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A regra mudou: com a maior carestia em 40 anos, o Fed e o BCE estão encurralados (atualizado)
Eles sempre se preocuparam em salvar a Bolsa - mas agora é diferente

A taxa de inflação de preços nos EUA renovou sua máxima e alcançou o maior valor em quarenta anos.

Segundo dados recém-publicados hoje (13 de abril de 2022) pelo Bureau of Labor Statistics, o índice de preços ao consumidor (CPI - Consumer Price Índex) acumulado nos últimos 12 meses foi de 8,5%

A última vez em que ele esteve tão alto assim foi foi em janeiro de 1982, quando a taxa foi de 8,4%.

EUACPI.png

Gráfico 1: evolução da taxa de inflação de preços ao consumidor americano (acumulado em 12 meses)

Na zona do euro, por sua vez, a carestia também está vigorosa. 

Oficialmente, a taxa de inflação aos consumidores está em quase 8%. É a maior da história do euro.

EuroCPI.png

Gráfico 2: evolução da taxa de inflação de preços ao consumidor da zona do euro (acumulado em 12 meses)

Já a taxa de inflação de preços aos produtores— ou seja, os preços que os produtores pagam em suas matérias-primas para fabricar bens — está em fulminante ascensão. Bateu 31,4% nos últimos 12 meses.

EuroPPI.png

Gráfico 3: evolução da taxa de inflação de preços ao produtor na zona do euro (acumulado em 12 meses)

A Alemanha, sempre tão ciosa de sua moeda, está assombrada. Em 30,9%, a inflação ao produtor no país é a maior desde 1949.

Para se ter uma ideia do que representa este valor, a taxa de inflação de preços ao produtor no Brasil está em 20%, 10 pontos percentuais a menos.

A tese de que a inflação era "transitória" e que não havia motivos para preocupação, obviamente, já acabou. A invasão da Rússia à Ucrânia apenas acelerou uma tendência que era inevitável.

A questão é: o que o Fed e o Banco Central Europeu irão fazer? Isso terá consequências para o resto do mundo.

O histórico recente

Em 1989, estourou a maior bolha financeira de todos os tempos: da Bolsa e dos imóveis japoneses

Após uma década de estímulos monetários, os preços de imóveis alcançaram a estratosfera. Os Jardins Imperiais, no centro de Tóquio, (apenas 1 km²), valiam mais que todos os imóveis da Califórnia juntos. O índice Nikkei, da Bolsa japonesa, jamais se recuperou e ainda está 30% abaixo do pico de 1989.

Nikkei.png

Gráfico 4: evolução do índice Nikkei, da Bolsa de Valores do Japão

O estouro foi arrasador para a poupança dos japoneses e para a economia.

Recordamo-nos de apenas um investidor que navegou bem a bolha: ele identificou uma companhia aérea japonesa com patrimônio líquido negativo (ou seja, a contabilidade indicava mais dívidas do que bens). Mas a companhia detinha um imóvel no centro de Tóquio, cujo valor de mercado era muitas vezes superior ao valor contábil. O investidor comprou a companhia, em seguida vendeu o imóvel, saldou as dívidas e embolsou uma bolada.

Assustado com o cenário devastador, o Banco do Japão concebeu instrumentos não-convencionais que foram copiados pelos demais Bancos Centrais após a crise de 2008 e intensificados com a pandemia.

Com efeito, virou regra: sempre que há uma turbulência, os Bancos Centrais mundiais copiam a política monetária do Banco Central do Japão (BoJ).

Junto com o BoJ, o Federal Reserve (o Banco Central americano) foi também pioneiro nesta política, embora tenha começado bem mais comedido.

Mais especificamente, desde 1987, a cada queda relevante da Bolsa e a cada recessão, o Fed sempre pôs em marcha a seguinte receita: reduzir juros, expandir a base monetária e, com isso, inundar os bancos com dinheiro recém-criado na esperança de que eles emprestarão, comprarão ativos, e manterão estes ativos valorizados.

Essa receita de socorro automático ficou conhecida como o "Fed put", ou "seguro do Fed", uma espécie de licença para comprar Bolsa e outros ativos sem risco de perdas. O longo histórico de socorro condicionou os investidores e bancos a presumir que "na próxima crise, o Fed novamente socorrerá a Bolsa e a economia". 

E, com efeito, por reiteradas vezes o dinheiro novo animou a Bolsa e provocou gastos a curto prazo, mas não aboliu o ciclo econômico nem inibiu crises financeiras. 

Isso ocorreu em 1987, 1991, 2001, 2008-2015 e agora em 2020.  

O socorro de 1987 estimulou a carestia que fez o Fed elevar os juros em 1989 e provocar a recessão de 1990. 

A expansão monetária da década de 1990 gerou a bolha das ações de internet (pontocom) que estourou em 2000, quando o Fed estava novamente elevando os juros para conter a carestia.

O estouro das pontocom em conjunto com os ataques de 11 de setembro fizeram com que o Fed voltasse a expandir a oferta monetária na década de 2000, o que gerou a bolha imobiliária e um forte (para os padrões americanos) aumento dos preços ao consumidor. O aumento da taxa básica de juros (de 1% para 5,25%) culminou na crise financeira de 2008.

Uma nova e inédita política de afrouxamento monetária é então implantada e dura até o fim de 2015, quando o Fed volta a elevar, timidamente, a taxa básica de juros. 

Em todos estes episódios, sempre que o mercado de ações americano dava um soluço, o Fed interrompia e até mesmo revertia seu ciclo de subida de juros. 

O exemplo mais recente, antes da Covid-19, havia sido em janeiro de 2019: após uma queda de 9% na bolsa em dezembro de 2018, e mais uma queda de 3,5% no início de janeiro de 2019, o Fed se apressou em vir a público para anunciar que "seria mais paciente" na elevação dos juros. Dali em diante, ele não mais fez elevação nenhuma.

E então veio a Covid-19 e o resultado é o atual. A guerra na Ucrânia apenas acelerou o inevitável desfecho.

Mas a novidade é que, ao contrário das outras marretadas nos juros, agora a inflação de preços está muito mais acentuada — mesmo porque o volume de injeção monetária na economia foi sem precedentes

Isto coloca o Fed em uma sinuca de bico: ele vai se preocupar em combater a carestia e ignorar o mercado de ações, ou vai proteger o mercado de ações e ignorar a carestia?

Por que o Fed não pode se dar ao luxo de ignorar o preço dos ativos

Há vários motivos políticos e econômicos de o Fed não querer que o valor dos ativos — majoritariamente ações e imóveis — caiam. Mas dois se sobressaem.

O primeiro é que a maioria dos americanos assalariados tem os seus famosos planos 401(k), que são suas previdências investidas em bolsa de valores. Uma queda na bolsa empobrece contabilmente dezenas de milhões de americanos.

O segundo motivo, e este é menos discutido mas é igualmente importante, é que tanto os americanos quanto o mundo estão altamente alavancados: ou seja, endividaram-se para investir e obter ganhos bastante acima do valor da dívida.

Quem está alavancado tem de utilizar colateral (garantia para o empréstimo). E este colateral normalmente são imóveis e ações, ambos ativos totalmente sensíveis às taxas de juros.

Se este colateral se desvalorizar, então a alavancagem se torna  literalmente impagável, e o alavancado se torna contabilmente falido. 

Se você utiliza um imóvel como garantia para uma dívida, e o valor deste imóvel desaba, você se torna insolvente. Você terá de liquidar outros ativos, normalmente ações. Igualmente, uma queda nas ações irá tornar contabilmente falidos investidores que utilizam ações como colateral para operar alavancados na bolsa e com isso obter retornos acima da média (uma prática comum em ambiente de juros baixos ou juros reais negativos).

Este, portanto, é o grande tormento do Fed. Ele não pode permitir grandes quedas no valor de imóveis e de ações, pois há um efeito-cascata imprevisível e com alto potencial destrutivo.

Logo, se o Fed pressentir que o colateral de americanos e do mundo (que utiliza ativos americanos) pode ficar em risco em decorrência de eventuais elevações nos juros, ele dificilmente incorrerá nesta política. Entre uma carestia maior, mas com ativos mantendo seu valor nominal, e uma carestia menor, mas com ativos perdendo valor nominal (e falindo milhões de pessoas alavancadas, bem como aposentados e pessoas visando à aposentadoria), ele tende a optar pelo primeiro cenário.

O Banco Central Europeu, não é diferente - mas é pior

Proteger os preços dos ativos não é preocupação exclusiva do Fed. Além do já mencionado Banco Central do Japão, o Banco Central Europeu (BCE) também segue a mesma linha.

O mercado financeiro obviamente já entendeu que os propósitos não-oficiais dos principais Bancos Centrais mundiais têm sido a) sustentar os preços de ativos (principalmente ações e imóveis), b) atenuar (ou tentar extinguir) o ciclo econômico, c) financiar os déficits dos respectivos governos. 

Com as maciças — e até então inéditas em volume — injeções monetárias para combater a pandemia, ocorreu uma raríssima sincronização do ciclo econômico no mundo. A inflação de preços agora sobe simultaneamente em quase todos os países, até no Japão. Quase todos os bancos centrais já iniciaram ou anunciaram que irão iniciar altas de juros.

A notável exceção é o Banco Central Europeu, que tem combatido a inflação de preços apenas com retórica vazia. No ano passado, abandonou a histórica meta de inflação, "abaixo de 2%", e adotou meta de inflação "próxima a 2%" (pode flutuar acima por longo período). A nova atitude "pombinha" ("dovish") do BCE de Christine Lagarde jogou a inflação para 8%, ao passo que a inflação no atacado, como visto no início deste artigo, tem rodado acima de 30% (maior que no Brasil).

A sinuca de bico do BCE é real. Uma eventual alta dos juros pode elevar em demasia o custo de captação dos governos da Itália (cujos juros de 10 anos subiram de 0,5% para 2%) e da Grécia (que subiram de 0,5% para 2,5%), criando uma situação parecida com a crise existencial do euro de dez anos atrás. 

Mas, caso o BCE siga financiando déficits da Itália e da Grécia e praticando juros zero, a espiral inflacionária preços-salários-preços entrará em ação.

Para concluir

Hoje, a Bolsa americana está borbulhante, com ganância e euforia em retroalimentação. Parte da explicação tem a ver com a "TINA, expressão da Margaret Thatcher, "There Is No Alternative". Ela se referia à economia de mercado, o melhor e único sistema que funciona. A analogia é que, como a renda fixa não paga nada, não parece haver outra opção do que colocar na "tina" da Bolsa.

Porém, se o Fed optar pelo combate inequívoco à inflação e eventualmente indicar uma trajetória de normalização dos juros (a níveis acima da inflação), a Bolsa poderá despencar, a ganância se tornar pavor, e aquele efeito cascata sobre a alavancagem gerar estragos. 

Nem investidores, nem bancos, nem gestores, nem os demais países anseiam por essa alternativa. Também não aplaudiram inicialmente quando Paul Volcker acertadamente partiu para cima da carestia aumentando os juros em 1981, o que propiciou a volta da estabilidade e décadas de lucros nos mercados.

O grau de liberdade do Fed desapareceu. O do BCE também. A opção das injeções monetárias não-inflacionárias expirou. A regra do jogo mudou, e os investidores — inclusive os brasileiros — precisam reler o manual para evitar as perdas.

O Brasil, por sua vez, é um dos poucos que têm feito tudo certo.


autor

Helio Beltrão e Anthony Geller

Helio Betrão é o presidente do Instituto Mises Brasil.

Anthony P. Geller é formado em economia pela Universidade de Illinois, possui mestrado pela Columbia University em Nova York e é Chartered Financial Analyst credenciado pelo CFA Institute.


  • Eduardo  10/02/2022 20:27
    Ou seja, nos países ricos, os governos e os bancos centrais não mais permitem que os ricos fiquem pobres.
  • Ulysses  10/02/2022 20:31
    Sim. E o mais bizarro é que este arranjo intervencionista que garante isso é exatamente aquele que é defendido pela esquerda, que vive defendendo juros zero, expansão monetária e crédito farto para todos…
  • anônimo  10/02/2022 20:59
    É o prolongamento eterno do ''burst''; Mas até agora a teoria está acertando novamente, ele não pode ser prolongado para sempre porque uma hora a inflação incomoda .

    A pergunta é os mercados vão corrigir mesmo dessa vez ou vai durar mais
  • EUGENIO  11/02/2022 01:25
    O mercado sempre irá corrigir, mas conforme as intervenções das "inteligencias humanas", pode demorar mais ou menos. Nunca serão só ações de mercado.
  • Pensador Ancap  14/02/2022 11:25
    O intervencionismo é que irá salvar? Menos ironia caro Eugênio, o intervencionismo só piora as coisas e engana os trouxas.
  • EUGENIO  24/04/2022 22:19
    Hummmm, não falei em intervenção no mercado e sim que no andar natural da carroça as abóboras se ajeitam, o mercado com a sua dinâmica natural se ajeita, se corrige, com perdas e ganhos de uns e outros
  • Yuri  10/02/2022 20:31
    Em algum momento terá de ocorrer algum colapso. Esse tipo de ilusão financeira gerado pelo papel-moeda fiduciário estatal simplesmente não tem como perdurar. Quisera eu estar mais preparado para surfar nisso pois parece que vai ocorrer ainda na minha geração.
  • Ricardo R.  10/02/2022 20:34
    Aquele gráfico da Europa impressiona. Nos 5o anos da abolição completa do padrão-ouro, ou melhor, nas bodas de ouro do papel-moeda fiduciário, uma mini-hiperinflação. Vai ter bolo?

  • Greg  10/02/2022 20:45
    O que fazer agora? Ficar dolarizado e esperar a queda? Comprar ouro? Bitcoin?
  • Anônimo  10/02/2022 21:37
    Ouro e prata são as opções mais seguras antes de um crash.
    Os bancos centrais de todo o mundo não vão ter como segurar a situação assim por muito tempo, logo vão ter que elevar os juros, encarecendo o dinheiro.
    O jeito é acompanhar a situação e a cada elevação da taxa de juros retirar uma fatia do dinheiro da bolsa e colocar na dupla ouro/prata, aos poucos.
    Quanto ao Bitcoin, já se percebe que ele acompanha as oscilações das bolsas de valores. Se a bolsa despenca geralmente o Bitcoin cai junto e não é recomendável se apoiar nele em tempo de crise severa por ser um ativo de risco assim como as ações.
    O melhor refúgio ainda está nos metais preciosos.
  • EUGENIO  10/02/2022 23:43
    Metais preciosos são um "bom porto", fácil liquidez.

    Depois são coisas, objetos, imóveis, terrenos urbanos e rurais, porém são de menor liquidez, requerem paciência, mas que garantirão seu valor passada a perturbação das moedas fiduciárias.
  • apropriado  11/02/2022 14:29
    O ouro tem andado de lado a um tempo (no momento em que vivemos, apenas proteger seu patrimônio já é bom o suficiente), porém.. na minha opinião.. quando o mercado acordar e perceber que o FED-BCE estão encurralados e não permitirão que o juros longo subam, o preço do ouro tende a disparar.

  • Joel  11/02/2022 17:13
    Pra comprar ouro, o que vocês recomendam?

    Aqui no site em um blog post que diz como comprar ouro , porém é um post de quase 11 anos de idade, ele ainda está atualizado?
  • Luis  11/02/2022 17:46
    Três opções práticas:

    1) Compre o ETF GOLD11 na B3

    2) Compre PAX Gold no Mercado Bitcoin

    3) Compre ouro físico direto na Parmetal
  • Lucas  11/02/2022 20:34
    "Pra comprar ouro, o que vocês recomendam?

    Aqui no site em um blog post que diz como comprar ouro , porém é um post de quase 11 anos de idade, ele ainda está atualizado?"


    Dá uma olhada na seção de comentários do artigo a seguir, bem mais recente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=3248
  • Joel  14/02/2022 20:25
    vlw o/
  • Felipe  11/02/2022 20:34
    Também dá para comprar no Órama.
  • anônimo  21/04/2022 21:20
    No site da Órama, aparede o Órama Ouro Fim, seria este ?
  • Paulo Ricardo  21/04/2022 00:21
    Outra opção para compra de ouro é a Ouro Minas.(www.ourominas.com/om/comprar-ouro.html)
  • Humberto  10/02/2022 20:55
    Essa hiper-alavancagem foi mais uma consequência não premeditada dos juros reais negativos. Intervencionismo sempre gera distorção, que necessita de mais intervencionismo apenas para ser mantida.

