúde, segurança, saneamento, ambiente.

Reconheço os avanços da Lei de Liberdade Econômica — de longe, a melhor coisa feita pelo governo — e entendo as dificuldades de Guedes na árdua missão de diminuir o estado brasileiro. Mesmo dentro de seu ministério, ele enfrenta a máquina egressa de administrações anteriores (o famoso "estamento burocrático"), que sabota importantes mudanças. Mas não entendo a postura resignada. 

Ao encarar as enormes dificuldades em construir politicamente a reforma do estado, optou por capitular e aceitar o velho Brasil: aumento de arrecadação e de gastos.

Agindo assim, Paulo Guedes tem se comportado como um "liberal em desconstrução". Para voltar às origens, deveria simplificar o sistema com uma mini-reforma sem aumento de arrecadação, submeter a reforma administrativa, privatizar, e fazer a abertura comercial. Para esta plataforma, terá o apoio dos liberais.

Qualquer coisa além disso significa justificar a gastança que assola o Brasil há tantas décadas. Não é para isso que este governo foi eleito.

No século XVII, uma época de políticos mais francos, Jean-Baptiste Colbert, o ministro da economia do rei Luís XIV, afirmava que "a arte da tributação é a arte de depenar o ganso, obtendo o máximo de penas com o mínimo de grasnidos". Os artistas já estão trabalhando. É hora de o brasileiro grasnar.

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Leia também:

Aviso ao Ciro Guedes: uma moeda desvalorizada é um ataque direto ao padrão de vida da população


autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • Felipe L.  12/08/2020 16:53
    Reforma tributária de SP prevê corte de 20% em benefícios fiscais do ICMS

    A extinção de autarquias e concessões é bom.

    O problema é que "tirar renúncia fiscal" nada mais é que aumento de impostos disfarçado, nada diferente do que o governador do RS propõe.

    Ninguém quer abrir mão do ICMS.

    Ajuste baseado em aumento de imposto só dá errado. Vide o ocorrido com os combustíveis, após aquele aumento feito pelo governo Temer. Preço explodiu com a desvalorização cambial e então tivemos a greve dos caminhoneiros.

    Sobre o Guedes, melhor coisa é o Bolsonaro fechar o BCB, demitir ele e colocar um supply-sider no lugar e adotar uma moeda corrente forte como o dólar, como ocorre no Panamá. Isso vai ter um efeito sem igual no padrão de vida e irá forçar uma disciplina fiscal sem igual. Se ele não achar ninguém, coloca uma lata de lixo no lugar e continua procurando por candidatos. Até o Meirelles seria melhor.

    Enquanto tivermos o BCB, vai ser difícil cortar privilégios do funcionalismo.

    Por quê? Porque o BCB consegue amenizar os custos da gastança, através de expansão monetária.

    Por que vocês acham que na Grécia eles tiveram que cortar gastos? Não podem imprimir drachmae. Equilibraram o orçamento depois de 2015. E isso num país com forte sindicalismo e lobby de funcionalismo, não pensem que lá é todo mundo liberal. E quem fez isso foi o partido Syriza, de extrema-esquerda.

    Tire a moeda forte e dê um banco central a eles, que eles viram a Argentina rapidinho.

    Aqui, com um governo "de direita", é um choro até para congelar aumento do funcionalismo.

    Agora no Brasil, fecha o BCB e adote uma moeda forte como o dólar para você ver o que acontece quando a coisa aperta. É quase um padrão-ouro. Aí tem que cortar salário de funcionalismo, pensões, fechar ministério, vender universidade, secretaria, desregular, etc... ou isso ou o funcionalismo fica sem salário e parcelado. Cláusula pétrea e direito adquirido somem quando começar a faltar dinheiro.

    Não adianta o Bolsonaro demitir o Guedes e o Roberto Campos se não fechar junto o Banco Central do Brasil.

    Sabem o que me impressiona? A dolarização conseguiu ser feita no Equador, supostamente com mentalidade similar à existente no Brasil, já que estamos na América Latina. O país continua atrasado e a instabilidade política e institucional são piores do que aqui, mas o dólar é praticamente o último bastião para impedir o colapso total.
  • Imperion  12/08/2020 18:11
    Se sair coisa boa no Brasil, á a conta gotas. E logo se dá dois passos pra trás. Esse enfraquecimento da moeda vai tornar os negócios brasileiros inviáveis. O aumento do imposto vai torná-los ainda mais inviáveis. Os altos impostos de importação e os subsídios e a moeda fraca para exportação vão gerar ainda mais a distorção.

    Os exportadores e produtores de produtos de menor valor agregado (commodities) vão prosperar, mas para compensar as perdas de produtividade dos setores de maior valor agregado, tem que exportar maciçamente, afinal são produtos que valem muito menos.

    O ganho de um setor não compensa o outro.

    Ainda mais que o sacrifício será da população. 
  • Sandro Lima  14/08/2020 23:29
    Concordo, setor de serviço que não depende de diversidade de insumos sofrerá um pouco menos, mas enfrentará maior concorrência também.
  • Bernardo  12/08/2020 18:15
    Felipe, suas colocações estão corretas, mas é impossível querer moeda forte quando o principal nome da economia diz abertamente que moeda fraca é o objetivo, pois isso gera "reindustrialização" (o que, pela lógica, significa que a Argentina é uma potência e a Suíça é uma favela).

    Esquece isso aqui, meu caro. Isso aqui é país para funcionários públicos, políticos, donos de cartório e exportador rural. Todo o resto está aí para bancar esse arranjo.

    Preocupe-se apenas em proteger a sua poupança. Ouro, bitcoin, prata, ações estrangeiras, dólar, euro e franco suíço. É o máximo a que se pode almejar no longo prazo.
  • Felipe L.  12/08/2020 19:28
    Bernardo, por isso que eu sugeri tirar o Paulo Guedes, já que é caso perdido.

    Já estou fazendo a minha parte. Eu vou fazer o quê? Os caras destroem a moeda e tem um monte de gente que ainda os apoia (sou moderador de um grupo de Economia no Facebook e tem gente que até agora só me ataca quando eu critico a postura do Guedes). Depois a economia sofre, inflação sobe e a conta vai ficar no Bolsonaro (no fim a responsabilidade é dele mesmo).

    E no fim, é humilhante, porque se passam décadas, seus familiares se vão, e o Brasil continua na mediocridade. Todos querem ter padrão de vida suíço mas poucos estão dispostos a arcar com as responsabilidades disso. Melhor sair do país mesmo.

    Obrigado! (eu até escrevi meio na pressa)
  • Marcelo  13/08/2020 11:57
    Como Paulo Guedes está ajudando o Brasil e não os bancos, os liberais estão criticando ele...
  • Bernardo  13/08/2020 14:26
    Gozado, a esquerda fala exatamente o oposto. Seria pedir muito um mínimo de consenso?

    Quanto à Guedes, como exatamente defender a redução do poder de compra da população "ajuda o país"?

    Responda sem tergiversar.
  • Felipe L.  13/08/2020 15:07
    Mas são os fundos de investimento e de câmbio que são beneficiados pela desvalorização cambial (bancos eu não sei, o Leandro pode responder essa). Quanto mais o real afunda, mais o dólar e o ouro se valorizam, mais a procura por alternativas de defesa contra a desvalorização aumenta. Uma pessoa que colocou apenas R$ 500 em julho do ano passado em ouro ou fundo cambial, já lucrou absurdamente, colocando qualquer "rentista" na época da Dilma no chinelo.

    Os pobres que não têm acesso à informação e nem à uma mísera conta bancária é que se ferram. Ah, e detalhe: como muitos moram em terrenos irregulares e sem o registro, estando eles sem um endereço residencial, pouco podem fazer para progredir, inclusive abrir conta. Interior do Brasil tem muito disso.
  • João Victor   12/08/2020 16:55
    E mais uma vez o sonho de um Brasil mais desburocratizado vai por água abaixo.
  • Trader  12/08/2020 18:06
    Interessante. Eu nunca comprei esse "sonho". Quem entende o básico de política e de democracia (leia Hoppe) sabe que medidas que vão contra o interesse de políticos e burocratas nunca irão ser implantadas.

    Eu sabia que não daria em nada, mas fiquei quieto porque também não queria ficar jogando contra.
  • Gabriel  12/08/2020 18:55
    Após 30 anos de social-democracia/petismo, a elite que se apropriou do Estado brasileiro resistirá a qualquer mudança de rumo.

    Nosso maior desafio será a reforma do Estado, enfrentando de frente o establishment de privilegiados e mamadores das tetas estatais.

    Não será fácil.
  • Bernardo  12/08/2020 21:07
    A função do nosso estado é sustentar políticos e funcionários públicos. Só. Qualquer outra ideia ou visão é mero delírio.
  • Imperion  12/08/2020 23:18
    Essa elite se entupiu da nota, tem muito "acumulado" pra queimar e recuperar o poder perdido posteriormente. É só ir sabotando e esperar.
  • Cristian  12/08/2020 16:56
    Paulo Guedes apenas está sendo Paulo Guedes! Não aconteceu absolutamente nada...ainda!!!
  • Leandro  12/08/2020 17:19
    Currículo efetivo do chicaguista Guedes no governo:

    — "O real fraco vai gerar uma reindustrialização do país!"

    (O que, pela lógica, significa que, quanto mais destruída for a moeda, maiores as chances de criarmos uma Amazon ou uma Google aqui no Brasil);


    — "Classe média ficar indo para a Disney está errado. O certo é ir pra Cachoeiro do Itapemirim, conhecer onde Roberto Carlos nasceu."


    — Sobre a nova CPMF: "Se for pequenininho, não machuca"

    (Ignorando todas as distorções que tal imposto gera na cadeia produtiva)


    — "Se a economia entrar em depressão, vamos "chuveirar" dinheiro no país. Até o pipoqueiro vai ter uma linha de crédito junto ao Banco Central."

    (Ver entre 1:06 e 1:08: www.youtube.com/watch?v=S7vfNEYpKmY&feature=youtu.be&t=3960)


    — "Vamos anunciar de 4 a 5 grandes privatizações no próximos meses!"

    (Janeiro de 2019)


    De resto, praticamente todas as políticas dele são "demand-side", e não "supply-side". A única política efetivamente "supply-side" do governo foi a Lei da Liberdade Econômica, que é do Geanluca Lorenzon, egresso deste Instituto.
  • Felipe L.  12/08/2020 19:22
    Ou seja, uma porcaria de ministro.
  • Cristiano  25/10/2020 23:30
    A coluna liberal PG dobra mais do que bambu. Ele não sabe nada de economia. É um grande especulador. Isso sim. Ganhou muito dinheiro. Mas economia não tem relaçao com ganhar dinheiro na bolsa.
    Ele não tem a minha idéia do que é o Brasil. E os pobres para ele nem existe.
    É bilhão praca, trilhão pra lá. Vamos privatizar trocentas estatais e nada. Ele é um grande vendedor. Fala e age com um vendedor de Jequiti. Seduz, mas não sabe nada de economia e fala frases de senso comum. "Tem que tirar o estado do cangote do empreendedor" Ok, todo mundo sabe isso. Onde está a novidade? A teroria economica. Nada. Nada de nada!
    Um fanfarrão!
  • Constatação  12/08/2020 17:04
    "This is the end
    Beautiful friend
    This is the end
    My only friend, the end
    Of our elaborate plans, the end
    Of everything that stands, the end
    No safety or surprise, the end"

    Só tem uma língua que esses crápulas entendem: a da torneira fechada.

    Guia de imposto, aqui, já está indo para o lixo.
  • Lucas Mendes  12/08/2020 17:11
    Num país onde malandros recebem 600 reais enquanto estudante de bolsa científica recebe 400, funcionários públicos se gabam de ficar em casa recebendo sem trabalhar e ainda pleitearam aumento, onde construiram um monte de hospital de campanha a troco de nada (bastaria equipar os hospitais já existentes)........vcs acham que o dinheiro pra tamanho descalabro viria de onde.....DOS PAGADORES DE IMPOSTOS!!!!!!
  • Felipe L.  12/08/2020 19:42
    É o que eu falei ontem.... o auxílio emergencial paga mais do que muitas bolsas. Por exemplo no PIBID, depois de ter a sorte de passar em uma prova burocrática, você ganha R$ 400 por 32 horas mensais (dá um pouco mais de R$ 10 a hora). Duvido que o Bolsonaro vá acabar com esse auxílio ou mesmo diminuir o valor dele. Ele não é capaz nem de privatizar um vaso de flor ou fechar uma agência reguladora, quanto mais agora mexer em assistencialismo.