    Pode durar, mas não por muito.
  • Régis  10/02/2022 22:10
    Fora também que essas bolhas chupam recursos da economia real. Capital que poderia estar sendo empregado em investimentos, empregos e salários é direcionado para investimentos puramente especulativos, inflados por juros reais negativos e crédito fácil.

    Essa é a grande consequência não-premeditada dos juros artificialmente baixos: em vez de investimentos produtivos, eles incentivam especulação alavancada, pois a alavancagem se torna barata. Isso é algo que keynesianos, desenvolvimentistas e intervencionistas se recusam a aceitar, por mais repetidas vezes que ocorra.
  • Felipe  10/02/2022 22:13
    Já se foi o tempo em que o banco central se preocupava apenas em combater a inflação de preços (que ele mesmo criava). Só vejam como era a postura antes do Volcker.

    Assim como hoje os Correios oferecem até chips de celulares (e o serviço postal, o principal, continua ruim), os bancos centrais começaram a inventar modas tais como "promover o pleno emprego" e ao mesmo tempo sendo mais lenientes com o poder de compra da moeda.

    Hoje em dia, talvez o banco central mais sério seja o de Singapura (ou o menos ruim). Única missão deles é deixar o dólar singapuriano no nível mais estável possível perante às moedas dos principais parceiros comerciais do país. Não tem muito o que eles possam fazer para atender caprichos mercantilistas. Impor tarifas de importação norte-coreanas e acabar com a moeda numa cidade-estado causaria uma inanição em massa.

    Agora é o seguinte, uma pergunta que me vem à cabeça: a quem interessa esses juros negativos (nominais ou reais)? Nos beneficiados, penso nos portadores dos títulos da dívida desses governos, que auferiram ganhos no valor de seus títulos. Quem mais se beneficia disso? Pode-se falar até da questão da dívida governamental, mas as dívidas governamentais dos envolvidos nos juros negativos só fazem aumentar (como o do governo japonês).

    No Brasil, houve uma época em que o próprio presidente da República defendia o padrão-ouro (no caso o Washington Luís).
  • Trader  10/02/2022 22:24
    Para começar, o próprio governo, que consegue financiar (e também rolar) seus déficits a custo quase zero. Fica quase que um moto-perpétuo mágico: aumenta os gastos e não precisa aumentar impostos. Basta se endividar e rolar a dívida. Delícia pura.

    Consequente, todos os empregados do governo também se beneficiam. Eles têm aumentos de salário sem que o governo tenha de aumentar impostos (ou seja, sem provocar revolta no cidadão comum).

    Grupos de interesse ligados ao governo, bem como fornecedores de bens e serviços ao governo, também se beneficiam diretamente: empreiteiras que fazem obras públicas, grandes farmacêuticas que vendem remédios para hospitais públicos, e todas as empresas que fornecem materiais para qualquer repartição do governo são os maiores beneficiados.

    O mesmo vale para todos os empresários agraciados por subsídios estatais.

    Incorporadas beneficiadas por programas de crédito imobiliário também estão entre os mais explícitos ganhadores.

    Por fim, é claro, especuladores e toda e qualquer pessoa que detém imóveis e ação (ou seja, toda a qualquer pessoa aposentada ou visando a se aposentar).

    Todos estes são grupos eleitorais influentes.
  • Bernardo  10/02/2022 22:33
    Juros reais negativos geram ativos inflacionados. E ativos inflacionados representam "riqueza" para as pessoas que os detêm.

    Isso gera o chamado "efeito riqueza": o cara vê que suas ações e seus imóveis valem mais, então sai gastando a rodo, aditivando o consumo (e com isso aumentando a equação do PIB). Ótimo para a imagem de políticos.

    Ademais, a economia é criticamente dependente de juros baixos para financiar produção e consumo.

    O Fed e o BCE não podem de jeito nenhum interromper esse arranjo. Eu até acho que vão subir os juros em alguns pontos-base, mas apenas para mostrar que estão fazendo algo. Mas farão isso com o máximo de cuidado para não afetar a bolsa e nem os imóveis. Se houver algum soluço nas bolsas eles imediatamente voltarão atrás.

    E se por acaso a bolha estourar, terá sido por puro acidente.
  • anônimo  10/02/2022 23:00
    Muito dinheiro parado ou nos títulos. Até agora não tinha vazado na economia. Agora vai vazar
  • Vladimir  10/02/2022 23:34
    Dinheiro em títulos do governo sempre "vaza". Afinal, você ou o banco, ao comprar títulos do governo, está dando dinheiro para o governo gastar. E ele vai gastar, pode acreditar.

    O que acontece é que, antes, o dinheiro do Fed ficava parado nos bancos na forma de reservas em excesso (ver aqui e aqui).

    Agora, não só este dinheiro começou a vazar, como a própria Teoria Monetária Moderna se encarregou de fazer o Fed dar o dinheiro diretamente para as pessoas. No Brasil também aconteceu o mesmo.

    Em 2020, nos EUA, no Brasil (e creio no resto do mundo), leis foram criadas permitindo que os BCs pudessem comprar qualquer ativo de qualquer instituição, e não mais apenas de bancos.

    No Brasil, o Orçamento de Guerra permitiu que o Bacen pudesse comprar até mesmo debêntures de corretoras.

    Antes, os BCs só podiam comprar títulos dos bancos, cabendo. aos bancos injetar dinheiro na economia via concessão de empréstimos. Com a nova lei, os bancos centrais passaram a poder jogar o dinheiro diretamente na economia, driblando o sistema bancário.

    Isso é TMM na veia.

    www.mises.org.br/article/3239/a-pec-do-orcamento-de-guerra-e-a-bazuca-do-banco-central

    www.mises.org.br/article/3238/por-que-ha-uma-escassez-de-dolares-no-mundo-apesar-das-macicas-injecoes-do-fed

    Eis a evolução do M2 americano:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/united-states-money-supply-m2.png?s=unitedstamonsupm2&v=202201291002V20200908&d1=20000210&d2=20220210
  • Trader  10/02/2022 22:39
    Lembram que ano passado vazou o escândalo de que membros do alto escalão do Fed estavam fazendo trading com ações em mercados diretamente ligados à política monetária do Fed? Pois é. Aí estão os maiores beneficiados de todos. Os caras fazem a política monetária e ao mesmo tempo fazem trading com as ações mais afetadas. Moleza.

    www.nytimes.com/2021/09/09/business/economy/fed-stock-trading.html

    finance.yahoo.com/news/a-timeline-of-the-federal-reserves-trading-scandal-104415556.html

    www.cnbc.com/2021/10/21/fed-to-ban-policymakers-from-owning-individual-stocks-restrict-trading-following-controversy.html
  • Meirelles  10/02/2022 22:17
    Quando Paul Volcker atacou a inflação, os países da América Latina deram calote na dívida externa (por causa do aumento dos juros) e como consequência vários bancos americanos ficaram insolventes. Em 1984, também como consequência do ataque à inflação, o Continental Illinois quebrou.

    No fim da década, em nova investida contra a inflação, as caixas de poupança e empréstimo foram pro saco.

    No fim da década de 1990, foi a vez das empresas pontocom. Em 2008, foram os bancos de investimento (que sumiram) e várias incorporadoras.

    A questão é: qual será agora?

    Todo período de inflação monetária prolongada termina em lágrimas.
  • Vladimir  10/02/2022 22:52
    Antes da Covid, o arranjo era fácil: os BCs imprimiam dinheiro e davam para os bancos, que assim eram socorridos. A maior parte desse dinheiro ficava com os próprios bancos (que o depositavam no Fed em troca de juros; as chamadas "reservas em excesso"); a outra parte era emprestada para os mais ricos, que então jogavam tudo no mercado financeiro, de onde o dinheiro não mais saía.

    A pequena parte que ia para a economia real inevitavelmente terminava com alguém que também colocava em ações ou imóveis ou títulos — afinal, nos EUA todo mundo 401(k).

    Esta era a mágica: chupava-se o dinheiro do setor de bens de consumo e desviavam-no para o mercado de ativos (bolsa, imóveis, metais, títulos e recentemente criptos). Assim a inflação passava a ser considerada "riqueza". E não pressionava os bens de consumo.

    Funcionou muito bem nos EUA durante muito tempo.

    Mas aí veio a Covid e, com ela, os idiotas resolveram implantar a Teoria Monetária Moderna.

    De 1982 a 2019, a TMM era solenemente ignorada. As injeções monetárias se limitavam exclusivamente ao sistema bancário. Aí inventaram de impor a TMM, com o governo imprimindo e mandando dinheiro para todo mundo. Fizeram isso inclusive aqui no Brasil.

    Aí a inflação de preços disparou.

    Só espero que os burocratas ao menos saibam concluir o desastre que ela foi.
  • anônimo  10/02/2022 23:05
    EUA e Europa imitando o Brasil. Não tinha como dar certo. Tudo que tem na tmm , o Brasil já fez.
    Agora descobriremos que muitos títulos eram de empresas insolvente na bolsa. Ou empréstimos de imóveis superfaturados pelo dinheiro falso.
    Vamos ver nova quebradeira
  • Gerson  10/02/2022 23:41
    Isso eh so o índice. Qualquer um que vai ao posto de gasolina ou ao supermercado aqui nos EUA sabe que a inflacao eh bem maior que isso. Nem a loja de um dolar consegue vender as coisas a um dolar mais.


  • Paulo  10/02/2022 23:50
    Detalhe: da última vez o CPI americano passou 7% houve uma recessão dupla. Antes da pandemia, mais de 5% de inflação pressagiava todas as sete recessões nos últimos sessenta anos. Ou eles fazem igual está fazendo o Brasil e desaceleram fortemente a impressora (e isso vai afetar o PIB e os ativos), ou eles seguem fazendo vista grossa para a inflação e voltam à nada saudosa década de 1970.
  • Gerson  10/02/2022 23:53
    Gasolina muito mais cara, carnes muito mais caras. Carros usados mais caros do que os novos em algumas ocasioes. Outra coisa que subiu muito, mas muito mesmo, foi municao

    Varios sinais de uma economia completamente disfuncional. Eu estou comprado em crypto em uma ponta (e na outra em ouro) e aumentando posicao.
  • Gabriel M  11/02/2022 00:28
    Boa noite, colegas, e licença para fazer uma pergunta meio que tangente ao artigo!

    Estima-se que o PIB nominal do Brasil em 2021 seja de 8,6 tri, enquanto que em 2020 ele foi de 7,5 tri.
    Isso significa um aumento nominal do PIB de 14,6%. Ou seja, em meros 12 meses a renda da população brasileira cresceu quase 15% em termos nominais.

    O crescimento real do PIB ainda não saiu, mas sabe-se que não vai ser mais do que 5%. O que quer dizer que praticamente 10 p.p do aumento de renda da população brasileira veio de algum lugar que não do crescimento da produtividade.

    Como que, a partir disso, alguém ousa falar que não estamos vivenciando uma inflação de demanda mas sim de custos? Pois para mim está claro que uma certa entidade governamental aumentou artificialmente a renda da população.

    Ou será que é meu raciocínio que está errado?
  • Leandro  11/02/2022 01:49
    Está corretíssimo. Sempre vale repetir: nunca houve um problema de escassez de oferta; sempre houve um problema de excesso de dinheiro.

    Não se trata de um choque de oferta, mas sim de um excesso de demanda.

    Se o problema fosse apenas de oferta, os preços dos bens subiriam, mas não haveria como adquiri-los. Pouquíssimas pessoas teriam a renda para comprar esses produtos mais caros. No entanto, sabemos que os preços subiram e a demanda continuou forte.

    Logo, há duas hipóteses:

    1) Se os preços subiram e a demanda não foi afetada pelos preços altos, então é porque há mais dinheiro permitindo esta demanda.

    2) Há mais dinheiro gerando mais demanda, o que consequentemente elevou os preços.

    O que realmente ocorreu foi o segundo. Mas ainda que alguém acredite no primeiro, o raciocínio permanece inalterado. No final, foi a expansão monetária o que gerou e sustentou preços maiores.

    Com moeda em excesso, a demanda dos consumidores aumenta. Como já explicamos aqui, a tão famosa escassez de chips — que está encarecendo os carros novos e, consequentemente, os usados — não se deve um problema nas fábricas de chips. Semicondutores estão sendo produzidos em volumes inéditos. Taiwan acabou de bater um recorde na produção de chips (esta monografia da Bridgewater comprova que nunca se produziu tanto chip na história do mundo).

    Estão faltando chips pelo simples motivo de que a demanda por eles está excessiva — demanda esta causada pelo acentuado aumento da oferta monetária global.

    Igualmente, as coisas não estão caras porque "as fábricas estão fechadas" (não estão) ou porque "o agronegócio mundial parou" (nunca parou). As coisas estão caras porque os Bancos Centrais mundiais, inclusive o brasileiro, injetaram na economia um volume sem precedentes de moeda. No Brasil, apenas um ano, a quantidade de moeda injetada na economia aumentou 50%. 

    Tamanha explosão na demanda inevitavelmente faz com que a oferta seja equalizada à procura via preços maiores (exatamente como tem de ser). Tal fenômeno não configura escassez na oferta. Tampouco se trata de um problema de "aumento de custos". Todo o problema é excesso de demanda, a qual foi impulsionada artificialmente pelos governos e Bancos Centrais.

    www.mises.org.br/article/3384/gargalos-quebras-nas-cadeias-nao-a-inflacao-geral-de-precos-sempre-e-um-fenomeno-monetario

    www.mises.org.br/article/3378/sim-a-inflacao-e-mundial-mas-nao-decorre-so-de-gargalos--e-pode-abortar-a-retomada-economica

    www.mises.org.br/article/3393/a-solucao-para-a-inflacao-e-congelar-os-precos-diz-a-grande-midia-sao-4-mil-anos-de-ignorancia
  • Prado  11/02/2022 02:32
    Não entendi muito bem.
    Teve inflação e junto da inflação teve aumento de produção/ produtividade real, então.
    Ou seja, mesmo nessa loucura toda teve mais investimento e aumento de produção de chips.
    Tudo bem que tem tido um pouco de inflação, mas as economias estão produzindo mais também, o que é bom
  • Supply-Sider  11/02/2022 03:47
    Empreendedores sempre estão produzindo mais, pois é exatamente assim que eles melhoram de vida.

    Para manterem ou melhorar seu padrão de vida, eles precisam obter bens de consumo. Para obter bens de consumo, eles precisam ganhar dinheiro. Para ganhar dinheiro, eles precisam produzir e vender.

    Eles não podem se dar ao luxo de parar de produzir. Eles têm de estar continuamente produzindo. Se pararem de produzir, não conseguem consumir.

    Ou seja, ao quererem melhorar de vida, eles melhoram a nossa vida. Esta é a maravilha do capitalismo.

    Logo, não há espanto nenhum no fato de que empreendedores seguiram produzindo, mesmo com todos os lockdowns.

    Infelizmente, porém, os governos inflacionaram insanamente o meio de troca, fazendo com que a unidade de conta fosse aviltada e, consequentemente, com que todos os produtos encarecessem.

    Na prática, produtores tiveram de produzir mais e vender mais apenas para conseguir comprar o mesmo tanto. Tiveram de trabalhar mais para manter o mesmo padrão de vida.

    Mesmo os empreendedores que venderam toda a sua produção tiveram uma queda no padrão de vida, pois os bens de consumo que demandam após terem vendido sua produção também encareceram.

    A situação de ninguém que trabalha e produz melhorou com a inflação. O governo aviltar e deturpar o meio de troca e a unidade de conta não tem como melhorar a vida de ninguém. Por definição.
  • anônimo  11/02/2022 12:28
    Mas se o bem que vendo aumentou 10% e os que compro aumentou 10%, então o que eu perdi com isso?
    Aliás, se isso foi importante pra que eu mantivesse empresas produzindo e se financiando, acho que aí todo mundo ganha. Até a produção aumentou. Se tivesse prejudicado a produção, aí sim seria ruim, mas a produção aumentou
  • Gustavo  11/02/2022 14:34
    Sim, é tudo linear e simétrico desse jeitinho mesmo…

    Aliás, por essa sua lógica, tanto faz então se a inflação é zero, se há hiperinflação de 5.000% ou se há deflação.

    Brasil da década de 1980 e Suíça eram, monetariamente, a mesma coisa. Franco suíço e Cruzado: moedas idênticas…

    Se até hoje você ainda não entendeu as consequências da perda do poder de compra da moeda, e segue jurando que ela não gera problema nenhum, então de duas uma: ou você está entre aqueles (poucos) que ganham com a inflação ou você não entende o básico de economia, o que mostra que você vive descolado do mundo real.
  • anônimo  11/02/2022 15:14
    Se vc tem uma hiper inflação aí sim passa a ser prejudicial, pois vc começa a impor uma série de custos de transação e dificuldade no racional econômico que minam a produtividade da economia. Vc precisa de mais gente pra remarcar o precos, por exemplo.
    Mas uma inflação de 10% que é o IPCA hoje, não é algo monstruoso.

    A grande questão é: se os produtores da economia estavam disputando os 1 trilhões de reais que tinham de moeda disponível por aí, no ano seguinte eles vão disputar os 2 trilhões, por exemplo. O preço do seu bem vai aumentar 150% se os consumidores gostarem do seu produto mais que dos concorrentes, e vai aumentar 30% se os consumidores não gostarem muito.

    Se a energia e carne aumentaram mais que os salários e os outros preços a culpa não é da moeda e sim por uma preferência maior por esses bens. Por que aumentou mais a carne que o tomate?
    Se o preço dos bens aumentou mais que os salários é pq o lucro passou a ser mais importante na economia e quem ganhou foram os empresários. Por que os trabalhadores não demandam mais salários? Era pra eles terem poder de barganha nisso e aculpa é do arranjo econômico. A moeda só traz mais fluidez.

    Sem aumento monetário a luz e a carne teriam aumentado menos mas os salários teriam aumentado menos ainda, ouvtwlves caído. Isso que vocês não estão entendendo

    Veja o caso dos chips, citaram que por causa da moeda "recursos foram tirados de outros setores pra investirem em chips"… isso faz sentido?
    Por que saiu recursos desses "outros setores" e foram pro setor de chips e não ocorreu o contrário: saída de recursos dos chips para "outros setores". O que tem de especial na moeda com o setor de chips? Isso não faz sentido? A hiperinflação brasileira gerou uma enxurrada de chips por aí? Acho que vocês sabem a resposta
  • Amante da Lógica  11/02/2022 16:18
    "Se vc tem uma hiper inflação aí sim passa a ser prejudicial, pois vc começa a impor uma série de custos de transação e dificuldade no racional econômico que minam a produtividade da economia. Vc precisa de mais gente pra remarcar o precos, por exemplo. Mas uma inflação de 10% que é o IPCA hoje, não é algo monstruoso."

    Entendi. Hiperinflação já é demais até para você, mas IPCA de 3% ou de 10% é a mesma coisa. Não desarruma em nada a economia.

    "A grande questão é: se os produtores da economia estavam disputando os 1 trilhões de reais que tinham de moeda disponível por aí, no ano seguinte eles vão disputar os 2 trilhões, por exemplo. O preço do seu bem vai aumentar 150% se os consumidores gostarem do seu produto mais que dos concorrentes, e vai aumentar 30% se os consumidores não gostarem muito."

    Além de ser ininteligível, não se vê lógica nenhuma na tentativa de raciocínio.

    Se a oferta monetária duplicou (aumentou 100%), mas meus preços de venda subiram 30%, certamente há outros produtos que eu compro que encareceram muito mais. Como isso pode ser bom?

    E se meus preços de venda subiram 150%, então subiram mais do que o aumento da oferta monetária. Neste caso, sim, eu me dei bem. E mais ninguém. Afinal, se a oferta monetária dobrou, mas os meus preços de venda mais do que dobraram, então, por definição, as pessoas estão deixando de comprar outras coisas para comprar só meus produtos.

    Eu ganhei em decorrência desta distorção. Todos os outros perderam.

    A inflação foi boa para mim? Foi ótima. Foi boa para os outros? Foi péssima. Foi um fenômeno natural de mercado? Não. Ele não teria ocorrido sem a manipulação monetária feita pelo governo.

    "Se a energia e carne aumentaram mais que os salários e os outros preços a culpa não é da moeda e sim por uma preferência maior por esses bens."

    Ah, sim, não tem nada de errado na moeda. Se a oferta monetária fosse estável, tudo teria acontecido exatamente igual…

    Inacreditável.

    "Por que aumentou mais a carne que o tomate?"

    Essa pergunta não pode ser séria…

    1) Para começar, o aumento na demanda mundial por carta foi maior que o aumento na demanda mundial por tomate.

    2) A carne é uma commodity negociada no mercado internacional de commodities e cujo preço é determinado em dólares no mercado internacional de commodities. É o mesmo preço em dólares para o mundo inteiro.

    Já o tomate tem demanda apenas local.

    3) Aumentar a produção de carne em resposta a um súbito aumento na demanda não é coisa simples. O tempo de criação e abate de boi e vaca (50 meses partido do zero) é um pouquinho maior do que a plantação de um tomate (90 a 120 dias), cuja oferta aumenta mais rapidamente.

    "Se o preço dos bens aumentou mais que os salários é pq o lucro passou a ser mais importante na economia e quem ganhou foram os empresários. Por que os trabalhadores não demandam mais salários? Era pra eles terem poder de barganha nisso e aculpa é do arranjo econômico. A moeda só traz mais fluidez."

    Meu Deus, você realmente recorreu à cartada do "preços aumentam por causa da ganância"?!

    Tal raciocínio demonstra que você, como todo ignorante em economia, olha apenas as receitas dos outros. Dica: comece também a olhar os custos.

    O preço da carne aumentou, mas e os custos de produção? Já deu uma olhada no que houve com os preços dos fertilizantes, dos maquinários, e dos cereais (que fazem parte da ração bovina)?

    Vou só deixar isso aqui para você:

    Margem de lucro dos confinadores recuou 70% neste ano

    "Sem aumento monetário a luz e a carne teriam aumentado menos mas os salários teriam aumentado menos ainda, ouvtwlves caído. Isso que vocês não estão entendendo"

    Isso eu realmente não entendo. Por que os salários não teriam aumentado ou teriam até caído? Isso é uma total contradição sua.

    Toda a sua argumentação acima se baseia no fato de que todos os preços sobem igualmente de acordo com a oferta monetária. Logo, se luz e carne sobem, então, pela sua própria lógica, salários (que são um preço como qualquer outro, e que, aliás, nunca caem) também iriam subir.

    Você argumentar que tudo iria subir, menos os salários (e que estes aliás iriam cair), é uma guinada radical em sua própria lógica.
    "Veja o caso dos chips, citaram que por causa da moeda "recursos foram tirados de outros setores pra investirem em chips"… isso faz sentido?"

    Total sentido. Se o aumento da oferta monetária gerou um aumento da demanda por carros e chips, então é óbvio que empreendedores irão responder a este aumento da demanda aumentando a produção.

    E adivinhe só? Para se aumentar a produção em um empreendimento, é necessário direcionar recursos escassos para este empreedimento. E de onde virão estes recursos escassos? Exato, serão tirado de outros empreendimentos (vivemos em um mundo de escassez, lembra?).

    Estes recursos escassos, agora demandados em maior volume pela produção de chips, terão seus preços elevados. Todos os outros empreendedores que também utilizam estes mesmos recursos agora terão de pagar bem mais caro, o que afetará suas margens e, consequentemente, sua capacidade de investimento futuro. Outros podem quebrar.

    E tudo por causa desta inflação monetária, que desarranjou o mercado.

    "Por que saiu recursos desses "outros setores" e foram pro setor de chips e não ocorreu o contrário: saída de recursos dos chips para "outros setores". O que tem de especial na moeda com o setor de chips? Isso não faz sentido? A hiperinflação brasileira gerou uma enxurrada de chips por aí? Acho que vocês sabem a resposta"

    Sério, é inacreditável. Segundo você, se está havendo uma explosão na demanda por chips, então o certo seria todos os empresários do ramo de chips fechares as fábricas de chips e, sei lá, irem fabricar biscoito…

    Pelo amor à humanidade, jamais empreenda. O mundo vivenciará uma destruição de capital inaudita.
  • anônimo  11/02/2022 18:38
    "A grande questão é: se os produtores da economia estavam disputando os 1 trilhões de reais que tinham de moeda disponível por aí, no ano seguinte eles vão disputar os 2 trilhões, por exemplo. "

    Todo mundo sabe que esse 1 trilhão e os outros 2 que virão não vão ser disputados pelos produtores e sim pelos parasitas da política e outros. Esses recebem primeiro , gastam e a inflação de preços resultante é prejuízo nos que não receberam.
  • Régis  11/02/2022 14:36
    Pelo visto, o cidadão acima realmente acredita que todos os bens da economia aumentam exatamente o mesmo preço! Ele acredita que tudo sobe identicamente o mesmo tanto.

    Ele inclusive deve achar que os salários aumentaram o mesmo tanto que a carne, a gasolina e a conta de luz. (Tudo isso são preços que, segundo ele, aumentaram igualmente).

    Se ele for chefe de família, coitada dela.
  • anônimo  11/02/2022 14:45
    Quando o aumento é pela poupança e moeda estável, o aumento da produtividade é benéfico. Você compra mais.

    Quando é por aumento da oferta monetária, que aumenta a demanda artificialmente, recursos que iriam para áreas demandadas genuinamente pelos consumidores vão para outras. E depois, quando houver contração monetária, vai se descobrir que são malinvestments. E muitos vão sair perdendo, a começar pelos consumidores que tiveram que comprar menos porque os preços estão subindo.

    No caso dos chips, caso a oferta monetária estivesse estável, não teria desarranjo na cadeia de produção. Talvez não estivesse faltando chip e o preço deles não estaria nas alturas como agora. Eles aumentaram a produção porque a demanda pediu. Recursos foram retirados de outras áreas para poder produzir mais chips. Quando a oferta monetária se estabilizar e a demanda retroceder, essas fábricas terão dificuldades financeiras (expandiram visando a um volume de demanda que não irá se materializar no futuro). Por ter sido tudo artificial, pode ser que no futuro irão à falência por causa disso.
  • Gabriel M  11/02/2022 03:08
    Show, Leandro!

    Muito obrigado pela explicação!
  • EUGENIO  11/02/2022 03:56
    Acho que dá para associar a demanda anormal de mercadorias ao excesso de moeda jogada pelos governos em mãos do povo que está gastando e comprando. É claro, vai diminuir e terminar. Quando? Ninguém sabe. Mas será que quando terminar a tendência é voltar aos preços antigos?

    Teoricamente sim, mas quando? quando ?

    Estou numa zona rural do RS e nunca saiu tanta madeira serrada. E a loucura do preço do tabaco, que era 100,00 a arroba para o produtor agora estão correndo atrás e oferecendo de 300 a 330 a arroba direto ao produtor. E a safra nem começou.

    Soja é outro exemplo. Milho, todos produtos com preço acima do normal, muito acima.

    Se a moeda cessar de ser distribuída os preços devem voltar.
  • Trader  11/02/2022 04:01
    As commodities podem até diminuir por causa do câmbio, do aumento da produção e da sazonalidade. Mas demais bens industriais, bens de consumo e setor de serviços não têm por que baratear. A menos que haja uma contração monetária, o que é pouco provável.

    O mais provável é que a oferta monetária pare de crescer e, com o tempo, os preços se estabilizem no atual patamar.
  • ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI  11/02/2022 01:31
    Não sou economista, mas EUA e CEE estão no ápice de suas políticas fiscais e monetárias. Sinais que ambas as políticas serão revertidas me parece que é o que o especulador deve procurar antes de liquidar posições, virar a mão ou ainda se proteger . As distorções devem ser corrigidas mas a questão é quando. Quem realmente esta preocupado são os 5% que fazem a volatilidade dos mercados voarem atualmente. Literalmente voando para cima e para baixo. Acreditar que o inimigo pensa e age dentro de um quadrado é um caminho para o desastre. O desespero vem de dentro do sistema e não de fora , da economia real. A construção civil americana esta muito vigorosa mesmo com a inflação nos preços da madeira serrada. Historicamente a gasolina americana já registrou diversas vezes esses saltos de 1 U$ para 2 U$. É uma faixa normal de negociação do produto. Para os EUA voltarem a ser exportadores de petróleo não falta muito. Quando o dinheiro dos governos socialistas acabarem como sempre acabam me parece o momento de agir, pois os balanços do FED não tem limites. Vou esperar o tesouro americano dizer "não" aos políticos.
  • ELCIO ROBERTO FERREIRA MAIOLINI  11/02/2022 02:20
    "...pois os balanços do FED não tem limites." CORREÇÃO: Parece que o limite do FED são 13 trilhões de dólares que seria uma aproximação da demanda mundial por dólares. Outro dado para acompanhar. Parece estar entre 7 e 8 trilhões atualmente. Também comenta-se sobre a estratégia do FED para o TAP que seria deixar os "títulos" que ele comprou vencerem. Não domino esse assunto mas parece ser só uma parte do balanço do FED.
  • Estudante de humanas  11/02/2022 05:41
    ProUni e FIES e são exemplos de sucesso? Se não, porque não? O que mais tem é gente beneficiada, formada e trabalhando graças a isso.
  • Realista  11/02/2022 14:04
    Sim, foi um sucesso total para os donos das escolas e das universidades privadas. Ganharam uma clientela cativa que pagava as contas com dinheiro de impostos. Como consequência deste arranjo, puderam aumentar os preços tranquilamente.

    Depois que o governo inventou o FIES — que na prática representa uma clientela crescente, cativa e garantida para as faculdades — as mensalidades explodiram. Quem é mais pobre se estrepou.

    Faculdades que recebem recursos do Fies reajustam preços acima da inflação

    Agora eles têm uma clientela cativa cuja mensalidade é garantida pelos pagadores de impostos. Difícil haver situação mais gostosa do que essa.

    Quem foram os prejudicados?

    Os alunos que não recebem subsídios do governo. Ficaram com mensalidades mais caras e estão bancando os outros.

    E o pagador de impostos, que arcou com as contas (via aumento de impostos, endividamento e inflação).

    Não existe almoço grátis. Se há alguém recebendo algo de graça, há um outro alguém pagando mais caro por aquilo tudo.

    Grande justiça social.
  • Ex-microempresario  11/02/2022 14:56
    Vc acertou 2 de 3:

    Gente beneficiada? Sim

    Gente formada? Sim

    Gente trabalhando graças a isso? Não, porque não aprenderam nada que possa ser útil para alguém. Como o resultado é um bando de gente que acredita que "tem direito" a um ótimo salário só porque ganhou um canudo, o governo tenta resolver colocando esse monte de formados em história, geografia, sociologia, pedagogia, filosofia, ciências políticas e similares para dar aula. É obviamente uma pirâmide que não vai durar muito tempo. Aí todos os diplomados vão virar motorista de Uber ou entregador de iFood.
  • anônimo  11/02/2022 18:47
    Para as pessoas que empobrecem para pagar os cursos grátis que alguns recebem , é um fracasso. Elas empobrecem, passam dificuldades por que têm menos recursos do seu salário pra gastar e ainda tem que ouvir da boca dos privilegiados que a sociedade lhes deu pouco. São umas ma agradecidas que nunca deveriam ter sido subsidiadas.
  • Felipe  11/02/2022 13:47
    Com a alta nos preços das commodities em dólar americano, o Brasil pode se dar bem nessa, já que agora os juros estão voltando a ser atrativos.

    Henrique Meirelles conseguiu. É a sua chance, Roberto Campos Neto.

    Interessante é que tanto o DXY quanto o CRB estão altos.
  • Felipe  11/02/2022 22:54
    Falando nisso, porque essa alta nas commodities gera apreciação cambial nos países com pauta de exportação majoritária de commodities? É como se a moeda nacional fosse lastreada em soja, minério de ferro, cobre, petróleo?
  • Trader  12/02/2022 00:13
    É um efeito duplo:

    1) Normalmente, quando as commodities encarecem é porque o dólar barateou (isso sempre foi explicado aqui: commodities são precificadas em dólar; se o dólar fica fraco, as commodities ficam mais caras em dólar).

    Logo, se o dólar barateou, a moeda destes países se apreciou (em relação ao dólar).