    E engraçado: receber uma esmola de 600 reais, gerando inflação e dívida no governo é tudo ok. Agora um emprego que pague isso, aí não pode. Aí já é um absurdo, exploração. Reforma trabalhista e moeda forte, coisas que ajudariam os mais pobres, não pode. De repente a pessoa não tem qualificação e aceitaria trabalhar com esse salário por uma jornada menor (às vezes ela tem alguma deficiência), não, não pode, você tem que ter um curso de Engenharia Aerospacial para apertar parafusos em um dos poucos empregos básicos disponíveis. Só não está pior pois ainda há os aplicativos de entrega e transporte, que pagam isso ou mais, dependendo da região e de sua jornada.
  • Antonio h.v. da Cruz  16/08/2020 17:47
    O grande problema não esta na economia; esta na politica.
  • 4lex5andro  19/08/2020 17:42
    Exatamente, em um país onde mais de 1/3 da economia é ligada ao Estado, diretamente ou não.

    O gargalo de sempre, que impede o Brasil de prosperar.
  • Drink Coke  12/08/2020 17:12
    Ele de fato decepcionou, mas nessas questões de tributos e reformas eu entendo que essa é a realidade da política, infelizmente.

    Olha só um exemplo do que estou dizendo: Você quer cortar impostos, não dá porque há um déficit enorme e crescente. Então quero cortar gastos, não dá porque mais de 90% dos gastos são obrigatórios e outros 10% são em maioria gastos sensiveis a população, investimento, educação e saúde. Além disso o governo precisa de apoio no congresso para fazer alguma coisa e para ter apoio tem que liberar dinheiro, ainda para piorar tem uma quarentena. A realidade política é isso daí.

    Outro exemplo é a reforma da previdência, Guedes até tem expressado o desejo de uma previdência em regime de capitalização, mas haverá apoio político? obviamente não, então faz o que é possível, uma reforminha no regime atual para ao menos amenizar o rombo no próximos anos.

  • Marcus Lins  12/08/2020 19:10
    Drink Coke, o ponto é que o governo mal tentou fazer qualquer reforma. Ou se conhece as regras do jogo, ou não se consegue jogar. No Brasil, com a CF que temos, tem coisa que precisa do congresso. usasse a popularidade do começo para passar a parte mais feia (mas que traria bons resultados), mas não quis correr o risco de perder um ponto de Ibope no começo do mandato...

    A própria reforma da previdência que ocorreu, o executivo jogou no Congresso e disse um "agora é com eles". Não precisava comprar deputado, mas ninguém vai querer ficar com o ônus sozinho. Se o Jair tivesse, no começo, aproveitado para, de fato, defender as reformas, poderia ter conseguido dobrar o Legislativo e aprovar mais, mas preferiu não descer do palanque e não arriscar a popularidade.

    Verdade se diga, Jair nunca acreditou mesmo em liberdade econômica. Se fosse afetar a imagem no curto prazo, ainda que trouxesse benefícios claros dois meses depois, ele - no máximo - deixava rolar, na maior parte das vezes vetava. Vide a Taxa do Leite.

    Paulo Guedes achou que ia ser primeiro vizir de um sultão. Esqueceu que existe um congresso. E olha que para certas coisas até conseguiria apoio, se fosse minimamente articulado. Preferiu adotar a postura do chefe e, obviamente, trouxe ainda menos resultados do que conseguiria.
  • Eli Manning  12/08/2020 21:45
    Boa noite, Marcus!

    Sei que a sua análise foi direcionada ao outro amigo aqui do Instituto. Achei-a muito completa, mencionando detalhes muito importantes. Confesso que discordo de alguns deles. Desde a eleição, senti que parte da mídia não viam muito mal na figura do Jair em si, nem nos seus correligionários de modo geral. Vários jornalistas da GloboNews exalavam confiança no que poderia estar por vir: Merval Pereira, Heraldo Pereira e Natuza Nery, Carlos Alberto Sardenberg, nomes de peso do canal, transpareciam isso. Outra parte, desde o início, sempre quis que o governo ruisse, antes mesmo de tomar posse. Porém, ficaram quietos pois a derrota foi histórica. Bem, passado este primeiro momento, as primeiras críticas direcionadas ao governo se deram pelos modos de se expressar de Jair e do Guedes, sim, críticas pesadíssimas em virtude disso! "Prensa no Congresso", frase dita por Guedes na transição, gerou um atrito de proporções diplomáticas, um exagero ridículo. Bom, passado este primeiro momento, situações bestas ou que ocorriam involuntariamente começaram a dar azo para a oposição miseravelmente derrotada, classe politica e seus correligionários da imprensa, a reprimir os movimentos do governo e ganhar coro: rachadinha, palhaçadas do Carlos, o disse não me disse com o Bebiano, mulher do Macron, incêndio na Amazônia, Óleo no Nordeste, Ilona Szabó e o seu carguinho num conselho besta, Weintraub e a Balbúrdia, o porteiro do Caso Marielle... Todas estas situações que estavam alheias ao Governo Federal, foram minando as forças dos integrantes. Se para nós que acompanhamos diariamente estas querelas pelos veículos de imprensa já é algo desgastante, imagina para quem está lá dentro! É difícil, irmão. Sobre a Taxa do Leite, por exemplo, lembro muito bem que criticou duramente a extinção dela. Dona Tereza Cristina, em uma grande entrevista coletiva, vem e fala: "é um desmame?" Isso é absurdo, isso é insano, como ela fala deste jeito para a imprensa, olha a repercussão que aquilo gerou e a força que deu para a oposição. Outro adendo: todos estes fatos ocorreram quando estava em curso a feitura e apreciação da Reforma da Previdência, tempo que totalizou 11 meses! Neste meio tempo, embates com veículos de imprensa foram inevitáveis, diante de todas as diatribes que eles perpetraram, sinceramente, tiraria qualquer um do sério, aumentaram a escalada de atritos. Verbas e contratos publicitários, muitos deles beirando ao cúmulo do ridículo, foram revisados e/ou extintos. Vários intelectuais que estavam mergulhados neste doce mar de chocolate foram revelados: Mercado Pereira o principal. A partir deste momento, o corporativismo jornalístico começou a todo vapor. Aqueles jornalistas que acreditavam ou pelo menos respeitavam o novo governo, passaram a ficar indiferentes ou começaram a açoita-lo, afinal há de se manter o prestígio com os colegas de bancadas e chefes de redação, e aqueles jornalistas que foram humilhados em suas previsões e que eram contrários ao novo governo, ganharam um novo ânimo e recuperaram a sua posição.

    Paulo Guedes tem culpa no cartório, claro que tem. Porém, não se deve ao seu jeito intransigente, nada a ver aliás. O seu problema - se é que dá para se chamar assim - foi ser confiante demais. Foi achar que a despeito de toda esta conflagração em andamento, as propostas que possuía caminhariam numa boa para a apreciação do Congresso. Esqueceu-se que parte daqueles políticos que estão lá em Brasília primeiro consideram a própria imagem antes de apertar o botão. Afinal, imagem, o dever ser maquiavélico, ou, neste caso, a sua imagem perante a mídia e a classe intelectual são fundamentais para mantê-los no grande jogo do poder Planaltino.

    Obs.: Guedes é um monetarista, o que sempre despertou muita desconfiança. Porém, decepcionou totalmente ao ficar falando sobre o câmbio - um babaca, ainda pagou o preço para a turma do politicamente correto- e sobre o impostinho que não machucaria ninguém.

    Obs.: Jair, um estatista igual ao brasileiro médio, mas que, assim como os seus nacionais, mas que estava (ou ainda está?)disposto a seguir algo novo, a aderir a uma mentalidade nova. Um cara que após muita conversa, muito diálogo poderia abrir a mente para o Liberalismo e os seus corolarios tão sagrados que proporcionaram um grande progresso na história da nossa espécie.

    Viva a liberdade, pacificidade e fraternidade! Viva o Liberalismo!
  • Fer Casseli  14/08/2020 19:48
    Exatamente. Concordo plenamente, agora sobre Jair, de um deputado que ficou dezenas de anos recebendo com a mão no bolso (como a grande maioria, se não todos os políticos e congressistas do país), não poderíamos esperar que do nada, simplesmente por conhecer um homem com "pensamentos liberais" decidisse abrir mão de seus privilégios e se transformasse completamente...

    Inclusive acho que essa pérola do Bolsonaro fala por si mesma haha

    "O que é que tem um deputado federal tem? 33 mil por mês de salário. 90 mil pra contratar funcionário. Você tem 40 mil para avião, transporte, gasolina, almoço... Se isso é muito, não sei... Pra mim é o suficiente e não abro mão do que tô recebendo, deixo bem claro isso aí. Agora não é esse o problema do Brasil. *Se eu abrir mão disso, não tenho como viajar de avião pra Brasília, vou morar em Brasília? Não vou poder andar pelo Brasil? Vou ter que pagar telefone do meu bolso? Correspondência do meu bolso? Aí não dá!* "

    Grande Jair Bolsonaro!
  • Felipe L.  12/08/2020 20:54
    O problema de você abordar o déficit como um possível argumento contra o corte de impostos é que quando eles foram elaborar o auxílio emergencial (o qual consumirá uma quantia absurda de dinheiro dos pagadores de impostos, R$ 200 bilhões para mais), o orçamento foi ignorado. Quando era para supostamente combater o coronavírus, eles também ignoraram os déficits. Quando impuseram os lockdowns, também ignoraram o orçamento (e muitos entraram em gastança pornográfica com respirador e afins). Nesse ano a dívida deve passar de 90% do PIB, uma verdadeira pornografia e algo sem igual em um país emergente. Agora que eles fizeram o estrago, querem ainda empurrar o problema para o povo (agora composto por uma massa de desempregados, falidos e descapitalizados) pagar. Igualzinho no segundo mandato da Dilma. Mudou nada. O que está pior é a intensidade da expansão monetária e que agora a presidência não é mais vermelha.

    Acho que é questão de tempo de o Paulo Guedes acabar caindo. O problema é se ele cair e colocarem um ministro pior que ele, pois no Brasil algo sempre tem como piorar. Alguém aqui imaginou a queda do Moro? Do Ricardo Vélez Rodríguez? Política brasileira é mais divertida e imprevisível que seriado da Netflix.
  • Imperion  17/08/2020 12:30
    O país antes da covid já tinha um déficit pela hora da morte. E ainda acham que o Guedes está errado por não estar gastando os tubos. Ele errou foi ao perder o valor da moeda


    vocesa.abril.com.br/dinheiro/entenda-de-uma-vez-a-celeuma-em-torno-da-agenda-liberal-de-guedes/?
  • Imperion  12/08/2020 23:14
    Políticos armaram uma arapuca para salvar seus mandatos eleitorais. Nem tiveram vergonha na cara de sacrificar as contas públicas no processo. Suas pensões estão garantidas por lei. Tão pouco se lixando se o país quebrar.
  • 4lex5andro  19/08/2020 17:46
    Lembrando que mês retrasado, fim de junho, o STF definiu que a LRF não pode impôr redução salarial (com ou sem redução de jornadas) aos servidores públicos.

    E que o executivo tem de repassar conforme a Loa (imprimindo ou não mais cédulas) o pre-definido para os duodécimos de legislativo, judiciário e MP.

    Isso foi um impasse que durava 18 anos (!!!) e só agora, ''coincidentemente'' a côrte definiu julgar.

    Em meio a maior crise econômica da história do país, ao lado da hiperinflação da década de 80, e ao maior período recessivo da história, desde o 7 de setembro.

    ''Show'' de bola né?!

    O Brasil com essa cf88 não tem muito pra onde ir. Não sem passaporte e visto...
  • MAURICIO GOMES  12/08/2020 18:08
    Brasil hospício nosso de cada dia,a corte portuguesa se foi,mas sua herança maldita de privilégios e desprezo ao povo continua reinando nos corações de nossos governantes, e suas promessas não cumpridas, nossas esperanças desfeitas a cada quatro anos de reis temporários e mentirosos.Haja coração...
  • ASH  12/08/2020 18:09
    Perfeito. Só discordo num ponto, Guedes não deveria propor um mini reforma, mas uma implosão do sistema atual, propor uma reforma que colocasse o Brasil no top 10 de competitividade tributária em termos de burocracia para se pagar impostos.

    Passaria? Provavelmente não. Mas se é pra fracassar, melhor fracassar tentando algo grandioso que ter sucesso em algo medíocre.
  • Felipe L.  12/08/2020 19:47
    Também acho. Gradualismo nunca funcionou em lugar algum. Imagina se na Alemanha do pós-guerra, eles fizessem o seguinte "No próximo ano, abolimos os controles de preços somente do pão, e no outro, passamos a gradualmente diminuir o crescimento da oferta monetária, etc...". Claro que não daria certo.
  • rraphael  12/08/2020 18:21
    das promessas de campanha que o pauno guedes poderia muito bem ter ido atrás e que me ajudaria imensamente seria permitir contas em dólar no brasil

    pra variar , toda boa proposta morre depois do período eleitoral , nunca mais se falou nisso

    imagine trocar os atores de uma novela ruim : você até pode ter simpatia por algum dos novos atores e com isso a novela ser menos sofrível pra vc , mas o script , a produção , continuam a mesma m*

    e não é que as coisas não funcionem , elas foram feitas pra funcionar assim
  • Gabriel  12/08/2020 18:38
    A recente debandada (palavra que o próprio Guedes usou) de secretários é de algo mais profundo. O governo está claramente rachado desde do início da pandemia, e na área econômica isso ficou mais evidente depois da reunião ministerial vazada pelo STF.

    Estava claro ali que Rogério Marinho mais a ala militar estavam (e estão) fazendo pressão para ligar a impressora de vez. É o tal plano "pró-Brasil". Ao que tudo indica, essa ala está mais forte do nunca e pode ganhar a guerra.

    P.S.: A palavra "debandada" e a entrevista coletiva do Guedes anunciando a saída dos secretários acenderam sinal de alerta. Ele disse: "estão sugerindo pular a cerca e furar teto e vão levar o presidente para uma zona de incerteza, uma zona sombria."

    Claro sinal que está perdendo a guerra interna.
  • Felipe L.  12/08/2020 19:45
    Esse "pró-Brasil" é realmente um programa desastroso, seria pior do que a Dilma pois com a Dilma pelo menos o dólar não estava tão caro.

    O Bolsonaro até que é simpático ao livre mercado, mas ele confia bastante nos generais - todos positivistas e que defendem a agenda econômica de Geisel e afins -.
  • 4lex5andro  19/08/2020 17:40
    Complicado.

    Talvez esse esteja sendo a pedra no sapato que não se esperava - ou não tanto - que é a ala militar de viés desenvolvimentista, e que pesa muito no governo.

    Lembrando que com a crise mundial causada pelo PCC de Pequim, foram a essas alas - a conservadora/evangélica e a militar - que apoiaram o governo após as saídas dos ministros da saúde e da justiça, substituídos respectivamente por um militar e um conservador.

    E depois, com a saída - dessa vez, orquestrada entre o ex-juiz de curitiba e o stf - do ministro da educação, novamente, um nome cristão conservador, formado na presbiteriana mackenzie assumiu o cargo.

    Desse modo, a agenda liberal, desde fevereiro, ficou travada, pra não dizer comprometida, pois o esquema da pasta da economia e do planalto era diferente.

    Se enviar primeiro a peça da reforma administrativa primeiro, e só depois, com os planos de carreiras do estamento funcional redefinidos, se passaria a ref. tributária, talvez pra 2021 mesmo.

    Porém como a crise mundial forçou um dispêndio fora do normal nos gastos e de outro lado, estados tiveram de ser socorridos, e o auxílio emergencial bilionário foi inevitável - se não fosse o planalto, o congresso o faria de forma demagógica com todo aparato midiático que já dispõe a seu favor - as peças de reforma entrarão em trâmites invertidos do planejado.

    Hoje, pesarosamente, o ministério da economia, no lugar de protagonista de um reformismo necessário para o Brasil... ficou 'diminuido' frente a demandas inéditas sobre um país que há mais de 70 anos não enfrentava tamanha crise econômica, e isso, vindo de outra , a depressão de 2015-16.

    O fato é que, até 2030 pelo menos, as finanças do país, mesmo com essa pec previdenciária que passou, e com esass outras pecs, estarão comprometidas, o pragmatismo, o realismo se impõe sobre o Brasil.

    O negócio é esperar, a longo prazo, e quem sabe umas três gerações, o país melhore estruturalmente, pois vai ter de reformar, por bem ou não (pois a pirâmide etária é matemática e imanente e não se dobra a fisiologismos político partidários) ou ...

    Melhor optar-se pelo aeroporto mais próximo.
  • IMposto Guedes ou IMpostoR Guedes ou Amigo Guedes  12/08/2020 18:58
    Complementando o texto

    youtu.be/GmwT0hpkLHY
  • Juliano  12/08/2020 19:13
    Muito bom o vídeo:

  • Helliton  12/08/2020 20:00
    A grande verdade é que tudo foi embora, no momento que pararam de enxugar gastos e começaram a aumentar eles. Ter mais imposto ou não é irrelevante, o problema continua sendo os gastos do governo, porque se o imposto não cobrir, inflação, juros bancários e até mesmo as ações em bolsa, irão ser usado na conta.
  • HeSave  12/08/2020 20:31
    Nos EUA um produto custa 100 dólares na prateleira, mas para vc levá-lo para a sua casa vc vai pagar os 100 dólares mais 6% de imposto. Dois anos depois vc vende o produto usado por 100 dólares menos x dólares de depreciação. No Brasil vc compra um carro novo por 60 mil reais com 50% de impostos. Dois anos depois vc vende o carro usado por 50 mil. Nesse país as pessoas vendem impostos! Juros! Que juros? Desde quando agiotar é cobrar juros? Somente neste país!
  • HeSave  12/08/2020 20:38
    Vou escrever um conto. Em resumo vai ser um tema assim:" Você compraria os meus impostos? Vc compraria os meus tributos, José? Não compraria não. Nem vc Melequias. Também não compraria. Puderá, quem em sã consciência compraria tributos de alguém? Esta certo, vamos mudar de assunto. Vou vender o meu carro. Tem dois anos de uso. Vocês tem interesse? Tem baixa quilometragem, mecânica em ordem, lataria conservada e eu ainda faço um desconto a preço abaixo da "tabela" do mercado. Alguém quer comprar?
  • Felipe L.  12/08/2020 20:44
    Essa situação me fez lembrar do André Lara Resende. Ele foi um dos responsáveis pelo Plano Cruzado. Depois, esteve envolvido no Plano Real (que era totalmente oposto ao Plano Cruzado). Anos depois, com o colapso do arranjo atrelado, chegou a sugerir até Currency Board ao Brasil, coisa que o Malan se recusou a aplicar (também não sei o porquê). Hoje ele defende a TMM. No mínimo, estranho.
  • MAURICIO GOMES  12/08/2020 22:12
    O Poder corrompe,não vejo outra explicação.
  • Fer Casseli  14/08/2020 20:05
    Ou então, apenas mostra os corrompidos.
  • 4lex5andro  19/08/2020 16:44
    Exatamente.

    O velho adágio, ''dê poder a alguém, que este mostrará quem realmente é''... jamais foi tão verdade.
  • Lee Bertharian  13/08/2020 17:00
    Idem para Paulo Rabello de Castro. E sempre será assim enquanto acreditarmos no mantra "não existe solução fora da política".
  • Lucas  12/08/2020 21:40
    Salim Mattar explica, ao Brazil Journal, por que deixou o governo.

    Recomendo ler o artigo na íntegra, mas gostaria de destacar alguns trechos:

    "A Secretaria de Desestatização que fui ocupar era nova e, por falta de experiencia nossa e daqueles que elaboraram o respectivo decreto para sua implementação, ficou com as atribuições mas sem a autoridade para execução. O arcabouço legal do processo de desestatização é complexo e moroso. São quinze agentes envolvidos, do Presidente ao ministro setorial, do TCU ao BNDES. Tudo torna o processo burocrático, lento e, por mais que alguns se esforcem, não conseguem acelerar as coisas.

    Os grupos de interesse, absolutamente legítimos e naturais em uma democracia, dificultam o processo de desestatização. Assim, o establishment composto diretamente pelos empregados públicos, sindicatos, fornecedores, comunidades, políticos locais, partidos de esquerda e lideranças políticas têm sido uma barreira natural para a privatização.

    Exemplo foi a Medida Provisória 902, que acabava com o monopólio da Casa da Moeda para impressão de papel moeda, condição básica para a sua privatização, que acabou não sendo aprovada pelo Congresso. Em outras palavras, o Congresso disse não à privatização. Muitas estatais como Eletrobras, Hemobrás, Correios e EBC necessitam de aprovação do Congresso num governo que não possui uma base de sustentação em ambas as casas".

    (...)

    "Diferentemente do que se propagava, o Brasil não tinha apenas 134 empresas, número este que nos foi informado no período de transição de governo. Iniciamos uma análise mais detida e encontramos 698 empresas entre as de controle direto, suas subsidiárias, coligadas e com simples participações. O estado-empresário é gigantesco e não quer ser amputado.

    A Caixa tinha participação num banco na Venezuela (já extinto) e o Banco do Brasil, num banco no Egito. Em síntese: governos anteriores violaram o artigo 173 da Constituição Federal abrindo empresas para competir com a iniciativa privada em setores de seguros, resseguros, cartões de crédito, cobrança, prestação de serviços e por aí vai".

    (...)

    "Deixei o governo porque, em minha análise de esforço despendido versus resultados obtidos, a conta foi negativa. Concluí que dedicando meu tempo aos institutos liberais Brasil afora, posso continuar contribuindo para a construção de um país melhor, com menos estado, menos oneroso para o cidadão e menor interferência na vida privada. Um país onde a liberdade seja o seu maior valor".
  • Felipe L.  12/08/2020 23:12
    Eu já li o texto. É bom.

    Não adianta você entrar num lugar e não poder fazer o que precisa ser feito. Bolsonaro poderia fechar um monte de ministério e secretaria (coisa que não precisa de aval do Congresso), mas ele não tem coragem de privatizar nem uma privada.
  • Giuseppe  12/08/2020 22:42
    Não aconteceu nada de anormal com Paulo Guedes.

    Falar é sempre muito fácil pra quem está do lado de fora.

    Todo mundo é macho. Ele era antes e durante a campanha. Lá dentro a coisa é diferente.

    Na hora do vamos ver, ele tem um orçamento público pra equilibrar e precisa fazer isso no curto prazo pq em 2 anos o chefe disputa outra eleição, e o Brasil não pode sofrer downgrade de nenhuma agência de rating pq isso supostamente comprometeria a base estável pra retomar crescimento em 2021.

    Pode colocar ressuscitar Mises e colocar ele pra cuidar do ME que o roteiro seria o mesmo.
  • Giuseppe  13/08/2020 12:38
    Um adendo: isso não invalida os (bem colocados) argumentos do Salim ao deixar a Secretaria. O estrangulamento é criado de um lado, as propostas bizarras de solução vêm como consequência.
  • Armando  14/08/2020 15:42
    Perfeito, na pratica a teoria é outra.
  • Imperion  12/08/2020 23:04
  • Sadib  13/08/2020 01:36
    É uma mescla de burrice com rabo preso. No começo do governo tinha de longe a maior bancada, o maior partido e capital político, tanto que aprovou facilmente a reforma da previdência. Invés de continuar as reformas, preferiu brigar com todo mundo e fundar mais um partido nanico.
    Agora esta com o rabo preso por causa das rachadinhas, Queirozes e outras roubalheiras da família, então tem que se vender para o centrão.
    Esse governo será um pato manco até o final.
  • Felipe L.  12/08/2020 23:48
    "VW Passat deixa o Brasil após 26 anos: veja histórico"

    "Depois do Ford Fusion, mais um sedã médio-grande deixa o mercado brasileiro: o Volkswagen Passat, que não está mais sendo importado — segundo confirmou a marca alemã — pela desvalorização do real frente ao euro. O modelo chegou ao Brasil por importação oficial em 1994, na terceira geração alemã reestilizada (código B4), embora algumas unidades do anterior B3 tenham vindo por empresa independentes. Ele passou por três grandes reformulações até chegar ao modelo que estava à venda por aqui desde 2016."