    2) Ao mesmo, a expectativa de que esses exportadores de commodities ganharão mais dólares por commodity exportada faz com que especuladores do mercado financeiro de todo o mundo se posicionem nas ações destes exportadores (o que gera uma troca de dólares por moeda nacional, apreciando o câmbio) e também se posicionem na moeda nacional, pois sabem que quando estes exportadores trocaram dólares pela moeda nacional, esta irá se apreciar. E especuladores ganham nesta movimentação da moeda.
  • Felipe  12/02/2022 13:44
    O interessante é que agora o CRB está alto, mas o DXY também. Qual dos dois irá cair?
  • Trader  12/02/2022 15:06
    Um dos motivos de o DXY estar alto é que o euro está relativamente fraco em relação ao dólar. Surpresa nenhuma, dada a postura dovish da Lagarde.

    Adicionalmente, o que tem puxado o CRB para cima é o petróleo, que está em forte alta por causa tanto da confusão na Ucrânia quanto da redução dos investimentos na área.

    Alguns grãos, como soja e milho (por causa da seca) e trigo (por causa da Rússia) também estão pressionados

    Entretanto, sim, alguns dos dois terá de ceder. O atual arranjo (DXY e CRB altos) é inédito.
  • Felipe  12/02/2022 15:41
    A alta no petróleo foi causada principalmente pelo expansionismo monetário do Fed. As regulações ambientalistas teriam efeitos maléficos mais no longo prazo, ao passo que a inflação tem efeitos mais imediatos.

    O iene japonês também está sofrendo um pouco, por causa da postura pombalista do BoJ.
  • anônimo  13/02/2022 00:28
    Esse descolamento do DXY e CRB pode muito provavelmente ser porque quase todas as moedas que fazem parte da cesta DXY estão sendo inflacionadas em relação ao dolar, e esse também está sendo inflacionado, Então o DXY se move pouco, mas os efeitos da inflação sobre as commodites ainda ocorre..
    Um bom indicativo para ver que o dolar está de fato enfraquecendo seria o Ouro, ele até que subiu desde 2020, mas também agora temos as criptomoedas para pegar parte da liquidez.
    Basta ver que a inflação dos EUA está alta mesmo em itens sem tanto problemas de oferta, como esse artigo mostra;
  • Fernandes  11/02/2022 15:29
    "Logo, se o Fed pressentir que o colateral de americanos e do mundo (que utiliza ativos americanos) pode ficar em risco em decorrência de eventuais elevações nos juros, ele dificilmente incorrerá nesta política. Entre uma carestia maior, mas com ativos mantendo seu valor nominal, e uma carestia menor, mas com ativos perdendo valor nominal (e falindo milhões de pessoas alavancadas, bem como aposentados e pessoas visando à aposentadoria), ele tende a optar pelo primeiro cenário."

    O dólar é a base do império americano, se em determinado momento o FED ficar encurralado entre salvar a moeda ou salvar os mercados, eu acho que ele optará por salvar o dólar. Se a inflação subir demais, se tornar muito persistente e ameaçar a credibilidade já debilitada do dólar, chegará um ponto onde o FED terá que arcar com os custos de uma grande recessão.
  • YURI SAO CARLENSE  11/02/2022 19:45
    E o dólar, hein ?
    Tem alguns gatilhos uns baixistas e outros altistas:

    Baixista:
    1. Fluxo gringo p/ mercado de renda fixa no Brasil com a alta da Selic.
    2. Fluxo gringo p/ bolsa, principalmente commodities, exportadoras e bancos.

    Altistas:
    1. Início do ciclo de aperto e aumento dos juros nos USA
    2. QT andando nos USA, e isso enxuga liquidez
    3.Cenário político eleitoral no Brasil pede proteção para os ativos de investidores em moeda forte.
    4.BCE começa a falar em aumento de juros e redução de estímulos.

    Difícil saber qual desses fatores vão ser preponderantes.
  • thiago  11/02/2022 23:42
    o cenário 3 me parece favorecer as criptomoedas.
  • EUGENIO  11/02/2022 20:03
    SALVAR O MERCADO OU SALVAR O DÓLAR?

    Salvar que mercado" cara pálida"?

    Se salvar o dólar estará salvando o mundo,com certeza, ALEM DE instituições,as gavetas do mundo inteiro, estão cheios de dólar,(CHEQUES SEM FUNDO) colchões e cuecas de politicos idem, e tudo isso vira fumaça se não derem um jeito, uma "solução fora da caixinha", é mais grave que a crise das hipotecas,muuuito mais.

    É um assunto de SOFTWARE HUMANO", que se bem equacionado, as gavetas,colchões,cuecas, continuarão a guardar os dólares,supostamente um tesouro aos OLHOS de seus donos.Teoricamente assim será, resta saber se BIDEN e seiu time ,aquele que "TOMOU A ELEIÇÃO DE TRUMP"terão competencia e o mais importante:

    "CACIFE FIDUCIARIO"

    Continuarão a dizer e escrever no dólar "EM DEUS NÓS CONFIAMOS"!

    Mas e em BIDEN?

    OBS.: TODOS perdem se der errado, isso é um ponto positivo, TODOS QUEREM QUE DÊ CERTO.




  • Pedro Pereira  12/02/2022 22:59
    Sobre o bitcoin e transações internacionais: quando um americano usa dólares para comprar bitcoins e, em seguida, envia esses bitcoins para um brasileiro, o que está saindo de fato dos EUA de fato para pagar o brasileiro?
  • Meirelles  13/02/2022 02:56
    Segundo a contabilidade Banco Central, entram como importação de bens.

    www.infomoney.com.br/onde-investir/banco-central-inclui-bitcoin-e-criptomoedas-na-balanca-comercial/
  • anônimo  13/02/2022 04:08
    Visto que o bit não tem fronteiras, o americano doou moeda para um brasileiro.
    O dólar foi pra quem comprou. Não sabemos se ele está nos EUA ou fora dele.
    E o brasileiro ao receber bit aumenta a disponibilidade dele no comércio local. Mas ele pode mandar pra fora a hora que quiser. Ou usar no comércio local mesmo.
  • Pensador Ancap  13/02/2022 12:52
    O saldo de bitcoins em posse dos norte-americanos está diminuindo ao ser exportado para o Brasil e no nosso Brasil o saldo de bitcoins estará aumentando devido a essa operação de pagamento em bitcoins está sendo importada por um agente econômico brasileiro, enfim o saldo de dólares nos EUA estará constante e no Brasil a mesma coisa o saldo de reais estará no mesmo nível, agora os bitcoins é que estará sendo transferido dos EUA para o Brasil, EUA exporta e Brasil importa.Obs: Sempre lembrando que são pessoas fazendo transações voluntárias entre países que estarão exportando e importando bens e serviços e no caso da criptomoeda o brasileiro estará sendo pago(Recebedor) e o norte-americano o pagador...
  • Somente o elementar  13/02/2022 13:32
    Já repararam que volta e meia fala se dá relação entre expansão monetária e inflação

    Inflação é um conceito mais fácil de definir e mensurar - ipca ou cpi

    Agora expansão monetária podem ser várias coisas: juros baixos, M0, m1, m2, m3 ou m4.

    Isto posto, tomando um conceito de expansão monetária qualquer você pode encontrar muitas situações em que há muita expansão monetária e não há aumento significativo da inflação, de modo que a correlação sobre uma base de dados se dê quase que nula.

    Diante disso, muitas vezes se argumenta que nao teve inflação porque os "bancos não liberaram a liquidez" ou que eles "empoçaram essa liquidez". Assim sendo, temos que a inflação é muito mais determinada pela vontade dos bancos em"liberar a tal da liquidez" ou "desempoçá-la" do que pela expansão monetária propriamente dita.

    Elementar, meu caro Watson
  • Leandro  13/02/2022 16:21
    Expansão monetária não é nem juro baixo nem expansão da base monetária (que é composta de elementos — reservas bancárias — que não entram na economia).

    Expansão monetária é expansão dos agregados monetários: M1, M2, M3 etc.

    Mas é necessário analisar os agregados conjuntamente, pois há casos em que, por exemplo, o M1 está subindo, mas M2 e M3 estão parados, o que significa que está havendo meramente uma transferência de dinheiro entre contas, e não expansão monetária.

    Dito isso, sempre — sempre, sem exceção — que os agregados estão subindo conjuntamente, há inflação de preços. Sempre.

    Você não encontra nenhum caso em que os agregados estão em disparada e a inflação de preços é zero.

    Agora, o que é bastante comum ver são os agregados subindo 5% ao ano, a inflação de preços subindo 2% ao ano, e gaiato dizendo "Viram só? Está havendo inflação monetária, mas não está havendo aumento de preços!"

    Primeiro que, obviamente, está havendo inflação de preços: 2% ao ano é inflação de preços.

    Segundo que não haveria inflação de preços se os agregados não houvessem subido.

    Em terceiro, e mais importante, a taxa de inflação de preços sempre será menor que a taxa de aumento da oferta monetária, pelo simples e óbvio fato de que há crescimento econômico, o que significa que a quantidade de bens e serviços está sempre subindo anualmente.

    Este aumento na quantidade de bens e serviços arrefece o efeito do aumento da quantidade de dinheiro na economia. Se a quantidade de dinheiro cresce 5% ao ano, mas a quantidade de bens e serviços não cresce nada, então a inflação de preços seria próxima de 5%. Se a quantidade de dinheiro cresce 5% ao ano, e a quantidade de bens e serviços também cresce 5%, então a inflação de preços será próxima de zero.

    De novo, isso é praticamente tautológico.

    Artigo aplicado sobre isso:

    www.mises.org.br/article/2663/o-que-realmente-faz-com-que-os-precos-subam-continuamente-eis-a-explicacao-para-o-brasil
  • Somente o elementar  13/02/2022 20:06
    E o que faz a inflação aumentar? O m0, o m1, o m2, o m3, o m4, ou só se subir "todos os agregados conjuntamente"?

    E mais, a impressão que tenho é que o governo do controla mesmo o m0, os demais agregados só aumenta por decisão dos players privados na economia
  • EUGENIO  13/02/2022 21:06
    Gostei, Lendro, aprendi, e então para que alguem possa afirmar uma coisa ou outra teria que considerar os indices dos agregados na ocasião,,a variação do crescimento,produtos e serviços, coisa que não disponibilizam de modo facil e simples, e que sem isso a analise fica como sendo algo do campo da videncia ou quiromancia,"de serventia questionável".
  • Felipe  13/02/2022 22:39
    Esse é um fenômeno interessante. Todavia, é possível não haver um aumento na quantidade de bens e serviços, ou seja, a inflação de preços ser maior do que a inflação monetária?

    Falando de agregado monetário, veja que interessante: o preço do ouro em reais estabilizou e caiu. Seria muito bom se o real fosse como fora o real colonial: moedas de ouro. Hoje estaríamos muito mais ricos. Já pensou, não ter que ficar se preocupando em gastar recursos, dinheiro e tempo com aplicações financeiras. Seria um sonho.
  • Artista Estatizado  14/02/2022 09:57
    De onde se conclui que é possível haver ciclos econômicos mesmo com inflação de preços zero.

    Se existe aumento dos agregados monetários, distorcendo os preços relativos, mas os preços absolutos permanecem parados por conta do crescimento econômico, vai ocorrer má alocação de recursos mesmo com inflação zero.
  • EUGENIO  13/02/2022 20:55
    DONDE SE CONCLUI ENTÃO....inflação seria em função de decisões bancarias de empoçar ou liberar recursos.

    É dá para aceitar me diz minha modesta inteligencia, e talvez por isso governos do mundo acharam por bem criar algo para "se livrar disso",disso de bancos decidirem se irrigam e criam inflação ou o contrario,e que talvez seria a tal TMM.

    Seria e energia financeira diretamente na "veia"da economia, na mão dos consumidores que vão fazer uso imediato dinamizando a economia.São setores sociais com carencia de recursos para suprir necessidades basicas,isso se tem observado e kjcomprovado , e impede que bancos se locupletem com "empoçamento de recursos".

    Bom? Ruim? Não sei,alguns paises que fizeram se danaram e outros nem tanto, mas que há uma ação rapida na economia isso há !

    TMM requer estudos e desdobramentos, é uma "FERRAMENTA", e como uma faca, um revolver, e outras, depende do seu uso.
  • Leandro  14/02/2022 00:13
    Respondendo a todos acima: até antes da Covid, os BCs controlavam apenas a base monetária, ou seja, eles injetavam dinheiro apenas no sistema bancário. Cabia ao sistema bancário decidir quando e quanto desse dinheiro iria adentrar a economia via empréstimos para pessoas físicas, jurídicas e governo.

    Porém, pós-Covid, com o Orçamento de Guerra no Brasil e com medidas semelhantes no resto do mundo, os BCs passaram a ter liberdade para driblar o sistema bancário e injetar dinheiro diretamente na economia (por exemplo, comprando CDBs e debêntures em posse de fundos de investimento, ou simplesmente imprimindo diretamente o dinheiro para o Auxílio Emergencial).

    De um jeito ou de outro, qualquer que seja o arranjo, o racional não muda: para haver inflação de preços é necessário que o dinheiro que está efetivamente na economia esteja aumentando. Ou seja, pelo menos o M2 tem de estar aumentando. Se apenas o M1 está aumentando, e o M2 está parado, isso significa que está havendo apenas transferência de dinheiro de um tipo de conta para outro.

    E sim, é possível que a inflação de preços seja maior que o aumento dos agregados. Aliás, há dois cenários em que isso é possível.

    O primeiro é extremamente comum, e ocorreu no Brasil no ano passado (2021) e no biênio (2015-2016): a oferta monetária se estabiliza após um período de forte crescimento da mesma, o que faz com que os preços ainda continuem se reajustando por algum tempo, mesmo com a oferta monetária já estabilizada (tanto por "inércia" quanto pelo fato de que não haveria nenhuma confiança ou certeza de que tal política continuaria). O reajuste perdura até o momento em que os agentes percebem que não está havendo mais demanda compatível com os novos preços e salários.

    Outro cenário, bem mais atípico, é se ocorrer uma forte redução na oferta de bens e serviços, como, por exemplo, durante uma guerra ou durante uma catástrofe natural.
  • Somente o elementar  14/02/2022 13:31
    Se a conclusão do Eugenio é verdadeira, em que a inflação só ocorre por decisões bancárias, então temos que saber o que faz os bancos encharcar de moeda a economia, já que não é algo ligado necessariamente a ação do governo
    Melhor, a ação do governo é necessária , mas não suficiente, pois para ser suficiente precisaria dos bancos agindo

    E se a ideia do Leandro sobre o m1 e m2 procede e se a diferença entre o m1 e m2 é que o m2 inclui títulos do governo e depósitos a prazo, como o governo aumentaria o m2 sem aumentar o m1 necessariamente? Pois se o governo vende título público, isso sai da conta corrente das empresas ou bancos que já estão contabilizados em m0 e m1.

    E não sei se as colocações do Eugenio e do Leandro são conflitantes ou complementares. Confesso que buguei aqui
  • Leandro  14/02/2022 14:05
    "e se a diferença entre o m1 e m2 é que o m2 inclui títulos do governo e depósitos a prazo, como o governo aumentaria o m2 sem aumentar o m1 necessariamente?"

    M2 não inclui títulos do governo. Títulos do governo estão em M4. E uma parte em M3, que inclui as operações compromissadas com lastro em títulos públicos.

    M2 inclui, além do M1, caderneta de poupança, CDBs, LCI, LCA, LCs.

    Só há uma maneira de aumentar o M2 sem aumentar o M1: Banco Central e sistema bancário fazem uma expansão monetária, e este dinheiro recém-criado vai parar integralmente em uma das contas citadas acima.

    Dito isso, confesso não entender por que desejar aumentar apenas M2 sem passar pelo M1. Não vejo sentido em ter esta meta.

    "Pois se o governo vende título público, isso sai da conta corrente das empresas ou bancos que já estão contabilizados em m0 e m1."

    Quando o Tesouro vende títulos púbicos e os bancos compram, as reservas bancárias diminuem. Ato contínuo, os juros do interbancário aumentam. Mas como os juros do interbancário representam exatamente a Selic, o BC tem de injetar moeda no sistema bancário para impedir que a Selic saia da meta.

    Ou seja, no final, quem realmente financiou a compra de títulos foi o Banco Central. Não fosse ele, a Selic subiria e o financiamento da dívida estatal seria muito mais caro. Os Bancos Centrais, com efeito, foram criados para financiar os déficits do governo.