    Está ficando cada vez mais chato ser motorista no Brasil. Aqui a tendência é de cada vez mais concentração, do jeito que o país está no buraco, a moeda não presta e as tarifas de importação são norte-coreanas.

    No dia 2 de dezembro de 2019, um euro custava R$ 4,52. No dia 2 de dezembro de 2019, um euro custava R$ 4,52. Agora está em R$ 6,40. Quem que aguenta?

    Mas não reclamem, afinal com moeda fraca daqui a pouco a Gurgel ressurge competindo com marcas europeias e asiáticas por clientes. Logo teremos também uma nova Google. Os rentistas estão muito apavorados com os juros menores do que os da Suíça, afinal a subida dos preços dos títulos governamentais e a fuga por fundos cambiais e de ouro são tudo uma clara conspiração.

    Nós sabemos que o marco alemão sempre foi um lixo de moeda, assim como o iene japonês, o won sul-coreano, a coroa sueca, o dólar americano e a libra esterlina. É aqui que a moeda é boa, por isso chama-se real, da época do Brasil Colônia, onde tínhamos moedas cunhadas em ouro. Os argentinos aprovam. Realmente boa.

    Espero que saibam que é ironia.
  • Felipe L.  13/08/2020 02:14
    Pessoal, eu peguei este gráfico histórico que vai do início do Plano Real até 8 de agosto, do preço do ouro em reais. Agora tenho algumas notas e perguntas que vocês devem saber mais que eu:

    > Até 01/01/1999, o preço do ouro se manteve estável. Ainda era câmbio atrelado. Foi nesse período que o Brasil cresceu forte, inclusive a indústria.

    > Veio o câmbio flutuante, o preço explodiu e passou a oscilar mais.

    > Depois de 2002, com a eleição do Lula, o preço do ouro passou a oscilar mais. Isso é normal e inerente ao fato de o ouro se valorizar a longo prazo? De qualquer forma, de 2004 a 2011, o ouro passou a subir linearmente, de maneira calma.

    > 2012 até fevereiro de 2016, outra subida mais forte. Após isso, uma contínua queda até março de 2018, quando voltou a subir em fevereiro.

    > E então continuou subindo, mas de maneira linear. Após dezembro de 2019, o preço do ouro explodiu. O que causou esse súbito aumento foi o que, exatamente?

    > Peguei também o gráfico, só que em dólares. Interessante que o preço do ouro ficou relativamente estável e foi depois de 2004, que o metal amarelo seguiu uma trajetória mais forte de valorização. Foi só após o Jack Lew falar sobre os benefícios de um dólar forte, e pronto, o ouro ficou mais barato, embora oscilando mais, e então o preço dele explodiu em dólares depois do fim do ano passado.

    > Como a mídia mainstream enxerga a moeda forte em países desenvolvidos? Demoniza moeda forte e elogia inflação, igual ao Brasil? Em países desenvolvidos, o risco de surgir uma moeda estragada como o real brasileiro é nulo, pelo fato de esses países ainda serem economias livres e, portanto, mais abertas ao investimento estrangeiro e doméstico, portanto crescimento econômico?

    Eu sei que já perguntei isso, mas vocês sabem como que eu formato o "Índice DXY" para a "versão brasileira", colocando no lugar do dólar americano o real brasileiro, assim comparando a moeda brasileira perante as outras moedas do mundo? De qualquer forma, acho que é só isso por enquanto, obrigado a todos pela atenção e desculpem pelo excesso de perguntas e alguma mistura de temas e/ou assuntos. Eu espero ter entendido direito o gráfico.

    PS: Alguém iluminado já conseguiu fazer um gráfico do preço do ouro do Brasil antes do Plano Real? Imagino a dificuldade que deve ser. No regime militar o Brasil já era garantido de não estar no Bretton Woods (antes provavelmente não, senão o país jamais teria dado espaço para JK ter inflacionado a moeda), pois eles manipulavam o cruzeiro (e o cruzeiro-novo).
  • Trader  13/08/2020 04:10
    "Depois de 2002, com a eleição do Lula, o preço do ouro passou a oscilar mais. Isso é normal e inerente ao fato de o ouro se valorizar a longo prazo?"

    Sim, mas também depende da escala do gráfico.

    No entanto, e via de regra, quando maior vai sendo a quantidade de moeda na economia, maiores vão sendo as oscilações. Daqui pra frente, as oscilações serão cada vez mais selvagens.

    Aliás, um ótimo exemplo disso é o próprio câmbio: dois anos atrás, uma amplitude de R$ 0,05 na cotação diária do dólar era considerada uma alta volatilidade. Hoje, num dia calmo, o dólar oscila tranquilamente 10 centavos de real (entre a mínima e a máxima do dia). Num dia mais agitado, chega a 25 centavos.

    "De qualquer forma, de 2004 a 2011, o ouro passou a subir linearmente, de maneira calma."

    Porque nesse período o dólar caiu de 4 reais para 1,60. Já em dólares, o ouro explodiu exponencialmente.

    "2012 até fevereiro de 2016, outra subida mais forte."

    Nesse período, o ouro caiu em dólares, mas o dólar encareceu fortemente em reais.

    "Após isso, uma contínua queda até março de 2018, quando voltou a subir em fevereiro."

    Queda do governo Dilma, ascensão de Meirelles à Fazenda e de Ilan no Banco Central. Real ficou forte.

    Nesse período, o ouro em encareceu em dólares, mas barateou em reais.

    "E então continuou subindo, mas de maneira linear."

    A partir de março de 2018, quando Meirelles saiu da Fazenda e o Banco Central jogou a Selic para 6,50%. A degringolada da moeda começou aí.

    "Após dezembro de 2019, o preço do ouro explodiu. O que causou esse súbito aumento foi o que, exatamente?"

    Ele explodiu mundialmente, em todas as moedas. No Brasil, o efeito da explosão foi duplo: o ouro explodiu em dólares, e o dólar explodiu em reais.

    Efeito Covid.

    "Peguei também o gráfico, só que em dólares. Interessante que o preço do ouro ficou relativamente estável e foi depois de 2004, que o metal amarelo seguiu uma trajetória mais forte de valorização."

    Sim. Forte expansão monetária por causa da guerra do Iraque, a qual inflou a bolha imobiliária.

    "Foi só após o Jack Lew falar sobre os benefícios de um dólar forte, e pronto, o ouro ficou mais barato, embora oscilando mais"

    Correto. O ponto mínimo do ouro foi dezembro de 2015.

    "e então o preço dele explodiu em dólares depois do fim do ano passado"

    Já vinha subindo desde dezembro de 2015. Com a chegada de Trump querendo guerra comercial com a China e defendendo dólar mais fraco, era natural e inevitável essa valorização do ouro.

    "Como a mídia mainstream enxerga a moeda forte em países desenvolvidos? Demoniza moeda forte e elogia inflação, igual ao Brasil?"

    Tem alguma choradeira sobre "a concorrência injusta com a indústria nacional", mas é bem menos que aqui.

    Aliás, e curiosamente, vale notar que a própria esquerda americana já parou de falar nisso. No governo Obama não se ouviu um pio sobre o assunto. E na eleição de 2016, Hillary nada falou. E Biden nada está falando sobre isso atualmente.

    "Em países desenvolvidos, o risco de surgir uma moeda estragada como o real brasileiro é nulo, pelo fato de esses países ainda serem economias livres e, portanto, mais abertas ao investimento estrangeiro e doméstico, portanto crescimento econômico?"

    Correto.

    "vocês sabem como que eu formato o "Índice DXY" para a "versão brasileira", colocando no lugar do dólar americano o real brasileiro […]?"

    Coloque no TradingView: USDBRL/DXY

    Eis a explicação.

    "Alguém iluminado já conseguiu fazer um gráfico do preço do ouro do Brasil antes do Plano Real?"

    Não é difícil. É só pegar a taxa de câmbio diária e multiplicar pelo preço do ouro em dólar. Mas eu nunca vi.
  • Felipe L.  13/08/2020 14:18
    Muito obrigado.
  • Elias  13/08/2020 02:16
    Esse post me lembrou o vídeo do Raphael do Ideias Radicais sobre a reforma tributária do Paulo Guedes:

  • Felipe L.  13/08/2020 20:05
    Não vão querer copiar uma solução boa de fora. Quando eles copiam algo de fora, é uma porcaria de fora.

    Mesmo que a pseudo-reforma tributária seja um lixo, o político vai poder falar "Essa é a minha reforma que foi aprovada." Mesma coisa fizeram com o Plano Real após o colapso em 1999. O FMI não é confiável, mas palpitou certo: criar um Currency Board. Pergunta se alguém quis colocar. Não, câmbio flutuante. Foi bom em 2004-2011 e 02/2016 - 02/2018. Depois foi só estrago. Seria até mais fácil dolarizar de vez. Eu sugeriria isso para agora e colocaria como cláusula pétrea a proibição de recriar um banco central. Isso imediatamente iria forçar austeridade nos governos. Claro, lei estatal pode ser violada, mas é melhor que nada.

    No Equador, felizmente deixaram a vaidade de lado, seguiram o conselho do Hanke (que por sinal tem um currículo muito melhor que o do Guedes) e dolarizaram a economia. Pergunta para qualquer pobre equatoriano se ele tem saudades do sucre e da hiperinflação. Detalhe que lá teve 10 anos de governo chavista e o ambiente político e institucional é pior que o do Brasil. Salário nominal mensal deles dos últimos anos. É uma mixaria, mas pelo menos está crescendo, apesar de toda a baderna. No Brasil o salário não cresce desde pelo menos 2014.
  • Ivanovich  13/08/2020 03:57
  • neto  13/08/2020 11:26
    Lendo os comentários deste site, os comentários dos "conservadores raiz" em outro site e as análises de tantos especialistas, fico pensando que deveriamos ter uma qualidade infinitamente superior na nossa fauna política. Todos reclamam, mas todos corroboram o que está aí, com suas escolhas….
    Temos 212 milhoes de:
    - Técnicos de Futebol
    - Economistas
    - Juízes
    - Epidemiologistas
    - Médicos
    - Jornalistas
    - Engenheiros
    - etc
    Mas nas entranhas do Estado, nos Ministérios, no Congresso Nacional, na Suprema Corte, nas Agências Reguladoras, etc, temos a pior éscoria moral, ética e intelectual do país. Todos advindos das escolhas daqueles "gênios" que sabem e entendem de tudo…..
    Um dia vou compreender tudo isto!
  • Guilherme  13/08/2020 14:48
    "Mas nas entranhas do Estado, nos Ministérios, no Congresso Nacional, na Suprema Corte, nas Agências Reguladoras, etc, temos a pior éscoria moral, ética e intelectual do país."

    Correto. Todos esses aí estão nas entranhas do estado exatamente por indicação política. Nenhum passou por escrutínio público. São o exemplo mais claro do "deep state".

    A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública. Mas ela não é o estado propriamente dito. Não é a classe política quem exatamente comanda as coisas. Políticos vêm e vão. Eles são meros atravessadores, isto é, pessoas que, ao ocuparem temporariamente o poder, vendem facilidades para determinados lobistas e grupos de interesse.

    Esta é a função precípua do político.

    Porém, como sua estadia no poder é temporária, seu comando sobre o estado é pequeno.

    Quem de fato comanda o estado, quem se aproveita de suas facilidades e privilégios, é a permanente estrutura burocrática e lobista que está incrustada na máquina, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições. São estes, os burocratas, os reguladores e os grupos de interesse, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo.

    Há o governo oficial e o governo paralelo, também chamado de "estado oculto".

    www.mises.org.br/article/2643/o-estado-agigantado-gerou-o-estado-oculto-que-e-quem-realmente-governa-o-pais

    "Todos advindos das escolhas daqueles "gênios" que sabem e entendem de tudo….."

    Errado. Como explicado acima, não houve escolha nenhuma. Houve apenas indicação política obscura.

    "Um dia vou compreender tudo isto!"

    Este dia chegou. De nada!
  • rraphael  13/08/2020 17:23
    e eu que encontrei um funça dizendo que eles foram os maiores prejudicados nessa pandemia

    pessoas totalmente fora da realidade
  • Felipe L.  13/08/2020 15:50
    Preço do Bitcoin em reais atingiu alta histórica: R$ 63 mil. Só foi superado pelo preço no fim de 2017, quando quase chegou aos R$ 70 mil.

    Ouro e Bitcoin são os dois itens que mais se valorizaram nesses últimos meses, inclusive em relação ao dólar americano.
  • Mamando Moura  13/08/2020 20:23
    Descobriu isso sozinho? Só acho que deveriam permanecer lá repetindo isso até o povão entender.
  • Roberto Braga  14/08/2020 00:56
    Os caras criam uma Secretaria ESPECIAL de DESBUROCRATIZAÇÃO, colocam um chefe lá e ele pede para sair, culpando a.... BUROCRACIA!

    É tragicômico!
    Imagina se Santos Dumont desistisse da sua missão de inventar o avião culpando a... gravidade?!
    Ou que o gari dissesse que não consegue fazer seu trabalho porque tem muito lixo. É ridículo. Faltam quadros qualificados no governo, isso sim!
  • Mamando Moura  14/08/2020 07:51
    Exatamente, Roberto. Ficar lacrando no Twitter e fazer discursinho teórico não destroem o estatismo, apenas servem pra mudar a mentalidade de pessoas bem intencionadas, o que NÃO É o caso dos funcionários públicos de alto escalão do estado brasileiro.

    Veja o exemplo do Tarcísio, da Damares e até do Guedes. Mattar só anunciava o que iria fazer, planejou e esbravejou tanto que não fez absolutamente nada. Suas intenções eram boas, mas sua incompetência e falta de paciência enterrou suas boas intenções.

    Peço a Deus que entre algum secretário indicado por Temer. Ele conhece a máquina pública muito bem.
  • Felipe L.  14/08/2020 16:23
    Mas os dois (Mattar e Uebel) até que fizeram bastante coisa. Só em vendas de pedaços e saída de participação, foi coisa de R$ 134,9 bilhões aproximados. Tarcísio está fazendo concessão para iniciativa privada de tudo quanto é coisa, e olhem que ele nem é liberal e até defende algumas pautas desenvolvimentistas (tanto é que ele está sempre asfaltando e/ou colocando concreto, não sei se o MI aumentou o orçamento desde 2019). Recentemente ele apresentou o excelente projeto "BR do Mar", algo supply-side e que vai no sentido de incentivar transporte por cabotagem. Ele só fala quando ele faz algo. Agora compare com o Paulo Guedes. Qual está sendo o legado dele, além de desvalorizar o câmbio e manipular os juros? Está neste artigo mesmo do Hélio Beltrão.

    Já que não vai fazer nada, melhor ficar em casa jogando bilhar com os amigos. Pelo menos assim não vai manipular os juros nem destruir a moeda.
  • rraphael  13/08/2020 17:29
    e vem ai o TRF-6

    se vai melhorar a eficiencia do judiciario ? nao, nao vai

    mas serao criados gordos e voltuosos cargos muito bem remunerados , cheios de beneficios , para um caminhao de parentes e amigos dos reis de banania

    viva a liberdade !
  • Richard Stallman  13/08/2020 18:47
    Paulo Guedes está fazendo um grande plano. Em 2022 quando o dólar estiver em R$9,50 ele usará as reservas internacionais e pagara 50% da dívida brasileira, em uma tacada só, com isso o score brasileiro vai para AAA, inundando o Brasil de dólares e euros. Para aumentar o colchão de reservas internacionais que o Brasil gastou, Guedes permitira que pessoas físicas depositem qualquer moeda na poupança, conta corrente etc.

    Guedes, aproveitando a manobra e a guerra entre EUA e China, criara as Novas Zonas Francas do Brasil, uma nova categoria de entidade da federação, lugares puramente empresariais (sem residências) onde todo mundo trabalha com CTVA e os trabalhadores e empresários votam em quem ira administrar a zona.Vendo que sua obra é boa ele criara o Ouro Real e a Prata Real, uma moeda de 10g de ouro e prata que qualquer pessoa pode comprar nas lotéricas e usar como poupança, nesta mesma linha ele se perguntara: "Se até mendigo paga imposto quando compra pinga, porque ele não tem acesso ao tesouro direto?" então para facilitar o acesso a divida brasileira ele criara a "TeleDivida Brasil" um titulo de divida publica vendido em todas as loterias como uma TeleSena.

    Depois disso ele se voltará para os juros. Utilizando do principio do para-raios, ele pensará "Emprestar dinheiro dos outros, não é um direito..." então, ira subir os juros para conduzir todo capital especulativo que iria para imóveis, comida e outro ativos escassos devido aos baixos juros, para bens de capital que não afetam a vida dos pobres brasileiros como CDB e bolsa, trancado eles numa sandbox cancerígena sem molestar os outros.
    Para tornar os imóveis um bem de consumo e cumprir sua função como moradia, sua equipe criara a "Bolsa Secreta" um dinheiro que será depositado de forma secreta nas contas dos candidatos que não tem casa ou que paguem aluguel, evitando coisas como "Hum... então ele ganhou dinheiro do governo, vou triplicar o preço" como aconteceu no MCMV. O financiamento vira do IPTU dos proprietários que alugam imóveis, assim o proprietário financia a casa do inquilino. Um excelente meio de forçar os 20 milhões de imóveis fechados e que nunca caem de preço, a voltarem a preços de mercados (imóveis de uso próprio estão isentos).

    Para resolver o problema dos preços da energia Paulão vai criar o Novo Marco Energético. Dividindo em cinco entidades: Operador Nacional, Gerador, Distribuidor, Cooperativa de Postes e Consumidor. O operador controla a nível nacional as coisas só pra elas não explodirem. O gerador é qualquer pessoa física ou jurídica que gere energia, através de qualquer meio em qualquer quantidade, com o objetivo de servir a terceiros. A cooperativa é uma entidades sem fins lucrativos formados pelos geradores e distribuidores que devem distribuir entre si os custos da operação, mas sem ninguém ser o dono do poste, que tem a única função de gerenciar, ampliar e fazer manutenção nos poste. O distribuidor é qualquer empresa que compre energia do distribuidor e venda para o consumidor. O consumidor consome, e ele terá o direito de ficar off-grid e não pagar qualquer taxa mínima de energia. Todos os postes serão padronizados a nível nacional e o pdf do padrão será distribuído de forma livre e grátis para qualquer empresa construir eles, terminado assim com a teta de cada cidade ter um padrão diferente de poste e se beneficiando dos baixos custos da produção em massa. Os potes serão divididos em slots de antenas, telecomunicações, energia. Todo o poste deverá ter no mínimo 3 slots de energia num único poste, para permitir concorreria na distribuição de energia. A cidade ou região que não tiver empresas interessadas, formará uma cooperativa para assumir a tarefa. Não haverá impostos na energia elétrica por ser parte do "Grande Plano do Brasil Forte" do presidente Bolsonaro, o preço da energia vai cair para R$00,2 e atrairá muitas empresa fugindo da guerra da China.

    Na educação Guedes vai fazer pressão para proibir o ensino integra por não respeitar a liberdade dos alunos, muito caro de manter e sendo basicamente um deposito de crianças para os pais se livrarem delas, as escolas terão no máximo 5 horas por dia, com foco, no inicio, a interpretação de texto e matemática simples e deixando as coisas mais abstratas da matemática, química e física para o final. Guedes distribuirá vouchers secretos para os alunos escolheres cursos nas horas vagas, nada de ensino integral ensinando torneiro mecânico quando ele queria ser maquiador.

    Bolsonaro, aconselhado por Guedes, criara a Novo Língua Brasileira. "Uma Lingua ke se eskreve ezatamente como se fala, nada de presiozismo etimolojiko, esstinguindo o c, ç, q e unificando os sons em apenas uma letra", só isso ira aumentar a produtividade em 5%.

    Guedes percebendo que o voto é uma mercadoria, ira comprar o voto dos pobres antes que a esquerda ou o centrão faça, estabelecendo assim o Renda Básica no Brasil.

    A informação esta dada, agora corra para a bolsa, antes que os outros descubram.
  • Liberal Inteligente e Educado  14/08/2020 04:24
    "Não é para isso que este governo foi eleito." Talvez se o site parece de censurar os anarcocapitalistas houvesse ainda esperança para o blog.
  • André de Lima  14/08/2020 12:09
    Vários comentários... li todos, alguns bem irônicos como este do Richard Stallman. Porém, eu tenho algumas dúvidas e ponderações. A quem interessar ler e posteriormente responder, fique a vontade para gozar de sua liberdade, seja pra discordar, retrucar ou mesmo ironizar.

    1- Tem um vídeo do Paulo Guedes, pelo Instituto Millenium, defendendo a independência do Banco Central. Uma organização independente do governo cuja função seria estritamente a preservação do poder de compra da moeda; i.e sua estabilidade. Vi aqui diversos comentários sugerindo a extinção do Banco Central, o que para mim está excelente também. Agora, em um arranjo onde o BC seja genuinamente independente e um onde ele seja inexistente, qual seria a diferença? Sem um banco central, não haveria inflação? Hoje com o dinheiro virtual, qualquer banco pode criar dinheiro do nada, o que impediria que isso acontecece desenfreadamente caso não houvesse um Banco Central?

    2- Os comentários referentes ao agingantamento do estado, juntamente com o depoimento do sr. Salim Mattar, mostram que, como disse o capitão Nascimento; "o sistema é foda, parceiro". O comentário expondo que para adotar o auxílio emergencial não houve austeridade e nem preocupação com meta de inflação e tudo mais, é uma verdade e concordo plenamente. Por mim tinha era que deixar a coisa arder. Agora, se mesmo com o presidente fazendo de tudo, antes, durante e depois do caos, para não ter lockdown, isolamento vertical, tratamento precoce; e que hoje estão visivelmente comprovadas que eram as melhores medidas; estão colocando na conta dele todos os mortos, o que seria se ele ainda não tivesse aprovado essa pitomba de auxílio? Infelizmente, a política é a arte do possível e não do correto. Certamente o presidento tomou essa decisão com visão unicamente política (a popularidade dele ruiria por completo, pois o STF e os governos estaduais continuariam com a farra e crucificariam o presidente por não apresentar nenhuma solução para a sociedade; ao invés de deixar a propria sociedade decidir como gerir essa palhaçada desse vírus Chinês)

    3- A questão do comentário do Guedes sobre a ala das melancias quererem ligar a impressora de vez (caramba, os generais não são burros gente... como podem ainda querer imprimir dinheiro?? PQP não dá pra entender...) O presidente já disse várias vezes que não quer a impressora ligada, tanto ele quanto o ministro. Resta saber até quando isso vai durar...

    4- Sobre a questão de usar a popularidade inicial para aprovar as reformas. Será que estou enganado ou o que eu vi foi o nosso estorvo de congresso enrolar, enrolar e desidratar TUDO que era proposto? A reforma da previdência, teve um comentário aqui que li onde o rapaz disse que foi aprovada com certa facilidade. Discordo categoricamente! Desidrataram a reforma de maneira absurda. Foi um paleativo pra empurrar mais um pouco com a barriga. E sim, para o colega que mencionou que "ninguém quer arcar com esse ônus", é verdade, mas eu não vejo como errado o Executivo jogar no peito do Congresso e dizer "agora é com vocês!" Porque de fato era com eles, e eles mostraram que defendem a si próprios apenas, o que não é nenhuma novidade. A reforma inicial era UMA REFORMA, não esse remendo que fizeram. E olha que a população pressionou (na minha opinião), as pessoas foram para as ruas pedir pela REFORMA, e mesmo assim o Congresso aprovou o remendo.