    Igualmente, bancos emprestam para pessoas e empresas de acordo com a disponibilidade de reservas bancárias. E quem fornece reservas bancárias é o Banco Central. Logo, a expansão do crédito efetuada pelos bancos origina-se, necessariamente, no Banco Central. Não houvesse BC, empréstimos dependeriam estritamente da poupança disponível. E os juros seriam definidos pelo mercado, e levariam em conta a) expectativas futuras de inflação (tendente a zero, pois não haveria expansão monetária); b) risco do empréstimo (dependente do tomador) e c) preferência temporal dos ofertantes da poupança a ser emprestada. Quanto menor a preferência temporal, maior a oferta de poupança disponível, menores os juros.
  • anônimo  14/02/2022 15:27
    Não digo que o governo teria intenção de aumentar m2 e não m1 como meta de política, mas que ele fizesse isso como consequência de alguma política qualquer.
    Mas ainda no seu exemplo, o bacen injetar dinheiro novo em cdb ele teria que financiar emissão primária desses papéis, se for no secundário não muda nada.
    E ainda assim, o bacen encarteira cdb, mas o dinheiro que ele usou pra comprar o cdb vai pra conta corrente de alguem
  • Leandro  14/02/2022 16:02
    "Mas ainda no seu exemplo, o bacen injetar dinheiro novo em cdb ele teria que financiar emissão primária desses papéis, se for no secundário não muda nada."

    Esta política, felizmente, já foi revogada. Com o fim do Orçamento de Guerra, isso — BC comprar títulos de privados de qualquer contraparte — voltou a ser proibido.

    Dito isso, não entendi muito bem o seu ponto, pois se o BC compra CDBs, debêntures, LCIs, LCAs etc. no secundário (em posse de corretoras ou fundos de investimento, por exemplo), está havendo emissão monetária direta. O BC imprimiu e repassou a estas instituições em troca destes papeis.

    Esta, aliás, foi uma das causas da explosão da oferta monetária em 2020.

    "E ainda assim, o bacen encarteira cdb, mas o dinheiro que ele usou pra comprar o cdb vai pra conta corrente de alguem"

    Correto. Emissão monetária direta. Se o dinheiro termina na conta-corrente de alguém, o M1 aumenta (e o M2 também, pois o M1 faz parte do M2).

    Se este dinheiro, porém, resolve sair da conta-corrente e ir para algum depósito a prazo (e depois, por algum motivo, vira compromissada ou depósitos voluntários no BC), aí aumenta o M2 e o M3, mas não o M1.

    Dito isso, e de novo, não sei exatamente qual é o ponto disso tudo.
  • anônimo  14/02/2022 15:50
    "TMM requer estudos e desdobramentos, é uma "FERRAMENTA", e como uma faca, um revolver, e outras, depende do seu uso."

    Ela é sim um ferramenta: alguns ganham a custa de outro. Pra que botar em prática.
    Foi graças às ideias da tmm que o Brasil está nessa situação até hoje. Foram todas notadas em prática por aqui. Estudos já existem: e só analisar a experiência brasileira e não cometer os mesmos erros.
  • EUGENIO  15/02/2022 19:26
    ANTECIPADAMENTE ME DESCULPO SE DISSER UMA ASNEIRA...

    Desde o tempo do FHC e com a BOLSA ESCOLA, começou um dos jeitos de botar dinheiro diretamente nas mãos dos consumidores de baixa renda, depois Lula aumentou, Lula aumentou, e Bolsonaro mesmo não concordando foi obrigado a concordar e até aumentar o valor.

    Agora imagine o que seria desta população que já é dependente destes recursos, e da "ordem social",se fosse repentinamente cortada , o que seria da parte da economia que vira com esse consumo,da paz e da ordem social...

    Acho que sabiam do que se tratava só que não contaram,não contam nem explicam.

    Aos poucos essa parte da sociedade como força de trabalho foi ficando fora das condições de produzir, e cada vez mais pessoas sem qualificação para o mercado de trabalho sofisticado, sem ter como obter sustento, ´é sustentada com auxilio de governo, dos que produzem.

    Que outra solução? Falem,sugiram...ousem pensar,é real...

    Um contingente cada vez maior de pessoas vão ficando fora do mercado de trabalho, por exemplo hoje 15-02-2022 algumas empresas de onibus,transporte publico coletivo,em PORTO ALEGRE RS. estao iniciando operações sem cobradores, e em breve os onibus destas empresas estarão andando sem motoristas que provavelmente, aos milhares terão que sobreviver.

    No tempo das diligencias era facil, um montador de rodas das diligencias ia trabalhar,montar rodas nas fabricas de caminhões,automoveis, o nivel de instrução do operario era facil de atualizar.

    No caso atual, cobradores,motoristas e milhares de funções, requerem tempo,capital e material humano de nivel elevado impossivel de se conseguir em pouco tempo e com pessoas de outras épocas, em "fim de carreira".

    TALVEZ "NEURALINK"?

    A solução que foi encontrada e está sendo aplicada é essa de alcançar recurso aos "estornados" do sistema, até que inteligentes criem outras spluções.

    Venho observando não só no Brasil, mas no mundo. Agravante: mais pessoas estarão recebendo beneficios do que pagando.

    Pessoas tem medo de retornar a trabalhar pois podem ser demitidas. Humanos estão cada vez sendo menos solicitados,robos,maquinas inteligentes são empregadas com resultados infinitamente superior que pessoas.

    Um observador de 73 anos ,do tempo do lampeão a querosene, observa hoje pela internet, no mundo todo, mudanças enormes e muito rapidas aqcontecendo quase que automaticamente, sem opção de "TRAVAR" o mundo para dar um FREIO DE ARRUMAÇÃO.

    O covid,pandemia ou falsemia,pode por as pesssoas a pensar seriamente em soluções e não só ficar apontando defeitos sem nenhum esforço de criar novas possibilidades.

    OUSAR PENSAR SE FAZ NECESSÁRIO!
  • Jonas M.  14/02/2022 01:13
    Ao que parece o jogo virou
    disparada.com.br/ex-republicas-sovieticas-urss/
  • Ex-microempresario  14/02/2022 14:22
    Outros artigos do site indicado pelo Jonas:

    "Um Banerj pro povo chamar de seu – Propostas para o Rio de Janeiro", defendendo a criação de "um banco público para enfrentar a agiotagem voraz dos grandes bancos privados"

    "Foi o nacional-desenvolvimentismo que reduziu a pobreza no Brasil", explicando que durante o governo dos militares "o bolo cresceu e também foi dividido"

    "As empresas estatais não ameaçam o capital privado, o laissez-faire sim", afirmando: "A Vale do Rio Doce, o sistema Telebrás, a CSN, a Usiminas, a BR Distribuidora, a Embraer, a Embrafilme, a Portobrás, a Rede Ferroviária Federal e os bancos estaduais, por exemplo, não eram passado mas o nosso passaporte para o futuro"

    Pior é que a passagem desse site pelo meu navegador vai ficar registrada para sempre na nuvem do BigData.
  • George  14/02/2022 16:01
    Haha, boa!
  • anônimo  14/02/2022 21:54
    Complementando a resposta do Ex-microempresario.

    Por curiosidade visitei o site citado pelo Jonas M. em questão e deparei com esses artigos:

    disparada.com.br/o-pt-se-mantem-fiel-as-origens-ha-42-anos/

    disparada.com.br/foi-golpe-pt-instrumentalizacao-lutas/

    disparada.com.br/eleicoes-de-2022-estrategias-de-autoconstrucao/

    disparada.com.br/a-simbologia-de-getulio-vargas-67-anos-depois/



    Apenas esse artigo que me chamou a atenção:

    disparada.com.br/sergio-moro-ja-cogita-ser-candidato-a-deputado-federal/


    Como já citados em outras respostas, o Brasil tem um longo caminho a ser percorrido.
  • anônimo  15/02/2022 01:32
    Guerra politica: quando vc não tem chance no executivo, vc vai para o congresso e vira oposição.
    Lula ganhará, então estão se preparando pra combater os extragos.
  • Felipe  14/02/2022 19:29
    Imagina o que os governadores não seriam capazes de fazer se ainda existissem esses bancos estaduais, em meio a lockdowns e afins.
  • EUGENIO  14/02/2022 21:23
    Coloque no final o pateta BIDEN e veremos que americanos terão problemas internos com a incompetência deles próprios.

    Bolsonaro mais uma vez tem razão.

    Demonstrar interesse nos novos lideres mundiais, principalmente em Putin, e em âmbito mundial dizer que não tem nada a dever a americanos para estar fazendo isto ou aquilo que sugerirem.

    Bolsonaro é um do poucos no mundo que percebe a mudança, novos paradigmas, um mundo automatizado interligado.
  • Anônimo  15/02/2022 00:18
    Ah, eu tenho certeza que é por isso mesmo que o beócio do Bolsonaro se encontrou com o Putin.
  • EUGENIO  15/02/2022 21:41
    UAI! TEM NÉSCIO CHAMANDO OUTREM DE BEÓCIO....KKK

    DESQUALIFICAR ALGUEM É TIRAR VALOR DESTE ALGUEM, O QUE INDUZ A PENSAR QUE QUEM DESFAZ QUER COMPRAR OU TEME A CRIATURA QUALIFICADA.
  • Anônimo  16/02/2022 09:30
    DESQUALIFICAR ALGUEM É TIRAR VALOR DESTE ALGUEM, O QUE INDUZ A PENSAR QUE QUEM DESFAZ QUER COMPRAR OU TEME A CRIATURA QUALIFICADA.

    Que tipo de non sequitur é esse? Juro que não entendi.

    Mas diz aí, por que a caixa alta e a tentativa de me ofender? os bolsominions "libertários" se doem tanto assim ao saber que provavelmente o Bolsonaro fez isso por alguma razão simples e imbecil e não porque é um gênio da geopolítica e do Xadrez 4D?
  • EUGENIO  16/02/2022 15:46
    PEÇO DESCULPA CAIXA ALTA EU TENHO PROBLEMAS DE VISTA E ME FACILITA.OBSERVO QUE MUITOS DEVEM TER TAMBÉM E NÃO NECESSARIAMENTE QUER DIZER OFENSA OU QUALQUER OUTRA COISA.
    ME ESFORÇAREI BASTANTE PARA EVITAR.
  • Ex-microempresario  16/02/2022 15:27
    E o mesmo cara que chama o outro de pateta fica ofendidinho quando chamam o seu queridinho de beócio.

    Haja hipocrisia.
  • anônimo  14/02/2022 18:25
    Estava olhando o crédito ao setor privado do japão, e ele contraiu por anos e anos depois do estouro da bolha imobiliária. Só voltou a subir depois de 2013.
    Por que isso não gerou, necessariamente, uma depressão lá? Geralmente contração do crédito gera pibinho ou recessão

    fred.stlouisfed.org/series/CRDQJPAPABIS

  • Trader  14/02/2022 19:03
    Ué, é só ver o que houve com o PIB nominal do país. Em 2015, estava no mesmo valor de 1992:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/japan-gdp.png?s=wgdpjapa&projection=te&v=202111091911V20200908&d1=19220311

    Tá bom ou quer mais?
  • anônimo  14/02/2022 21:16
    O Japão não é um país que inflaciona a moeda, então quando o crédito escasseia, não houve expansão, e nem vai ter depressão
    O japonês mantém o iene valorizando e preferem obter renda da poupança e produção. Por isso que se tornou um pais desenvolvido.
  • Rafael  16/02/2022 20:10
    Os EUA hoje têm uma dívida pública de quase 30 trilhões de dólares.

    Qualquer aumento de juros sobre este valor será fatal.

    O Fed irá, no máximo, fazer uns três aumentos de 0,25 p.p. e rezar para que algum fator externo se abata sobre as commodities para tentar segurar a inflação. Ou então ele vai tentar valorizar o dólar no gogó.

    Bidê precisa urgentemente de alguma coisa extemporânea pra derreter inflação. É sua única chance.

    Em termos de juros, simplesmente não dá para entregar o que o mercado precifica em altas.

    Chance zero.

    O Brasil (ainda) está bem mais tranquilo em termos fiscais.

    Considerando tudo isso, o dólar (R$ 5,13) ainda está caro.
  • Felipe  16/02/2022 20:22
    Sim, mas a capacidade de pagamento da dívida dos EUA é ainda maior do que no Brasil, afinal uma população rica e produtiva tem maior capacidade de ser tributada. Aqui no Brasil a questão da tributação já passou do ponto faz tempo, tanto que nenhum país latino-americano tem uma carga tributária tão pornográfica quanto a nossa. O governo japonês também tem uma dívida gigantesca, mas ainda assim é mais confiável que o brasileiro.

    Tem que levar em conta também que o Brasil não tem grau de investimento e um histórico de calotes recente, ainda que neste último quesito, melhor do que na Argentina.

    O iene japonês nasceu do padrão-ouro, assim como o dólar. O real nasceu lastreado no dólar, mas perdeu o seu brilho algum tempo depois.
  • anônimo  17/02/2022 00:23
    O Brasil não está melhor.
    Com um deficit de 13 por cento do PIB, com uM carga tributária de 37 por cento também do pib, e com uma população altamente improdutivo, ele ter uma dívida acima de 50 por cento do PIB e altamente ruim.
    E ele está em 89 por cento do PIB. O Brasil é um país de 4 mundo em liberdade econômica. Não tem economia pra imitar países ricos com dívidas muito maiores proporcionalmente em relação ao PIB.
    Se ele tentar , vai deteriorar a economia muito rapidamente.
    E sim, Os EUA se continuarem se endividando , vai deteriorar sua economia e seu dolar perderá valor.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  17/02/2022 10:31
    Falando em dívida pública dos EUA, até mesmo o Brasil é credor deles, e de uma quantia nada desprezível: praticamente 265 bilhões de dólares.
    Aqui: www.google.com/amp/s/www.infomoney.com.br/economia/brasil-e-o-quinto-pais-com-maior-posicao-em-titulos-do-tesouro-dos-eua/amp/
  • Felipe  19/03/2022 17:33
    "O primeiro é que a maioria dos americanos assalariados tem os seus famosos planos 401(k), que são suas previdências investidas em bolsa de valores. Uma queda na bolsa empobrece contabilmente dezenas de milhões de americanos."

    Por que esses planos são comuns lá? Cultural? Hoje se sabe que lá há um grande percentual de pessoas que investe na Bolsa, diferente daqui.

    Sabendo que uma alta nos juros irá impactar nos preços nominais desses ativos de forma negativa, como ficaria o valor real desses ativos com a alta nos juros?

    Hoje estamos em um cenário inédito, com DXY em quase 100 pontos, e uma preocupante carestia na economia americana.
  • Vitor  19/03/2022 20:02
  • Trader  20/03/2022 00:17
    Não. A menos que se troque a diretoria do Fed. Ou então que o barril de petróleo dispare para mais de 250 dólares.
  • Bluepil  20/03/2022 03:17
    Não é impossível, pelo menos considerando à direção aonde esse país está indo, iremos testemunhar ainda muitos anos de aventuras imperialistas e globalistas por parte dos democratas, e com o atual declínio global de investimentos em petróleo, ainda terá muita inflação pela frente.

    Talvez essa previsão se concretize daqui alguns anos.
  • Bruno Souza  20/04/2022 13:13
    Inflação ao produtor na Alemanha (equivalente ao nosso IGP-M) bateu 31%. A maior desde 1949.

    Dados divulgados hoje.

    edition.cnn.com/2022/04/20/economy/germany-inflation-producer-prices-record/index.html

    Culpa do Bozo...
  • Trader  20/04/2022 13:32
    Detalhe: a inflação esperada para o mês era de 2,7%. Veio 4,9%.

    Tranquilo...
  • Bruno Souza  20/05/2022 15:23
    Inflação ao Produtor na Alemanha, em abril:

    Esperada: 31,50%

    Resultado: 33,50%

    tradingeconomics.com/germany/producer-prices-change

    Simplesmente a maior taxa da história:

    d3fy651gv2fhd3.cloudfront.net/charts/germany-producer-prices-change.png?s=germanypropricha&v=202205200617V20220312&d1=19220614

    "Bolsocaro" fazendo estragos no mundo....
  • Policia e estado  21/04/2022 04:04
    Sobre a policia e as cameras, o que acham?

    noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2022/04/20/com-cameras-letalidade-policial-cai-31-em-sp-queda-e-maior-entre-brancos.htm

    Parece que a violencia racista da policia diminuiu...
  • Felipe  21/04/2022 15:55
    Nessa o Tarcísio vai acabar se elegendo, já que ele deixou claro um dos problemas da segurança pública no estado. Sr. João Doria que se cuide.