    Diante disso tudo, e a nossa dura realidade, quem aqui achou mesmo que o estado seria diminuído rapidamente? Eu sou contra a criação de um outro imposto, sou totalmente a favor de enxugar a máquina pública ao máximo o que já trará economias para a união. Porém, como o artigo do Hélio Beltrão colocou, "a receita não pode diminuir" pq se diminuir, como vai pagar a conta? ligando a impressora? Nós precisamos mesmo é auxiliar o governo. Ele é que precisa de auxílio. Como o outro colega colocou, o Bolsonaro é simpático sim ao livre mercado, ainda tem traços estatistas dentro dele, é verdade, mas ele, como ele proprio disse, evoluiu. Todo homem evolui. De que forma nós auxiliamos esse governo? Deixando de ficar somente na demagogia (que infelizmente acontece com muitos liberais e conservadores) e gastar munição, tempo, dinheiro, investir pesado em informar as pessoas para libertá-las! Os políticos que estão lá saíram do nosso meio, da sociedade, e pq não conseguimos montar bancada de pelo menos 300 deputados conservadores e liberais? Por que o brasileiro ainda é burro pra caralh... em termos de política. Ele usa a urna como uma privada! Ele tem a mentalidade completamente socialista (em termos econômicos) embora busque atitudes morais liberal/conservadoras. A mente da sociedade precisa ser liberta! Quando isso acontecer, um governo liberal será CONSEQUENCIA e não a causa.

    Peço desculpas pelo texto longo, e mesmo de forma singela, agradeço a quem dispender de seu precioso e valiosíssimo tempo para ler o comentário de alguem que ainda está engatinhando em termos econômicos.

    Valeu.
  • Imperion  14/08/2020 17:38
    3. Eles imprimem dinheiro não porque são burros. Eles são espertos. Quando vc imprime dinheiro, os primeiros a receber e gastar ganham. Os preços ainda não subiram. E quem são os primeiros a gastar? Eles mesmos.

    Eles estão se dando dinheiro e para os que os apoiam politicamente. E quem não recebe esse dinheiro perde na desvalorização e paga o imposto da inflação. Eles fazem sabendo. Não por ignorância.

    Povão vende o voto na esperança receber algum desse dinheiro. O karma vem e eles ficam mais pobres. Nenhuma pessoa de caráter apoiaria se roubar o dinheiro dos outros. Mas a maioria estimula esse comportamento dos políticos.

    Transformam o estado num ladrão, pra receberem tomado de outros. Não faria diferença nenhuma se eles mesmos apontaram uma arma na cabeça de outra pessoa e eles mesmos assaltassem. Mas são favoráveis que o estado faça isso por eles.

    A democracia virou pretexto agora pra cometer atos execráveis contra as pessoas.
  • André de Lima  14/08/2020 12:11
    Sobre o comentário anterior... cliquei em enviar sem revisar (sem querer, foi no automático), então, caso haja erros gramaticais (que devem ter, com ctz), peço a gentileza de serem pacientes, tudo bem? rsrsrsrs
  • Marco  14/08/2020 14:09
    A história ensina que devemos ser contra qualquer reforma tributária que não seja precedida ou ao menos sincronizada com uma reforma administrativa. Todos os exemplos passados de alteração tributária sem essa condição precedente foram janelas para se aumentar a tributação e o gasto público. Não vejo uma alternativa que não leve a isso na condição estatal brasileira.
  • Felipe L.  14/08/2020 14:39
    "Nossa por que a indústria japonesa é tão competente e eficiente?"

    Um dos motivos: moeda.

    Em 25 de janeiro de 1971, um dólar valia 357,72 ienes. Essa turbulência na década de 80 foi graças à política de moeda forte que foi seguida pelo Reagan, quando o Índice DXY chegou a 140, máxima histórica. Em 9 de dezembro de 2019, um dólar chegou 109,33 ienes. Ou seja, o iene ao longo das décadas se valorizou 227,19% em relação ao dólar.

    Por incrível que pareça, apesar da turbulência com coronavírus, o iene se valorizou mais neste ano: agora um dólar vale 106 ienes.

    Agora aqui nesse país tem gente que acha que com o real se [link=www.tradingview.com/x/dUjf7B5W/]desvalorizando até em relação à moeda da Bolívia[link], teremos uma indústria competitiva...

    Some-se a isso o fato de que a moeda forte melhora até a qualidade da infraestrutura estatal, já que reduz os custos de maneira contínua. E aí depois reclamam da desindustrialização...
  • Felipe L.  14/08/2020 16:48
    Pessoas, os dados de taxa de ocupação em porcentagem são bons para mensurar o desemprego? Por exemplo, na cidade onde moro, essa taxa de população ocupada ficou em 26,1% no ano de 2018. Isso é uma taxa "boa" ou "ruim"?
  • rraphael  14/08/2020 19:16
    como é uma pergunta aberta , meu ponto é com base em que o governo do 9 dedos fez pra conquistar o chamado pleno emprego

    foi só considerar desempregado quem procurava trabalho e não conseguia

    qualquer desocupado vivendo às custas dos pais (ou bolsista do papai-estado) não foi mais considerado desempregado

    se você após meses sem conseguir uma posição no mercado resolveu se trancar no seu quarto deprimido , fica fora do cálculo do desemprego

    o trabalho informal tem a sua própria estatística

    acabou que a quantidade de desempregados não é a mesma coisa que pessoas que podem trabalhar mas não trabalham e dos que não possuem uma posição legal na economia

    daí que sai a nossa juventude "nem-nem" , nem estudam , nem trabalham. todos querem direitos ... mas exigir deveres é conversa de faxista

    no fim decidir se os números são bons ou ruins fica subjetivo , eu posso fazer um malabarismo e desenhar uma realidade que pareça conveniente no momento mas que é péssima na prática

    me lembrou uma aula contábil onde meu professor tentava explicar pra turma que uma pessoa com um fusca pago vive em melhor condição que alguém que tem uma mercedes com 60 prestações pra quitar (ativo / passivo contabil)

    "mas como ? quem anda de mercedes anda melhor que quem anda de fusca"

    o fusca é da pessoa , ponto. a mercedes é do banco , o que a pessoa tem é uma dívida enorme , a qualquer momento que esta obrigação deixe de ser prestada ela deixa de andar de carrão

    outro exemplo é a taxa de assassinatos que é apenas para homicídios , se você for roubado antes de ser morto (latrocínio) , ou morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos de uma agressão , chance enorme de não ser incluído nos cerca de 50-60 mil mortos por ano , além do que a esmagadora maioria dos crimes não são solucionados , se não teve solução , também não vai entrar na conta
    esses números são produzidos pelos estados , como governador eu posso "melhorar" meus índices apenas colocando algumas variáveis de fora e voilá - meu estado está mais seguro - será mesmo ?
  • Felipe L.  14/08/2020 20:17
    Para quem quiser ler:

    "'Se Bolsonaro acha que vai tirar o lado liberal e continuar com o mesmo apoio, está enganado', diz presidente do Instituto Mises"

    Eu só discordo de uma coisa: para mim o Guedes nunca foi liberal, pelo menos não naquilo que imagino como tal (em defender que o estado atue "só" na defesa, na justiça, lei e na polícia, nada mais). Não há nada de liberal em defender aumento de imposto e desvalorização da moeda, além de colocar uma política pombalista no BCB, que nada mais é que parecido com o que a Dilma impôs (tanto é que ele foi elogiado pelo Bresser-Pereira). Como é que ele me sugere uma recriação de imposto no ensino, livros e saúde, sendo que o Brasil tem nada mais que 92 tributos diferentes e o sistema tributário boliviano é mais fácil que o daqui? Nem Guido Mantega propôs recriação de imposto em livro. E outra coisa, quem disse que escola privada não paga imposto?
  • Pérsio   02/10/2020 18:00
    Concordo com o seu ponto de vista. E outra coisa: caso Paulo Guedes deixe o governo, voluntariamente, ou seja demitido...quem entraria no lugar dele? Como seria visto pelo mercado, este hipotético novo Ministro da Economia?
  • Felipe L.  15/08/2020 00:47
    Pessoal, alguém sabe o nome daquele artigo recente onde é dito de que é impossível repassar todos os custos de impostos, onde é mostrado o tal do caso do imposto nos bens de luxo feito pelo Bush?

    Estou fazendo uma pesquisa para colocar em um artigo novo meu, por isso estou perguntando.
  • Felipe L.  15/08/2020 19:39
    Essa seção de comentários do Mises Brasil nunca vai mudar. Tem o cara que é historiador, um que é trader, um que é supply-sider e outro que até lembra a gente de coisas esquecidas. E tem o Leandro, que é um programa que às vezes não funciona.

    Obrigado.
  • Thalys  16/08/2020 11:10
    Onde você coloca os seus artigos? Queria acompanhar.
  • Felipe L.  17/08/2020 13:07
    Meus artigos (o blog é meu mesmo).
  • Richard  15/08/2020 00:58
    Cômico é ver que tem gente que ainda acredita em político.

    O momento que Paulo Guedes aceitou ser ministro é o momento em que ele deixou de ser liberal.

    Não importa quem seja, se o Mises tivesse sido político no BR, qualquer palavra que tivesse dito teria sido vazia.
  • Pepeu Pereira  15/08/2020 02:47
    O diabo da Constituição, do deep state, do STF, da Velha Política... enfim, não sei se é possível sonhar. O governo das mudanças mostrou que, na verdade, pouco protagonismo tem o povo. Mas isso era presumível de acontecer. O Estado de Direito de Rousseau - que criou a classe política - distanciaria o povo das decisões políticas.
  • Cada povo tem o rei que merece  16/08/2020 01:52
    É desanimador morar no Brasil. Estou cada vez mais desiludido com esse país.
    Quanto ao Ciro Guedes, se mostrou uma grande decepção. Jamais pensei que ele ia fazer isso com a moeda.
    Eu não tinha a ilusão que isso aqui viraria uma Suíça com esse governo, mas esperava pelo menos que a esculhambação desse uma trégua. Mas parece que até isso foi ilusão.
    Mas reconheço que nós temos o que merecemos. Os políticos são reflexo do povo. Nenhum deles caiu de paraquedas no poder, todos foram eleitos pela população. Eu acho que brasileiro gosta de ser cavalo de São Jorge. Gosta de ser gado. E isso não vai mudar. Então quem quiser viver num país decente, tem que fazer as malas e ir morar em outro lugar, porque o Brasil é o que é por causa do brasileiro.
    Meu único consolo é saber que a outra opção que tínhamos no segundo turno era infinitamente pior. Pelo menos não viramos uma Venezuela.
  • Richard  17/08/2020 12:33
    Gostaria de saber qual país está bom de morar hoje em dia, porque todas as pesquisas que fiz até hoje cheguei à inevitável conclusão de que a saída é morar no meio do mato, longe de pessoas, independentemente do governo.
  • Felipe L.  17/08/2020 14:47
    Estados Unidos (morei lá por pouco tempo, mas já aprendi bastante coisa). Vou listar algumas coisas (não tudo, senão fica grande demais!).

    > Primeiro vou pelos pontos fracos:

    - Em muitas cidades, se você não tiver carro, vai ficar isolado e sem muita alternativa para ganhar dinheiro (pelo menos onde eu morava). Os bairros americanos em sua maioria são subúrbios (e muitos são bastante bonitos), isolados da cidade;
    - Caso quiser se graduar os custos podem ser proibitivos (às vezes é mais barato ter um Mercedes-Benz na garagem do que os custos universitários) a não ser que consiga uma bolsa (eu particularmente acho que esse sistema de se endividar para estudar uma aberração, mas foi algo criado pelo próprio governo e foi culpa deles), apesar de o ensino ser mil vezes melhor do que o do Brasil (tem universidade africana e asiática que já é superior às universidades brasileiros);
    - Culinária não agrada a todos;
    - Em algumas regiões o custo de aluguel é mais alto (como os litorais do sul da Flórida). Em cidades mais interioranas dá para achar boas moradias por US$ 600, caso quiser morar sozinho. É parecido com o Brasil, mas as casas americanas são mais bem-equipadas (lembre-se que o salário mínimo na Flórida é de aproximadamente US$ 1500);
    - Difícil imigrar legalmente, legislação de imigração soviética, apesar de haver brechas como a possibilidade de morar legalmente se casando com um cidadão americano (ou cidadã americana) e, sendo milionário, solicitar visto de residência como investidor;
    - Algumas regiões são mais perigosas para padrões americanos (mas lembre-se de que é um país enorme e heterogêneo, então não tem milagre; isso é algo fácil de se resolver);
    - Eu poderia colocar o clima mas há uma variedade climática enorme, então é injusto colocar aqui. Mas no sul da Flórida, durante o verão, é insuportável de quente (mas todas as casas e carros têm ar-condicionado);

    > Pontos fortes:

    - Fartas possibilidades de ganhar dinheiro, tendo um carro. Além dos empregos formais, há Uber (o que requer experiência de direção lá de 1 ano), tendo também aplicativos como o Fleet do Postmates (de entregar comida e que funciona com qualquer carro), Dasher do Doordash, Instacart e outros; ganhar dinheiro vendendo coisas pela Internet é muito menos dor de cabeça do que aqui... os serviços postais são melhores e muitas vezes você não precisa nem ir à agência para fazer o envio (é comum eles virem em sua casa e buscar a sua encomenda para fazer o envio, não precisa nem atender);
    - Grande liberdade de escolha em qual federação morar, já que cada uma tem uma jurisdição diferente;
    - Padrão de vida superior;
    - Baixos impostos (imposto mais alto é o de renda, mas há maneiras legais de pagar menos impostos);
    - Boa infraestrutura, com bons locais para caminhar e andar de bicicleta;
    - Apesar de necessário, os carros são muito bons, baratos de comprar e de manter. Tirar habilitação é fácil e barato (tenho duas habilitações... a minha da Flórida vai vencer só em 2028);
    - Boa qualidade nos bens e serviços (inclusive planos de saúde), além de serem mais acessíveis;

    PS: Meu conselho não é venerar nenhum YouTuber falando sobre os EUA (e nenhum outro país). Muitos são palpiteiros e falam mal do país só para você ficar desanimado e não ir para lá (corporativismo?). Busque dados e fatos concretos, não achismos. Às vezes é melhor você "sentir" do que ficar buscando só opinião alheia sobre certo país.
  • Guilherme  17/08/2020 15:50
    Toda a sua lista está correta, mas vale acrescentar um fato recente que considero crucial (pois veio para ficar):

    JAMAIS, em hipótese alguma, vá morar em uma cidade progressista que dá passe livre aos arruaceiros do Black Lives Matter. Estas cidades estão condenadas. Todos os empreendimentos foram depredados, a polícia foi colocada na coleira e o desemprego caminha para a estratosfera. Seattle, Nova York, Chicago, Detroit, Minneapolis, Portland, San Francisco, Los Angeles, Miami tudo se tornou inabitável. A criminalidade está em descontrole.

    Você estará muito melhor vivendo no interior de São Paulo, de Minas ou de qualquer estado do sul do que nestas cidades americanas.

    Se for para ir para os EUA, escolha um estado conservador e que não tenha Imposto de Renda (sim, lá há imposto de renda estadual). E então escola uma cidade tradicionalista. Se você for para um estado e uma cidade democrata, você se fode todo.
  • Felipe L.  17/08/2020 17:30
    Chicago e Detroit eu já sabia que não são cidades sossegadas e Detroit está no buraco faz tempo. Bom, eu já vi gente que mora em Detroit e falou que lá está melhor do que o Brasil (isso há anos atrás), não sei como está agora. De Los Angeles também. Miami eu já fui a trabalho e pelo menos gostei e há pessoas que estão bem ali (não sei como estão agora), embora eu não tenha gostado do trânsito. Esse BLM é medonho. Eu nasci em Campinas mas sempre gostei de interior. Tem algumas desvantagens mas eu gosto. Achei que esses terroristas lá até tivessem parado com a arruaça. Isso vai garantir a reeleição do Trump.

    Mas isso aí é fácil de se resolver nos EUA. Ainda há vários bons locais. Cidade de esquerdista nenhuma economia sólida aguenta. Pelo menos eles ainda podem sair e se armar. Ainda estou otimista.

    Imposto de renda estadual é algo que eu realmente esqueci, lá tem essa bizarrice em alguns estados. E claro, prefeitura às vezes caga um monte de lei idiota e sem sentido (onde eu morava, o tijolo da casa só podia ser de uma cor).

    Falei dos EUA porque só conheço lá. Deve haver outros locais. Estônia me parece um lugar bom para quem é de T.I. Vejo futuro nos países bálticos e do Leste Europeu.

    Gosto de interior de SP e MG. Pena ainda estarem sob o Brasil...

    Acho que o Drink Coke pode adicionar na discussão.

    PS: Eu tentei ver os vídeos mas eu passo mal ao ver essas barbaridades... o maldito Leandro conseguiu me convencer a conhecer sobre ouro. Perguntei sobre IR à uma página do Instagram, eles disseram que os fundos de ouro não precisam ser declarados no IR (acho que é porque eles têm come-cotas e portanto são descontados já).
  • Guilherme  17/08/2020 16:45
    Duas amostrazinhas básicas do que está acontecendo agora em cidades progressistas americanas: Portland e Seattle.

    twitter.com/PeterGammo/status/1295371647189315584

    twitter.com/MrAndyNgo/status/1295352978916823041

    Eu não troco o Brasil por nada disso.
    Fique aqui, encha-se de ouro e tenha uma vida boa.
  • Régis  17/08/2020 17:50
    Nos EUA, por enquanto, apenas os estados do meio-oeste salvam, e mesmo assim alguns poucos. Montana, Wyoming, Utah, Idaho e, com muita cautela, Arizona. Os dois primeiros são os melhores, mas são inabitáveis no inverno.

    O interiorzão do Texas é bom, mas as grandes cidades (Dallas, Houston, San Antonio e Austin) já caíram para a esquerda. É questão de tempo até o estado inteiro (eleitoralmente) dar uma guinada.

    Fora isso, o interior da Geórgia é bom. Alabama, Carolina do Sul e Tennessee também são atraentes. Por enquanto.

    Se Biden ganhar (o que significa que a presidência efetiva será exercida por Kamala Harris e o BLM), acabou tudo. Se Trump ganhar, fica tudo como está. Não é muito promissor.
  • Felipe L.  17/08/2020 18:20
    Discordo. Flórida ainda é um bom local, assim como estados como o New Hampshire.
  • Vinicius  18/08/2020 00:00
    Oras, os EUA estão ruins em relação a que? A eles mesmos no passado não longínquo até concordo, mas se for considerar seus pares ricos ainda estão muito a frente, exceto se for um encostado que pretende viver de welfare state. Nem vale mencionar os países aqui do andar de baixo, a horda de pobres e miseráveis que literalmente se matam para entrar ilegalmente nos US são a verdade auto evidente.
  • Liberal Preocuado  16/08/2020 14:50
    Existe uma situação em economia que é o jogo da sinalização. A praxeologia nos mostra que as ações dos agentes econômicos tem um valor importante não só per se mas na sinalização que ela passa, na mensagem implícita que ali está.
    Pois bem, queimar o Paulo Guedes a essa altura do campeonato nada mais será que enterrar as possibilidades de uma agenda liberal no governo. Vai ser interpretado que o liberalismo não funciona.
    Ficar pentelhando em cima de filigranas como "ah o imposto do livro vai subir" ou "sempre que sobe imposto sobe o gasto" (o que aconteceu com a o limite ótimo da curva de Laffer que em tese teríamos ultrapassado?) é contraproducente.
    Um economista liberal tão experiente como os grandes cabeças dos institutos liberais já deveriam saber que a agenda liberal gera recessão a curto prazo e prosperidade a longo. Demitamos todos os funcionários públicos hoje e amanhã o que terá é alto desemprego e queda bruta do consumo. Mas passados alguns anos essa enorme mão de obra é absorvida sem misallocation e a prosperidade vem.
    Não serem claros e diretos com as pessoa que apoiam essa ideologia só gera confusão e perde credibilidade.
    Respeitosamente
    Liberal preocupado
  • Matheus Peggion  16/08/2020 16:11
    Sejamos realistas.
    Não daria para baixar impostos e manter os gastos no atual patamar.
    Como bem lembrado no artigo, mais importante seria a reforma administrativa e as privatizações. Elas deveriam vir primeiro, pois abririam espaço para alguma redução de impostos.
    Em um pacote onde o total de impostos seja reduzido, a criação da CBS não seria o fim do mundo. Devemos lembrar que o rastreamento do fluxo de recursos que a CBS proporcionaria seria uma ferramenta importante no combate à corrupção.
  • Felipe L.  16/08/2020 21:43
    Alguém poderia me explicar como o Collor conseguiu reunir elementos supply-side (abertura comercial, privatizações, fusão de ministérios e corte de despesas) ao mesmo tempo em que ele fez medidas demand-side tais como congelar ativos e continuar imprimindo dinheiro? A hiperinflação mais intensa foi no governo dele. Foi da casa das centenas da década de 80 até aos milhares. Poxa, o cara simplesmente por portaria e/ou decreto foi lá e fez abertura comercial e reduziu tarifas (vejam o histórico das tarifas de importação nos carros da década de 90). Aquela proposta gradualista do Guedes de reduzir gradualmente as tarifas de importação é algo que não dá nem para jogar para compostagem, de tão ruim que é. Realmente, eu tenho de vontade de perguntar isso pessoalmente ao Collor, já que ele responde no Twitter mesmo...

    Por que agora, em matéria de abertura comercial, tudo precisa ser por via de um acordo bilateral todo burocrático, ou mesmo com o aval do Mercosul (ou seja, nunca)? Bolsonaro está proibido por portaria de fazer abertura comercial?
  • Skeptic  17/08/2020 15:03
    A mídia está apostando que o Guedes vai cair em breve e que a era desenvolvimentista do gov. Bolsonaro vai começar pra valer. Liberais serão os novos inimigos da pátria, assim como o mercado financeiro (o presidento recentemente pediu mais patriotismo ao mercado financeiro como se isso fizesse algum sentido). A fala do Guedes sobre "zona de impeachment" não foi bem digerida pela Planalto. Centrão e desenvolvimentistas (e anti-lavajatistas) são a maioria esmagadora da base bolsonarista atual. Pelo menos o Moro saiu com algum prestígio, o PG vai virar piada pro resto da vida.

    O que acham que vai acontecer?
  • Kennedy  17/08/2020 20:12
    Eu vi isso da mídia, e sinceramente, não me importaria se o Guedes saísse, e também não me importo mais com o rumo desse governo. Pelo menos pode ser uma oportunidade para o Bolsonaro ajeitar essa lambança, podendo até fazer aquilo que o Leandro já sugeriu antes: Colocar o Campos Neto na pasta da Economia e o Ilan Goldfajn no Banco Central... eu acho que vale o risco do Guedes sair. O Instituto Mises conhece alguém próximo ao Bolsonaro para influenciá-lo a colocar alguém decente no Banco Central caso isso se concretize?
  • Elias  18/08/2020 01:15
    Jair Bolsonaro já se manifestou dizendo que a demissão de Paulo Guedes está fora de cogitação. Infelizmente o presidente e muitos de seus apoiadores não enxergam os devaneios do ministro Paulo Guedes, principalmente no que tange as questões tributárias e monetárias. Enquanto o Paulo Guedes continuar sendo fiel ao Jair Bolsonaro, ele fica. Só uma tragédia econômica tão ruim quanto na era Dilma seria capaz do presidente demitir o Paulo Guedes, ou se o próprio pedir demissão.
  • fernando malheiros  17/08/2020 19:53
    Acho que ele, como o próprio Bolsonaro disse, achou que seria "mais fácil" governar e fazer reformas. Mas além do estamento burocrático e da esquerda raivosa, tiveram de enfrentar uma China hostil que investe, junto com conglomerados internacionais, contra a estabilidade política do país e das Américas de maneira geral, além de enfrentarem um colapso histérico mundial em torno de uma pandemia programada ou "bem-aproveitada".

    Trump nos EUA luta contra os mesmos adversários, mas lá pelo menos alguns estados e uma das casas do congresso, além de uma parte da própria suprema corte o apoiam. Aqui estão todos, com exceção dos fiéis eleitores, todos contra o governo numa espiral histérica que clama fascismos imaginários e atrasam o funcionamento do executivo e a agenda que poderia dinamizar o país, se é que isso é possível.