    Vai ser lindo ver os dois debatendo.
  • anônimo  21/04/2022 15:25
    Eles falam que abordar as pessoas é racismo. Só que parte do trabalho da polícia é fiscalizar mesmo. A outra é pesquisa criminal, ir atrás de crimes que já ocorreram.
    Mas a criminalidade em Sampa tá aumentando por falta de investimento mesmo.
    Sem o devido combate, as coisas rolam soltas. 
  • anônimo  22/04/2022 12:10
    É ruim ter câmera?
    Eu pago meus impostos e não posso saber como esses funças de farda trabalham??
    Quisera eu ter câmera do peito de todo mamador público pra saber como trabalham.
    Me surpreende alguns liberais preferirem a ignorância sobre o que fazem os políciais do que ter acesso a essa informação.
    Accountability é fundamental.
    Só aos maus policiais interessa esconder como eles trabalham.
    Mas parece que tem liberal que quer proteger os funcinhas mamadores de farda. Será que tem aí alguma fixação ba farda dos caras?
  • Márcio  22/04/2022 12:50
    Eu não sou contra colocar câmera em policiais. Inclusive concordo com o seu argumento de accountability.

    Só que é tudo uma questão de trade-off.

    Quer câmeras em policiais? Beleza. A consequência inevitável será o aumento da criminalidade.

    Isso não é teoria, é fato.

    O policial, sendo vigiado, fica intimidado de fazer uma abordagem mais agressiva a um meliante, principalmente se o meliante for preto. Ele sabe que será o fim de sua carreira.

    A bandidagem, sabendo disso, fica obviamente mais agressiva.

    Questão básica de incentivos.

    Nos EUA aconteceu exatamente isso.

    A criminalidade estava nas mínimas históricas. E aí começaram a pipocar reclamações de brutalidade policial. Solução? Colocaram câmeras nos uniformes.

    Passaram a pedir a abolição da polícia e a criminalidade disparou (pesquise no Google).
    Em suma: quer câmeras? Beleza. A consequência será maior criminalidade. Trade off simples.

    Aconteceu nos EUA. Já está acontecendo em São Paulo. Inevitável.



    P.S.: você diz que "parece que tem liberal que quer proteger os funcinhas mamadores de farda. Será que tem aí alguma fixação ba farda dos caras?"

    Pois bem, se o jogo é esse, eu também quero jogar.

    Parece que tem progressista que quer proteger bandidos (só os pretos) de tudo quanto é jeito. Será que tem aí alguma fixação nos negões?

    E aí, fiz direitinho?
  • Anonimo  22/04/2022 14:48
    Em suma: quer câmeras? Beleza. A consequência será maior criminalidade. Trade off simples.

    Ou seja, a adoção de uma política liberal de accountability, leva, segundo você, a uma solução pior.
    Mais um pouco e você fala: "quer políticos que trabalhem bem? Parem de ficar investigando tudo que ele faz!"


    P.S.: você diz que "parece que tem liberal que quer proteger os funcinhas mamadores de farda. Será que tem aí alguma fixação ba farda dos caras?"

    Pois bem, se o jogo é esse, eu também quero jogar
    .

    Galvão!
    Corre aqui que alguém sentiu. Vestiu a carapuça direitinho!
  • Márcio  22/04/2022 15:21
    Ui! Segura a franga, doçura! Estou jogando estritamente de acordo com as suas regras. Se você ficou putinho, fique bravo consigo próprio.

    Aliás, é engraçado isso: você faz piadinha de cunho homoerótico (por mim, tudo certo), eu entro na brincadeira e faço o mesmo, aí você fica puto! Haha. Isso é que é entregar a carapuça.

    De resto, pensava ter sido bastante claro em meu posicionamento, mas sempre me esqueço da falta de intimidade do brasileiro médio com a leitura. Não basta apenas escrever. Tem de desenhar e colorir com canetinha hidrocor, senão os coitadinhos não entendem.

    Vou tentar de novo, paciente que sou: o problema não está na accountability. Inclusive, fui bastante explícito em minha defesa da accountability — defesa esta que você convenientemente ignorou (afinal, não seria possível lacrar sem ignorá-la).

    O problema está no politicamente correto que nos açoita hoje. Se um policial flagra um meliante preto cometendo um assalto, e ele (o policial) utiliza de métodos brutais para conter o assalto, ele (o policial) será processado, expulso da corporação e até mesmo preso.

    A bandidagem, sabendo disso, deita e rola. Não é opinião minha. As estatísticas mostram isso (seja nos EUA, seja em SP).

    Semana passada, aliás, circulou na internet um vídeo de um policial de São Paulo, à paisana, mandando bala num assaltante que estava numa moto. Esse policial está preso.

    Mas, segundo você, é assim mesmo que tem de ser.

    Ok. Beleza. Já eu digo que, sendo assim, a criminalidade irá aumentar. Por causa do politicamente correto e da proteção dada a bandidos, principalmente os bandidos pretos.

    Aí você vem me acusando de afirmar que accountability piora as coisas. Não. O politicamente correto, a militância da imprensa e a idolatria a bandidos é que pioram as coisas. E câmeras em policiais é apenas uma maneira que essa gente encontrou para exercer ainda mais seu poder destruidor.

    Com todo o apoio seu.

    Apenas tenha a hombridade de assumir as consequências de seus atos.


    P.S.: agora sinta-se livre para dar seu chilique aí dizendo que eu querer hombridade é uma apologia da heteronormatividade, a qual atenta conta a fluidez do seu gênero.
  • Luan  21/04/2022 17:17
    Sobre a policia e as câmeras, o que acham?

    São apenas mais um instrumento para limitar a ação da polícia e deixar os bandidos mais livres. Colocar uma câmera que só inibe a atuação só irá deixar mais inseguro. Se sem a câmera já não há segurança para policial agir, imagina com.

    O problema das câmeras é que embora sejam uma boa ideia, no fundo sabemos que as esquerdas querem elas para poder fazer proselitismo para bandido. Não existe uma boa ideia no mundo que a política brasileira não consiga perverter, então algo que deveria ser usado como sistema de fiscalização e ate de proteção ao policial, acaba virando mais um sistema para proteger bandido e pressionar a policia.

    Câmera sempre será usada como prova contra os policiais durante o inquérito policial militar e posteriormente na ação judicial. Só sendo muito ingênuo para achar que as câmeras serão usadas para provar a inocência de algum PM durante o processo judicial. Não precisa ser brasileiro nato, até um que chegou aqui ontem, sabe o que vai acontecer com as câmeras.

    Policial xingou alguém? Punição administrativa. Policial matou alguém em ação legítima? Distorção da mídia, perseguição do MP, expulso da corporação. Bandido matou PM? 3 anos de cadeia - depois de 25 anos de processo - e habeas corpus do STF para fugir pro Paraguai.

    Se o policial faz alguma coisa, então é abuso de autoridade. Se o policial não faz nada, então é prevaricação.
    De qualquer forma o policial sempre estará errado. Não à toa, há vários juízes que entendem que não deveria nem ter operação policial. Se depender desse povo não existiria nem a polícia militar.

    Vou dar um exemplo: se a PM passar e ver dois maconheiros, agora com as câmaras, em vez de deixar quieto ou somente dar um sermão, o sistema agora terá que lavrar TC. Bandido perigoso com 7 condenações agora vai assaltar, e não vai levar tiro. Agora imagina quantos desses o Brasil não tem? Outra coisa, os próprios policiais vão fazer corpo mole para ocorrências perigosas para evitar responder num caso de eventual risco jurídico.

    Será coincidência que a violência explodiu em SP depois que colocaram essa "coleira" na PM? Era óbvio que isso iria acontecer. Está tendo uma percepção que o uso disseminado das tais câmeras, está fazendo a policia pegar mais "leve" com bandidos (em muitos casos, corpo mole mesmo) e isso, por consequência, está causando o aumento da criminalidade em SP (especialmente na capital).

    O problema no Brasil não é o excesso policial, é o excesso de bandidos mesmo. E da selvageria deles. E da falta de punição. Essa queda da "letalidade policial" reflete menos bandido sendo morto do que letalidade de inocentes. Num cenário de selvageria como o que vivemos, menos um assassino no mundo são mais vidas inocentes poupadas. E a imprensa/esquerda usa esses dados de queda de letalidade policial por que nada incomoda mais a eles do que bandido sendo morto pela polícia. Pergunta se eles se incomodam com os milhares de inocentes que levam tiro na cabeça diariamente nesse país por causa de um celular roubado...

    É preferível que o policial tenha o benefício da dúvida na hora de agir. Com as câmeras ele tem que ser muito cuidadoso porque tudo será usado contra ele. Eu quero o direito dele poder ter a dúvida se ele faz certo ou faz errado.

    Para finalizar, já que tem que colocar câmeras nos policiais... Vamos colocar nos professores também? Tem que ter câmera em toda sala de aula, desde a pré-escola até os corredores das federais. Tem que ter câmera nos presídios também. É pela segurança dos presos, para fazer o enforcement da proibição de entrar de produtos não permitidos em presídios. Celular, drogas, etc... Aliás, acho que devemos colocar câmeras em todas as ruas e vielas de todas as favelas. 24h de gravação ali. Ninguém quer colocar? É pela segurança dos moradores. Inclusive eu acho que temos que colocar câmeras em cima de todos os profissionais. Todos. Você aí que não permite seu empregador te gravar e gravar 100% do tempo o que você faz, você não quer mais segurança? Por que não permitir isso? E aí, topa?
  • Thiago  21/04/2022 15:39
    Pesquisem em inglês sobre fábricas e armazens de alimentos pegando fogo nos EUA... São muitos só nesse ano, a inflação dessa vez não é só monetária, estão atacando tbm a oferta.
    Junte-se a isso ao que está acontecendo no porto de shangai, centenas ou milhares de navios parados, estão atacando a oferta de todas as formas.

    E tudo senhores, para controle totalitário mundial ao estilo chinês, ou livro 1984, ao gosto do freguês. O protótipo de teste do passaporte sanitário que cada país teve na covid se tornará universal e ao controle da ONU/OMS no próximo surto.

    Despertem enquanto ainda há tempo e preparem-se da melhor maneira que conseguirem para o que virá.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  22/04/2022 00:16
    Todos que estão fazendo isso tudo isso que disse não passam de vermes imundos que deveriam ser exterminados em legitima defesa. A existência deles é quem deveria acabar. É o tempo qeu está acabando pra eles. E eles irão pro inferno.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  22/04/2022 00:23
    E outra coisa. Deveriam é incendiar as fábricas dessas inesgotáveis vacinas (que nem deveriam se chamadas de vacinas) e as casas de todos os dos donos dessas companhias farmacêuticas também. E de todo mundo que cumpre essas ordens de vacinar a força também. Aí eles vão ver a mensagem. Vai ter guerra, e ela é pra 2, por mais que queiram ter o monopólio da violência e tecnologia pra exterminar 99% da raça humana. Os planejadores de tudo isso não passam de doentes mentais com um destino certo já traçado. Que é o inferno. O David Rockfeller já foi pro colo do cão. E é disso que eles tem mais medo. Eles não são super humanos invencíveis não. São apenas endemoniados e influenciados por porcarias.
  • Imperion  21/04/2022 17:32
    DXY a 100.50
    Real a 4.62
    Real se fortalece e o dólar também
  • anônimo  22/04/2022 03:23
    [Link]blocktrends.com.br/congresso-deve-aprovar-regulacao-de-cripto-isso-e-o-que-voce-deveria-saber-sobre/[/link]
  • Felipe  22/04/2022 15:08
    O membro mais durão do Fed (James Bullard) declarou sobre a possibilidade de se aumentar os juros em 75 pontos base. Tempos atrás ele disse que seria bom um juro americano acima de 6 %.

    Com isso, juros longos americanos subiram. Os juros longos estão mais altos que os da China, que resultou em uma abrupta desvalorização no renminbi chinês.

    Gasolina subiu de novo nas bombas.

    - Preço no mercado internacional em real brasileiro;

    A Petrobras pratica preços internacionais mas ela pode colocar o preço que quiser, já que é um monopólio. Pode tanto em atrasar os repasses quanto em não abaixar preços mesmo quando o preço da gasolina no mercado internacional cai.

    E sabendo que o Brasil é o país com o maior percentual obrigatório de álcool, a alta dele também impacta nos preços das bombas. Só que quando o álcool cai de preço, isso pouco altera no preço da gasolina vendida nas bombas, já que o setor de postos é pesadamente regulado e tributado.
  • anônimo  22/04/2022 16:55
    E o dollynho vai a 4.78 hoje


    [Link]www.google.com.br/amp/s/www.seudinheiro.com/2022/bolsa-dolar/dolar-salta-mais-de-3-hoje-veja-tres-fatos-que-explicam-a-disparada-da-moeda-norte-americana-lvit/amp/?espv=1[/link]
  • Joao Paulo  22/04/2022 18:03
    Como diria (ironicamente) o Alexandre Porto:
    "Imprimir dinheiro não vai causar inflação. Fonte: Confia"
  • Rafael  22/04/2022 19:29
    Inflação americana 8.50% em março.

    FED decidindo se sobe 0.50/0.75% na próxima reunião.

    Investidor de título americano ansioso para saber se perderá 7.50/7.25% ao ano.

    O gringo que não é bobo já veio pra cá há muito.
  • Indignado  23/04/2022 00:12
    Se Lula vencer, o que farão? Vocês contam com essa possibilidade como algo provável?
  • Ítalo   24/04/2022 01:51
    Eu vou apostar na valorização do real contra o dólar.
    Vou apostar no crescimento do Brasil mais acelerado que no resto do mundo.
    Vou apostar em maiores lucros dos bancos e maiores aumentos salariais.
    Vou apostar na redução da pobreza no país

    Bem, posso estar errado nas minhas previsões , mas pelo menos foi tudo que ocorreu de 2003 em diante
  • Marsili  24/04/2022 22:33
    De 2003 em diante, o Brasil não cresceu mais do que no resto do mundo. Ver o primeiro gráfico:

    www.ecodebate.com.br/2018/05/16/brasil-quatro-decadas-de-baixo-crescimento-economico-sendo-duas-decadas-perdidas-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

    Quanto à pobreza, bom, o numero de pessoas na extrema pobreza em 2017 era o mesmo de 2004. Ver gráfico 1.

    www.ecodebate.com.br/2018/08/13/aumenta-a-pobreza-e-a-extrema-pobreza-no-brasil-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

    Por fim, sobre salários e lucros, estes aumentam continuamente desde 1994.
  • Ítalo   24/04/2022 23:11
    Ah tá bom Marsili!
    Vai querer me dizer agora que o desempenho econômico e social do governo Lula foi pior que FHC, Temer e Bolsonaro.
    Preguiça desse pessoal
  • Marsili  25/04/2022 13:13
    Eu, hein? Você cita alguns pontos, eu gentilmente os rebato mostrando fatos e dados, e você fica bravo?

    Parceiro, se o que você quer é falar o que lhe der vontade sem ouvir respostas, compre um diário.


  • Felipe  25/04/2022 13:31
    Legado do inchaço no funcionalismo federal e da farra dos bancos estatais. A taxa de crescimento do M1 nesse período era pornográfica.
  • Felipe  24/04/2022 15:19
    Analisando a variação anual do M2 nos EUA, conforme previsto em um artigo no Mises Institute, em algum momento o índice de preços americano irá começar a ceder.

    O crescimento anual do agregado começou a cair após fevereiro de 2021. Em fevereiro de 2022, a variação anual foi de 11 %, próxima à vista em dezembro de 1983.

    Peguei o mesmo M2 de outros países. Notem como o agregado começou a acelerar na China só mais recentemente. Nesse gráfico, é fácil saber por que a inflação de preços no Japão e na Suíça continua entre as menores do mundo.
  • rraphael  25/04/2022 19:29
    em que pé anda aquela conversa de liberar acc em dolar ? oficialmente ja virou lei, vai começar , dolar so na base de exchange / acc internacional ainda ?
  • Paulo  24/04/2022 15:20
    Os EUA é capaz de exportar inflação ao Brasil com os itens precificados em dolar, como insumos?
  • Trader  24/04/2022 22:37
    A carestia ocorre via commodities, que são precificadas em dólares no mercado global e que, neste ano, já subiram mais 50% em dólares (petróleo e grãos, majoritariamente) . O dólar teria de desabar apenas para ficarmos no zero a zero. Mas isso (ainda) não ocorreu.
  • Daniel Cláudio  24/04/2022 22:43
    Sim, e isso explica por que os IGPs seguem altos. As commodities (que formam o IPA, que por sua vez representam 60% dos IGPs) dispararam em dólares, e a disparada foi maior do que a queda do dólar em reais.