    Chega uma hora que cansa. E os socialistas-esquerdistas apostam nisso para voltarem ao poder. Como fizeram na Argentina.
  • André de Lima  19/08/2020 10:59
    Eu enxergo de maneira semelhante a você. Igual luta de boxe onde você sabe que não vai nocautear... só precisa ficar de pé que vai ganhar nos pontos, vai cansar o adversário a tal ponto que ele mesmo joga a toalha...
  • Cristiano  18/08/2020 13:44
    Alguem pode explicar o que significa o valor 7547 para as despesas e o valor 24394 para as receitas nas linhas vertical e horizontal fora do gráfico
  • Ronaldo  18/08/2020 14:33
    Não é o valor. É o número de identificação da série temporal.
  • Jaime Gostadeeuro  18/08/2020 14:56
    Prezados senhores do Instituto Mises,
    poderiam atualizar o seguinte artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2018
    (A impiedosa destruição do real (números atualizados para agosto))?
    Ou fazer um novo?
    Atenciosamente,
    Jaime.
  • Felipe L.  18/08/2020 16:50
    Pessoas, peço que leiam essa matéria de 2006 do Meirelles.

    Me chamou atenção esses pedaços:

    "'O bem público, por excelência, é a moeda nacional', afirma, em tom religioso, Henrique Meirelles. 'Minha principal missão é resguardar o poder de compra do real'".

    "- Isso é um equívoco. Ficam dizendo, 'ah, se a inflação fosse um pouco mais alta, o crescimento seria maior'. Digo que não seria, que é uma ilusão pensar que é só deixar a inflação correr solta que o Brasil vai crescer. Digo que inflação dentro da meta leva o País a crescer exatamente dentro do seu potencial. O Banco Central não é o responsável pelo crescimento, mas só pela inflação. Estou me sentindo como o goleiro, que defende bem, mas que é criticado por não fazer gol."

    Alguém aqui viu o Paulo Guedes dizendo de que o BCB tem que manter estabilidade do poder de compra da moeda? Eu nunca vi. Nem do Roberto Campos.

    Não sei como seria agora (pois o Meirelles falou umas coisas bastante esquisitas sobre inflação) mas acho que ele não seria pior que o Paulo Guedes, pois ele já tem histórico no currículo em dois governos, coisa que o Guedes não tem. Isso apesar de equívocos e do grave erro de ter aumentado impostos nos combustíveis.

    Que vocês acham?
  • Trader  18/08/2020 18:43
    Segue sendo o melhor que já passou pela instituição. De um lado, deu sustento ao PT; porém, tão logo saiu, o PT caiu.

    Gustavo Franco também seria excelente. Aliás, se GF voltasse para o Bacen, eu teria de me desfazer de boa parte do meu ouro.
  • Felipe L.  19/08/2020 03:50
    Note que na história do Brasil recente (antes era o BB quem fazia o papel do BCB, não era?), o Meirelles foi o que teve o maior tempo de mandato no BCB: sete anos.
  • André de Lima  19/08/2020 10:55
    Por quê? O lastro em ouro não é "o pilar" da economia austríaca? Eu não sei mesmo, sou novo nesse meio. Tenho investido bastante nos papeis de ouro, justamente pelas contínuas recomendações e comentários dos leitores aqui, e não tenho me decepcionado. Sei que disse SE O GUSTAVO FRANCO voltasse ao Banco Central, mas por quê se desfaria do ouro? Lembro-me que o Gustavo Franco foi quem estabeleceu a âncora cambial no governo do FHC, certo?
  • Thiago  19/08/2020 20:16
    Pq ele acabaria com a TMM atual e já sinalizaria pro mercado que não aceitaria a especulação em cima do real para desvalorizá-lo.

    O ouro está nas máximas, com essa ação dele, o ouro mergulharia pra "acerto de valor" .

    Não é desfazer do ouro pra sempre, é um simples desfazimento de posição pra esperar um momento propício pra entrar de novo.
  • Daniel  18/08/2020 22:18
    Bom texto. Hoje acordei com uma dúvida, é possível reduzir a base monetária do país para, supondo, a base de julho de 1994 (cerca de 10 bilhões de reais), quando começou o plano real? E isso seria bom ou ruim para a economia?
  • Vladimir  18/08/2020 22:55
    Não.

    1) Uma deflação monetária tão profunda iria gerar uma crise bancária causada por calotes volumosos e maciços. (Se você reduz bruscamente a quantidade de moeda na economia, não há como as pessoas pagarem suas dívidas.)

    2) Ademais, para que tamanha deflação fosse suportável, preços e salários teriam de ser fortemente reduzidos (e a valores menores que os vigentes em 1994, pois a oferta monetária voltou a ser a mesma, mas a oferta de bens e serviços é hoje muito maior).

    Ou seja, econômica e politicamente inviável.
  • Felipe L.  19/08/2020 00:19
    Até na Índia eles conseguiram reduzir impostos (gráfico mostrando imposto corporativo). Eles reduziram em 27,27%.

    Imposto corporativo na Índia estava em 34,61% (no Brasil é 34%); reduziram para 25,17%.

    Aqui no Brasil para você privatizar um peido tem que pedir desculpas e ainda é obrigado a ver "liberal" defendendo recriação de imposto.
  • André de Lima  19/08/2020 10:27
    Sobre o comentário anterior... cliquei em enviar sem revisar (sem querer, foi no automático), então, caso haja erros gramaticais (que devem ter, com ctz), peço a gentileza de serem pacientes, tudo bem? rsrsrsrs
  • Felipe L.  20/08/2020 02:47
    Olhem que maravilha esse presente do Senado... Anotícia.

    Não adianta. Enquanto tivermos um Banco Central, funcionalismo vai ficar assim (só verem que a Grécia teve que fazer austeridade dura). Detalhe que até o governo socialista do Obrador cortou salários do funcionalismo (o próprio Obrador cortou o salário dele). Uruguai e Paraguai também diminuíram os salários do funcionalismo.

    Critique isso nas redes sociais, leia comentários de gente defendendo a casta e vejam que enquanto existir isso, vai ser difícil combater privilégio do funcionalismo. Acho que até o Collor fez mais coisa em cortar privilégio dos funcionários estatais.

    Fechando o BCB e adotando dólar ou Currency Board com uma outra moeda, se não cortar, vai ter que privatizar até os formigueiros das repartições. Aí o funcionalismo inteiro fica com salário parcelado, igual o Rio de Janeiro.
  • Lucas  20/08/2020 04:15
    Governo vai propor reforma tributária em 4 fases

    O governo, no entanto, enviará formalmente o texto de forma fracionada e apenas a fase 1 será oficialmente enviada nesta semana.

    - Primeira fase: IVA federal/dual com PIS e Cofins

    "Vamos começar pelo que nos une", diz Guedes.

    - Segunda fase: unificação de IPI, IOF e outros

    Esse texto só deve ser enviado ao Congresso em cerca de 30 dias.

    "A gente não vai esperar eles terminarem não, uma, duas, três semanas e mandamos outra. Vamos mandando em fases... Mandar tudo gera confusão".

    - Terceira fase: imposto de renda pessoas física e jurídica

    "Vou tirar as deduções e vou baixar algumas alíquotas. A pessoa física paga hoje 27,5%", diz o ministro Guedes.

    "Quem cria emprego e inovação são as empresas, então a gente baixa o imposto das empresas para estimular investimentos. Agora, do outro lado, aumenta o imposto sobre dividendos. Se o o dinheiro ficar dentro da empresa o imposto cai", diz Guedes.

    - Quarta fase: imposto sobre transações digitais e desonerações da folha

    "É o que nos divide", diz Guedes, já que há grandes resistências no Congresso e na sociedade à criação de um novo imposto.

    "É claro que eu quero desonerar, não quero mais esse regime. Por isso falei em imposto de base ampla. Não é CPMF, é mais amplo".

    Para compensar a perda de arrecadação com o redução do pagamento sobre a folha, a proposta é a criação de um novo imposto, sobre pagamentos digitais.

    "O comércio eletrônico cresceu 70% este ano em relação ao ano passado, junho sobre junho. O coronavírus acelerou a digitalização. E o comércio eletrônico explodiu. É uma base interessante a ser tributada. E tem a moeda eletrônica. Temos que pensar nisso".

    noticias.r7.com/prisma/r7-planalto/governo-vai-propor-reforma-tributaria-em-4-fases-veja-quais-sao-18072020
  • Felipe L.  20/08/2020 14:08
    Ou seja, uma porcaria gradualista. Passe essa CPMF disfarçada e verá o mercado informal explodir, assim como o uso de dinheiro vivo.

    Já falei aqui... na Índia, um puta país atrasado, reduziram os impostos sem birra e sem querer cobrar de outro lado. Não fazem porque não querem, porque eles têm medo do funcionalismo.

    Isso de tirar imposto de um e colocar em outro nada mais é que Joaquim Levy e petismo. Muda nada.
  • Imperion  20/08/2020 18:18
    Mimimi "se o dinheiro ficar na empresa o imposto cai".

    O investidor já paga imposto pelo dividendo; já está embutido. Pois antes de pagar o dividendo, que é a participação nos lucros da empresa proporcional ao número de ações que a pessoa compra, é descontado os impostos sobre o lucro. Ao se colocar outro imposto, como sobre os dividendos, está se cobrado outro imposto sobre o lucro.

    Se o investidor não pode ter retorno sobre o investimento na empresa, ele não o fará, e a empresa terá que buscar outras maneiras de se financiar (empréstimos), o que não é bom. Perder a possibilidade de ter um sócio não é boa.

    E essa modalidade de imposto faz exatamente isso, ao obrigar o investidor a comprar ação somente pela perspectiva de valorização. E quando esta é liquidada, cobra-se outro impostos.

    Cobrar imposto sobre dividendo, mas baixar imposto da empresa compensa? Aí o investidor nunca poderia liquidar ou vender a ação pra não pagar imposto ou nunca receber o dividendo. Se não vai receber, pra que investir?

    Isso é uma modalidade de tomada patrimonial. E tomada de patrimônio favorece é a diminuição dos investimentos, não o aumento.

    Ou acham que a empresa vai investir somente pra gerar emprego pros outros e nada pros investidores?

    Repetindo, não tem como não pagar o dividendo e não cobrar imposto. Já é descontado o imposto sobre os lucros antes . O imposto Ipiranga quer cobrar duas vezes.
  • Separatista  27/08/2020 07:58
    É melhor partir para o separatismo.
  • FORAPAULOGUEDES  10/09/2020 03:38
    Quer aumentar arrecadação aumente os impostos das instituições financeiras, sim essas que chegam a cobrar 13% ou 17% de juros em cheque especial e cartões de crédito


    Ou melhor reduzam os salários de ministros, deputados e senadores


    Melhor ainda reduzam quantidade de deputados, reduzindo salários e cadeiras a longo prazo sobraria no caixa bilhões para educação , saude e saniamento básico, mais é mais fácil aumentar impostos né? Deixar que o pobre trabalhador e o pequeno empresário pague a conta enquanto eles fingem que estão preocupados com o país com seus altos salários, carros de luxo, planos de saúde que a qualquer emergência os levam ao Ciro Libanes enquanto o pobre se vira com auxílios emergências e passa necessidade do básico e de dignidade que eles nos roubam todos os dia
  • Ex-carioca  05/10/2020 13:12
    Sem mencionar que Bolsonaro poderia extinguir vários cargos comissionados no executivo (São mais de 110mil), extinguir funções comissionadas dos servidores públicos (vocês não fazem ideia da quantidade de cargos onde o funcionário público é chefe de si mesmo), eliminar adicionais e gratificações.

    Tudo isso sem o aval do congresso
  • anônimo  05/10/2020 13:56
    Verdade. A real é que somente uma bomba nuclear no meio de Brasília é capaz de mudar os rumos da argentinização deste país.
  • Lucas  13/11/2020 17:48
    Guedes pede ao setor de comércio exterior foco na Ásia, principalmente na Índia

    "O Brasil vai exportar 1 trilhão de dólares pra China nos próximos dez anos. Imagina se fizermos a mesma coisa na Índia", disse durante o 39º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

    www.gazetadopovo.com.br/economia/breves/guedes-pede-ao-setor-de-comercio-exterior-foco-na-asia-principalmente-na-india/
  • Ítalo  13/11/2020 18:55
    Isso. E semana que vem ele vai "anunciar quatro grandes privatizações"…

    Esse cara é só papo. Aliás, já voltou a falar de CPMF.

    Papo Guedes e Imposto Ipiranga.
  • anônimo  13/11/2020 19:15
    Em outras palavras: "não satisfeitos em enviarmos quase toda a nossa produção para a China, vamos enviar o que resta para a Índia também!". Mercado interno? Ora, o mercado interno...


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