    Se o real não tivesse se apreciado (graças à alta da Selic), estaríamos em hiperinflação já.
  • Bluepil  24/04/2022 23:38
    "Se o real não tivesse se apreciado (graças à alta da Selic), estaríamos em hiperinflação já."

    Essa é uma afirmação bem infundada e sem nexo, de onde tirou isso?
  • Daniel Cláudio  25/04/2022 13:15
    Pegue os atuais preços em dólares de todas as principais commodities que utilizamos (petróleo, gasolina, diesel, trigo, soja, milho, laranja, arroz, açúcar, cacau e demais), confira o tanto que elas subiram desde a invasão russa à Ucrânia, e multiplique por 5,70, que era o valor do dólar ao fim de 2021.

    Surpreenda-se.


    P.S.: é óbvio que utilizei o termo "hiperinflação" com muita liberdade. É óbvio que não estaríamos com 80% de IPCA ao mês. Estou apenas dizendo que, não fosse a apreciação do real, estaríamos em convulsão social devido à explosão dos preços dos combustíveis e dos alimentos.

    Melhorou?
  • Celso  25/04/2022 03:00
    Mas o que faz o igp subir? O m2 ou a cotação do dólar?
    Aliás, há relação entre dólar e m2?
  • anônimo  25/04/2022 13:25
    Sessenta por cento do IGP é formado pelo IPA, que nada mais é do que os preços das commodities.

    Commodities são precificadas em dólar no mercado global. É o mesmo preço em dólar para todos os países do mundo.

    Commodities dispararam em dólares após a guerra na Ucrânia. A apreciação do real em relação ao dólar foi menor do que a disparada das commodities em dólar.

    Logo, IPA sobe, IGP sobe.

    No curto prazo, é isso.

    No longo prazo, juros baixos e expansão monetária geram desvalorização cambial e, consequentemente, commodities mais caras em reais.

    Vários artigos sobre isso neste site.
  • Celso  25/04/2022 18:22
    E por que "no curto prazo é isso"?

    Como que os preços sobem com a mesma quantidade de dinheiro? A velocidade de circulação da moeda magicamente se altera e depois volta pro seu lugar normal?
    Tem que ter mais moeda rodando de alguma forma na economia pros precos subirem dada a mesma quantidade de produtos. Ou alguma outra variável se alterando. A velocidade pode ser uma dela.

    Porque sim, não é a resposta
  • anônimo  25/04/2022 19:04
    O que eu escrevi acima não tem nada a ver com o que você respondeu. Você perguntou especificamente sobre IGP. Respondi especificamente sobre IGP. E só.

    Se quer saber como e por que preços (IPCA) sobem continuamente ao longo dos anos, então a resposta detalhada para sua pergunta está aqui:

    www.mises.org.br/article/2663/o-que-realmente-faz-com-que-os-precos-subam-continuamente-eis-a-explicacao-para-o-Brasil
  • Celso  25/04/2022 22:07
    Sim, quero saber por que preços sobem (subiram) através do indicador do IGP.
    O IGP por acaso é imune às variações do m2?
    Por que que na sua resposta vc meteu o IPCA no meio eu não sei. Estávamos falando o IGP
  • anônimo  26/04/2022 01:39
    Então complicou, porque eu já respondi exatamente isso que você pediu. Reveja a acima.

    IGP é 60% IPA. E IPA é commodities. E as commodities dispararam em dólares (por causa da guerra e da expansão monetária global em resposta à Covid).

    www.mises.org.br/article/3378/sim-a-inflacao-e-mundial-mas-nao-decorre-so-de-gargalos--e-pode-abortar-a-retomada-economica

    www.mises.org.br/article/3384/gargalos-quebras-nas-cadeias-nao-a-inflacao-geral-de-precos-sempre-e-um-fenomeno-monetario

    www.mises.org.br/article/3383/como-a-agenda-ambientalista-e-a-imposicao-do-esg-causaram-uma-crise-energetica-global

    Caso queira continuar girando em círculos, me avise de antemão, para eu parar de perder meu tempo.
  • Celso  26/04/2022 02:44
    Gargalos? Quebras nas cadeias? Não. A inflação geral de preços sempre é um fenômeno monetário
    Então o IGP sobe por causa do aumento do m2 e não por causa da guerra. O link que vc mandou já contradiz logo no titulo.
    E nada falase de curto ou longo prazo, como você tenta fazer crer
  • anônimo  26/04/2022 13:26
    Xadrez com um pombo...
  • Artista Estatizado  25/04/2022 18:24
    Lembre-se que o câmbio é um preço relativo.

    De forma bem grosseira, se duas moedas tem a expectativa de terem inflação de 10% ao mês pelos próximos anos, o valor de câmbio entre elas vai ficar aproximadamente constante, muito embora os preços estejam subindo rapidamente em ambas. É um concurso de feiúra.
  • Aluno  24/04/2022 23:50
    E vai ocorrer?
  • Aprendiz de EA  25/04/2022 19:20
    Muitos daqui já devem ter percebido, mas convém dizer que o preço das commodities explodiu ao mesmo tempo em que o dólar se fortaleceu mundialmente. Com o adicional de que esse fenômeno (DXY e CRB pra cima) ocorre desde maio de 2021.

    A relação sempre foi preço das commodities/expansão monetária. Ficamos cegos por um bom tempo achando que era preço das commodities/dólar.
  • Elias  25/04/2022 20:17
    Correto. Mas este é um fenômeno totalmente inédito. Ele nunca aconteceu antes na história do mundo do câmbio flutuante (desde 1971).

    É a primeira vez na história que temos commodities encarecendo em dólar e dólar encarecendo em relação às outras moedas do mundo.

    Odeio clichês, mas aqui é inevitável: estamos realmente em mares nunca d'antes navegados. São uncharted waters. É por isso que já se fala em convulsão social em países pobres importadores de alimentos (como a África).

    Nos dois últimos boom das commodities (década de 1970 e década de 2000), o dólar desabou. Neste de agora, o dólar está nas máximas.

    A guerra da Ucrânia (os países envolvidos são grandes exportadores de petróleo e cereais) ferrou tudo.
  • Trader  25/04/2022 20:24
    Prezados, não é o dólar que está forte. São as outras moedas (principalmente as do índice DXY) que estão fracas. Prova disso é que, quando houve os outros booms das commodities, não houve esta mesma carestia.

    Na Alemanha, por exemplo, os preços no atacado hoje estão subindo à mesma taxa que subiram após a segunda guerra mundial (como bem mostra o artigo). Isso não aconteceu nem na década de 1970 e muito menos na de 2000.

    Ou seja, o problema hoje é a fraqueza absoluta das moedas, algo que não ocorreu naquela época. Trata-se de uma consequência inevitável da ultra-keynesiana Teoria Monetária Moderna, adotada em resposta à Covid. Esse delírio não existiu nas outras épocas.
  • anônimo  25/04/2022 01:17
    Acucar subiu de 72 pra 255 de fev ate hoje
    Imressuonate
    Graos de 300 pra 380

    [Link]br.investing.com/indices/commodities-indices[/link]
  • anônimo  25/04/2022 01:28
    [Link]www.google.com.br/amp/s/www.moneytimes.com.br/ibovespa-baixa-das-commodities-ameaca-importante-patamar-para-o-indice/amp/?espv=1[/link]
  • anônimo  25/04/2022 11:22
    Dxy indo a 101.77
    Dolar 4.80
  • Apropriado  25/04/2022 15:28
    Pelo jeito encontramos o piso do dólar. Aproveitaram pra dolarizar?
  • anônimo  25/04/2022 17:51
    Sem grana. Quanto mais perto de 4.50 e a baixa. Garantia de lucros .
    Por outro lado 5 de maio mais uma do conpom.
    Ja se espera um aumento de 1 ponto. O real pode se valorizar.
  • Aluno  25/04/2022 17:52
    Concorda que foi o piso msm Leandro?
  • Leandro  25/04/2022 19:17
    Os funças do Banco Central estão em greve. As estatísticas monetárias não são atualizadas desde fevereiro. Não se sabe como estão o M1, o M2 e as concessões de crédito. Dá para acompanhar os saldos em caderneta de poupança com uma defasagem de 10 dias. E só.

    Logo, difícil fazer uma previsão.

    Se aquela tendência do início do ano se mantiver, não vejo dólar acima de R$ 5 — não de maneira sustentada.

    Se aquela tendência se intensificar, dá para ir para R$ 4,50.

    Se ela se inverter, aí os R$ 5 viram piso.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  25/04/2022 23:41
    Acho que a França inteira deveria entrar em greve geral no país só por causa disso :
    Veja as imagens.

    t.me/misteriosdomundobruno/4892
  • Leitor Antigo  23/05/2022 14:16
    Mizerávi acertou de novo...
  • Régis  23/05/2022 14:23
    Já repararam que todas as vezes que os funças do BC anunciam greve, e param de divulgar o Boletim Focus, a moeda melhora? Pode reparar. Nunca falha.

    Anunciaram greve em março e o câmbio teve uma apreciação absurda. Recuaram da greve no fim de abril e o câmbio despirocou. Voltaram a fazer greve duas semanas atrás e o câmbio novamente se apreciou.

    Tirem suas conclusões.
  • Felipe  23/05/2022 17:11
    Certo, mas como exatamente isso interferiria na taxa cambial?
  • Régis  23/05/2022 18:30
    As expectativas ficam menos contaminadas e o valor passa a se guiar mais pela realidade.
  • Anônimo  25/04/2022 16:44
    O fim do padrão ouro foi o pior desastre econômico do século XX, com efeitos maléficos na economia mundial só se acumulando por culpa dessas moedas fiduciárias sem lastro.
    Um Banco Central keynesiano de carteirinha imprime um mar de dinheiro e depois o povo acaba pagando por isso com a perda de seu poder de compra.
    Bretton Woods manda lembranças...
  • Uma pessoa  25/04/2022 16:44
    ""O Brasil, por sua vez, é um dos poucos que têm feito tudo certo."" Por enquanto,vamos ver ate aonde isso vai.
  • Thiago  25/04/2022 18:33
    Bitcoin é e sempre vai ser o melhor remédio para tratar deste cancêr intervecionista e inflacionista.
  • Outro Estudante  26/04/2022 06:38
    E a libra esterlina? Fizeram algum programa de afrouxamento quantitativo nela?
  • anônimo  26/04/2022 19:06
    Leandro, as noticias estao dizendo que as cimodities estao caindo e isso pode fazer o reeca ir a 5.20 por causa da valorização do dóllynho
    Tem logica isso? Das comodities cairem e o dollynho se fortalecer?
  • Leandro  26/04/2022 19:26
    As commodities não estão caindo. O que está havendo mundialmente é fuga geral para o dólar. O índice DXY voltou para os mesmos níveis em que estava no ano 2000, quando o euro ainda nem existia e o dólar reinava. O euro hoje está nas mínimas em relação ao dólar.

    As tensões geopolíticas, em conjunto com o início do aumento de juros nos EUA, estão fazendo todo mundo ir para o dólar.

    Aqui no Brasil o movimento está sendo de venda de ações e compra de dólares, o exato oposto do que estava ocorrendo há um mês.

    Enquanto isso estiver ocorrendo (o Ibovespa já caiu de 121.500 para 108.000), não há teto para o dólar.
  • Felipe  26/04/2022 19:48
    Sorte do dia: os juros brasileiros continuam atraentes e o M1 está sob controle.

    Bom, precisamos de atualizações. Com a greve, parece que hoje já saíram alguns dados da pesquisa Focus.
  • Felipe  01/05/2022 23:55
    Se você tiver essa curiosidade, fiz um comentário compilando as altas históricas tanto do dólar americano quanto do real brasileiro. Sobre a questão da alta do dólar depois dos atentados de 11 de setembro, o que eu disse faz sentido?

    Nessa semana teremos alta de juros tanto no Federal Reserve System quanto no Banco Central do Brasil. Eu se fosse o Roberto Campos, aumentaria mais nessa reunião, principalmente porque nossos vizinhos, com menos risco do que o País, estão aumentando já em 100 pontos base (como a Colômbia).

    Você disse que os investidores estão vendendo ações aqui no Brasil para comprar dólares. Será que o fato de as commodities estarem caras não poderia tornar esses títulos atrelados atraentes aqui no Brasil? Pensemos em ações de empresas ligadas ao setor de produção de commodities.
  • Imperion  02/05/2022 13:54
    Depois da alta das commodities, o mercado passou a achar que elas estão nas máximas e começaram a já apostar nas quedas. Quem comprou ação de empresas exportadoras de commodities na baixa e vendeu agora ganhou muito.
  • Vladimir  28/04/2022 15:27
    PIB americano negativo no primeiro trimestre. Esperava-se um crescimento de 1,1%. Veio uma queda de 1,4%.

    Na Alemanha, inflação bateu novo recorde.

    Estagflação. E com juros reais extremamente negativos e gastos recordes dos governos. Pela teoria keynesiana, não era para acontecer.

    Keynes morreu de novo.
  • Anônimo  28/04/2022 17:52
    Países com alta capacidade de produção mineral e energética como Brasil e Canadá deveriam lastrear suas moedas no Ouro e outras commodities.
    Com esses keynesianos no comanda do BC americano e o tio Bidê na Casa Branca ficar com reservas em Dólar será um risco cada vez maior.
    Deveria ser feito um novo acordo ao estilo Bretton Woods só que modernizado, tipo um padrão Gold + (Ouro +), sendo que o + (plus) poderia representar outras commodities para lastrear a moeda além do Ouro (prata, paládio, ródio, nióbio, pedras preciosas, petróleo, gás, etc).
    Deveria ser feita uma redefinição das potências ocidentais com uma nova aliança de países liderando a economia do mundo livre, essa aliança poderia ser o bloco CANZUK (Canadá, Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia).
    Desses 4 países 2 são grandes potências energéticas e minerais (Austrália e Canadá), 1 é potência financeira (Reino Unido tem o segundo maior centro financeiro do mundo) e o último é um importante polo de turismo (Nova Zelândia), sendo que essa ilha tem a sua volta uma área de oceano ainda pouco explorada, ninguém sabe quais recursos naturais estão escondidos ali).
    O Ocidente está mal representado e o mundo precisa de uma alternativa para o dólar que não o Bitcoin, uma nova moeda precisa surgir das cinzas inflacionárias lastreada em ouro + outras commodities para não se repetir o erro de Richard Nixon ter acabado com o padrão ouro.
    Até o Brasil poderia se beneficiar do resurgimento do lastro das commodities pois somos também uma grande potência energética.
  • Felipe  28/04/2022 18:04
    Não queria estar no lugar dos democratas em Casa Branca.

    Se continuar a retração, é um sinal de recessão e, portanto, correção.
  • Ronald "Ronnie" McCrea  28/04/2022 19:42
    ''Deveria ser feito um novo acordo ao estilo Bretton Woods só que modernizado, tipo um padrão Gold + (Ouro +), sendo que o + (plus) poderia representar outras commodities para lastrear a moeda além do Ouro (prata, paládio, ródio, nióbio, pedras preciosas, petróleo, gás, etc). ''

    Ouvi dizer que com a ordem executiva 11110 de John F. Kennedy lá pra década de 1960, ele queria que fosse imprimidos notas de 2 e 5 dólares e todas lastreadas em prata e meteram bala na cabeça dele.
  • YURI SAO CARLENSE  30/04/2022 05:05
    Leandro, uma dúvida:

    "Se você utiliza um imóvel como garantia para uma dívida, e o valor deste imóvel desaba, você se torna insolvente."

    Se o devedor continuar tendo condições de arcar pontalmente com a parcela do financiamento imobiliário (ou de um empréstimo livre com garantia de imóvel), em tese, não teria problemas, correto? Se o banco avaliou o imóvel por um valor e depois o preço desabou, teoricamente,penso que o devedor não pode ser considerado insolvente e o banco não poderia exigir quitação antecipada da dívida, considerando que seja mantida adimplencia nas parcelas. Estou certo?

    Penso que o maior problema estaria as margens de garantia (ações alocadas como margem de garantia) nas operações alavancadas no mercado financeiro e não tanto no mercado de imóveis. A não ser que, num segundo momento, o desemprego gerado por uma recessão oriunda do aumento de juros aumente inadimplencia dos financiamentos e aí sim o colateral desvalorizado não cobriria a dívida.
  • Trader  30/04/2022 18:13
    Se você utiliza um imóvel como colateral, e o valor dele desaba, então você está underwater.

    Você pegou emprestado $100 para comprar uma casa que vale $100. Se o valor da casa caiu para $80, e você deve $100, você tem de aumentar a sua margem. Ou seja, vai ter de vender algum ativo (o que depreciará outros ativos) ou terá de utilizar capital próprio (o que afetará seu consumo ou sua capacidade de investimento).

    Isso acontecendo com uma só pessoa, não tem problema nenhum, é claro. Mas se ocorrer generalizadamente por toda a economia, haverá um colapso bancário ou do consumo e do investimento.
  • Imperion  01/05/2022 12:16
    Isso ocorre perigosamente depois de uma expansão creditícia, segundo a TACE. Na expansão, o imóvel fica sobrevalorizado proporcionalmente por causa da alta demanda, e você compra o imóvel por esse preço caro.

    Daí o governo cessa a expansão do crédito, e o valor do imóvel cai proporcionalmente à queda do crédito.

    A maioria fica insolvente, pois nas vacas magras não têm dinheiro para manter o contrato (as parcelas são do preços alto da época da expansão).
  • Felipe  01/05/2022 20:05
    Em 2019, Paulo Guedes defendeu a ideia de moeda única, criando um "peso-real".

    Agora é a vez do Lula. Mas aí misturaria com o peso argentino?

    Uma moeda única seria interessante se fosse algo como o sol peruano. Aí todos os países poderiam usar o sol peruano e o dólar americano, como no Peru. A Argentina usando o sol peruano veria a inflação cair bruscamente.

    Porque, de fato, vários papéis flutuantes em fronteiras estatais sempre se tornam uma disputa de guerra cambial, na qual os mercantilistas ganham e o consumidor perde.
  • Felipe  02/05/2022 12:00
    "Aumento de preços e inflação: entenda por que está tudo tão caro no Brasil"

    Chamou-me a atenção esse trecho abaixo:

    "Na verdade, ela não é. A inflação tem uma função simples, mas importante: incentivar os consumidores a comprarem agora. Afinal, ao saber que o preço irá aumentar, a tendência é querer comprar logo. Com uma maior demanda, os produtores entendem que devem produzir mais bens, contratar mais mão de obra, fazer mais investimento etc. e, no fim, se cria um ciclo 'virtuoso' em que o dinheiro gira e todos os setores crescem.

    Mas tudo isso depende de um detalhe essencial: que a inflação cresça aos poucos."


    A inflação é boa, mas só quando é "pouca". Pouca quanto? Porque mesmo nos países desenvolvidos essa inflação já é prejudicial. Pegue exemplo do fenômeno shrinkflation, o qual implica em redução de massa e da qualidade dos produtos. Aqui no Brasil isso está bastante evidente. Nos EUA já teve, assim como no Reino Unido. Embora no Reino Unido tenha ocorrido o contrário já. Aqui no Brasil eu nunca vi nenhuma marca voltando a aumentar a massa do produto (acho que só vi uma, em farofas prontas).

    E a deflação americana no século XIX com décadas de prosperidade e pujança, o que eles me dizem disso?

    A diferença é apenas a velocidade: no Brasil se desvaloriza em 10 anos o que no Japão leva 50 anos.

    E, como sempre, o fenômeno monetário segue ignorado. Só os austríacos que sabiam disso.

    O pessoal keynesiano dos juros negativos precisa ser responsabilizado por isso (mas não vão ser).

    Interessante eles terem mencionado a falta de óleo de palma na Indonésia, por falta de mão de obra. Não sei se isso é recente mas, nos últimos dias, o governo indonésio proibiu exportações do produto. Encontrei pouca coisa sobre a falta de trabalhadores indonésios, mas parece que tem relação com a vizinha Malásia e Singapura. Falando de Indonésia, interessante ver que a inflação de preços deles está baixa. Marcou apenas 2,64 % em março (valores anuais), bem abaixo da meta do banco central de 4 %.
  • Vladimir  02/05/2022 15:25
    Entendeu a encrenca? Décadas de ignorância keynesiana ensinada nas universidades causaram isso. Não será nada fácil reverter o desastre.
  • Égênial  02/05/2022 16:26
    Ignorância não, é um dos melhores programas de transferência de renda que existe. Dos mais pobres para os mais ricos...
  • Felipe  03/05/2022 00:27
    Curioso é esse artigo do Federal Reserve of Saint Louis, onde eles dizem de que a inflação é quando a oferta monetária cresce mais que a oferta de bens e serviços. Acertaram mais do que muitos acadêmicos. A pessoa que escreveu isso deveria ter avisado ao Powell e ao diretório do Fed...

    Talvez se Bullard fosse o presidente, a situação estivesse melhor.
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  02/05/2022 15:47
    ""Na verdade, ela não é. A inflação tem uma função simples, mas importante: incentivar os consumidores a comprarem agora. Afinal, ao saber que o preço irá aumentar, a tendência é querer comprar logo. Com uma maior demanda, os produtores entendem que devem produzir mais bens, contratar mais mão de obra, fazer mais investimento etc. e, no fim, se cria um ciclo 'virtuoso' em que o dinheiro gira e todos os setores crescem."

    Típico argumento de quem é informado (ou manipulado mesmo) pela imprensa mainstream. Peguemos o Brasil dos anos 80. A inflação não era uniforme. Dia por dia, mês por mês, ela era diferente. Uma empresa em um cenário desses, perde totalmente a capacidade de planejamento financeiro. Como produzir mais e contratar mais se os preços dos insumos podem subir além do previsto no próximo mês e a empresa não conseguir honrar seus compromissos? Isso quando não se vê obrigada a reduzir sua produção (pois não conseguiu manter o nível de compras dos meses anteriores) e diminuir sua oferta fazendo os preços subirem ainda mais no mercado.

    Era o que ocorria lá nos idos dos anos 80. O pessoal recebia até o quinto dia e corria para as compras pois não saberia como seria o comportamento da inflação durante os próximos meses. Isso acabava gerando um círculo vicioso, em que todos que recebiam primeiro e chegavam antes compravam tudo que podiam (era comum as pessoas terem dispensas em casa com estoques para meses) secando as prateleiras, e quem chegasse dias depois tinha de pagar mais caro pelo que tinha sobrado (se sobrasse).
  • Bruno Souza  03/05/2022 19:06
    Inflação ao produtor na zona do Euro ficou em 5,3% em março. No mês!

    Em 12 meses, acumula 37%. Quase uma Argentina.

    No Brasil está em 18,3%.

    Simplesmente a metade.

    Neste ano, já sabem: é Bozo ou Barbárie.
  • Trader  04/05/2022 19:23
    Hoje na coletiva de imprensa o Powell turbinou as ações americanas totalmente no gogó. Exatamente como explicado aqui.

    ibb.co/yYFs9KY
  • Paulo  04/05/2022 19:47
    FED foi mais pombo que o mercado esperava. Previsível. Não querem provocar um crash na bolsa, e o americano continua pagando a festa via inflação..
  • Felipe  04/05/2022 22:24
    Interessante o seguinte: o Fed aumentou os juros em 0,5 ponto percentual.

    Hoje, o Reserve Bank of India aumentou em 0,4 ponto percentual, ou seja, foi menos falconista do que o Fed. Esse aumento do RBI foi feito em reunião emergencial (índice de preços deles marcou 6,95 % em março, valores anuais).

    Essa fala do Powell vi um pouco. Por completo eu li essa nota do FOMC.

    Vendo o início da fala do Jerome, sinto falta de alguém que analise a linguagem corporal dele. Parecia estar inseguro, apesar da voz grossa.

    O mercado financeiro ficou viciado nesses juros baixinhos.

    Hoje o COPOM subiu para 12,75 % a SELIC, com votação de maneira unânime. Em nota, disseram sobre a possibilidade de na próxima reunião ser possível um aumento menos intenso na taxa básica de juros.
  • Aluno  05/05/2022 15:38
    Temporário né?

    Sp500 já tá abaixo do q tava ontem
  • Trader  05/05/2022 16:41
    Hoje azedou geral no mundo inteiro. Sell-off generalizado em todas as bolsas. A NASDAQ tá caindo quase 5%.

    Todo mundo correndo para o dólar. O índice DXY está em máximas só vistas em 2000, quando o euro ainda não existia. Ou seja, em relação às outras moedas de papel, o dólar nunca esteve tão forte.

    E os títulos públicos americanos despirocaram. A taxa do de 30 anos sobe mais de 5% agora. Volatilidade de criptomoeda.

    Ou seja: tá todo mundo vendendo ações e títulos públicos ao redor do mundo, e ficando só com o dólar e com títulos de 3 meses (que é o único cuja taxa está caindo).

    A conta da expansão monetária e dos lockdowns chegou. E, para ficar mais gostoso, em meio a um ensaio da Terceira Guerra Mundial.
  • Aluno  05/05/2022 17:09
    OQue que aconteceu hj q azedou tudo?

    Pq ontem deu aquela subida forte e hj essa queda Td em tudo? O que que mudou?
  • Trader  05/05/2022 19:50
    Na teoria? Tensões geopolíticas.

    Na prática? Nada. Apenas o bom e velho "pânico", que ocorre rotineiramente e que serve apenas para tomar dinheiro da mão dos desesperados e repassar aos pacientes.

    Se você tem caixa, aproveite. Tá tudo incrivelmente barato (exceto o petróleo e as commodities alimentícias, é claro).
  • anônimo  06/05/2022 17:55
    É hora de aumentar o posicionamento nas criptomoedas ?
  • Felipe  05/05/2022 17:32
    Mas qual seria exatamente a relação da forte expansão monetária e dos trancamentos com o pânico de fuga ao dólar americano?
  • Trader  05/05/2022 19:54
    Em momentos de forte incerteza, corre-se para o porto seguro do dólar e dos títulos públicos americanos, principalmente os de curto prazo.

    Explicado aqui:

    www.mises.org.br/article/3028/e-bizarro-mas-faz-sentido-na-europa-investidores-estao-pagando-para-emprestar-dinheiro-ao-governo
  • bruno  04/05/2022 22:27
    Como o Dólar de Hong Kong consegue ter inflação tão baixa estando atrelado ao dólar quando o próprio dólar tem inflação maior?
  • anônimo  05/05/2022 13:51
    Economia de Hong Kong é pró-oferta. Era o segundo país com maior liberdade econômica. Lá as importações são liberadas.

    Os países que estimulam as exportações e impedem as importações são os que têm inflação maior .
  • Vladimir  05/05/2022 01:52
    Desde que a China assumiu o controle do país em 2019, nenhuma estatística dali é confiável. Infelizmente.

    Se o câmbio é ancorado ao dólar, é impossível ter uma inflação tão mais baixa que a americana, principalmente quando se sabe que a grande pressão está vindo das commodities, sendo que HK importa 100% de comida e energia.
  • Felipe  05/05/2022 11:38
    O fenômeno de estar tendo escassez de medicamentos está sendo causado pela explosão de demanda causada pela expansão monetária, como foi com o caso dos semicondutores, ou foi por outras razões?
  • Túlio  05/05/2022 13:57
    Não estou sabendo disso.
  • Vladimir  05/05/2022 14:06
    O sindicato dos hospitais afirmou que um dos motivos para a dificuldade de adquirir insumos é a guerra na Ucrânia, que atrapalhou a logística de entregas dos insumos importados.

    "A maior parte desses produtos químicos que são utilizados para a produção dos agentes farmacológicos no nosso país são feitos em países exatamente localizados ou nessa região onde a gente está tendo conflito, ou próxima dela, mas também na Índia, na China, que de alguma forma estão todos afetados pelo conflito", disse Francisco Balestrin, presidente do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Saúde do Estado).

    Já o sindicato da indústria farmacêutica afirmou que a fabricação foi reduzida por causa do preço tabelado, que não seria suficiente para cobrir os custos da produção. De acordo com o grupo, não há risco de escassez para farmácias de varejo, apenas para hospitais.

    "Para a população em geral não há o risco de desabastecimento de farmácia. Quando nós falamos em dipirona, a dipirona vendida no varejo não está faltando, essa tem em profusão, porque são produtos que têm os seus preços livres", diz Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma

    O preço é controlado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, ligada a vários ministérios e à Anvisa.


    g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/04/22/hospitais-publicos-e-privados-de-sp-enfrentam-escassez-de-medicamentos-pelo-menos-22-produtos-estao-em-falta-no-estado.ghtml


    Aí está, portanto. Controle de preços e, em menor escala, escassez de insumos, os quais são oriundos de uma região em guerra. E com os lockdowns na China a tendência é piorar.

    Nunca falha: está faltando algo? Pode olhar que tem controle de preços.
  • Felipe  05/05/2022 14:31
    Esses preços tabelados não existiram sempre? Eu sei que a Anvisa tem uma tabela de preços para várias coisas. Tem preço máximo ao consumidor e o preço máximo ao laboratório, de fabricante e afins. Mesmo sem ICMS, o preço máximo ao consumidor é um pouquinho maior em relação ao de fabricante.

    Seria uma ótima oportunidade de o Bolsonaro liberar esses preços. Não é possível que ninguém ali da equipe dele tenha visto esse problema.
  • anônimo  05/05/2022 16:32
    O problema do controle de preços já é antigo. Eles consideram que saúde é prioridade, portanto devem regular a produção. Impediram que pessoas ou empresas comprassem a vacina para se vacinar. Consideraram crime. E impuseram às farmacêuticas o preço de compra de cada uma. Ganharam poder e agora tabelam os insumos.
  • anônimo  05/05/2022 18:57
    Leandro, se o cdi esta em 11.25 e a selic agora foi a 12 .75, os juros enfim ficaram positivos?
  • Leandro  05/05/2022 20:14
    Olhando os últimos 12 meses, não.

    O CDI acumulado nos últimos 12 meses está em 7,18%. O IPCA no mesmo período está em 11,29%.

    Ou seja, os juros reais nos últimos 12 meses ainda estão negativos. Estão em -3,69%.

    Isso vai se inverter, em claro. Já foram de -7%. É necessário paciência.

    Olhando os últimos 12 meses, não. Longe ainda.

    O CDI acumulado nos últimos 12 meses está em 7,18%. O IPCA no mesmo período está em 11,29%.

    Ou seja, os juros reais nos últimos 12 meses ainda estão bem negativos. Estão em -3,69%.

    Isso vai se inverter, é claro. Já foram de -7%. É necessário paciência.

    Agora, se a sua pergunta é em relação aos 12 meses vindouros, aí muda. Sim, no momento, a perspectiva é, finalmente, de juros reais positivos — desde que a Selic fique como está (ou suba mais) e o IPCA se comporte como prevê o Focus.

    Mas esse tipo de futurologia não me interessa, pois depende de inúmeras variáveis totalmente fora do controle humano.
  • anônimo  05/05/2022 21:48
    Ae é que está. No passado temos juros negativos pelo acumulado E no futuro positivos pela previsao.
    Mas no dia de hoje , nao ha algum metodo pra dizer que no" presente dia de hoje , se estamos juros posivos ou negativos ou zero?
  • Bernardo  06/05/2022 00:43
    Compare o CDI mensal com o IPCA mensal.

    O CDI mensal está em quase 1%. Considerando o IR de 15% para aplicações com mais de dois anos, você tem hoje 0,85% ao mês líquido.

    Quanto foram os últimos IPCAs mensais? Pois é…

    Ainda estamos com juros reais negativos.
  • anônimo  06/05/2022 15:24
    Obrigado
    Chutando entao 1 por cento, março deu 1.62 de inflação(ipca)...
  • :)  06/05/2022 03:42
    Qual é o "end game" disso? Vai aparecer um Paul Volcker e subir as taxas de modo que a inflação seja resolvida? Se esse não é o caso e o FED está totalmente encurralado qual é o caminho pra resolver essa situação?
  • Felipe  06/05/2022 15:17
    O Paulo Kogos disse que em algum momento o Fed irá fazer isso. Agora eu não sei quando.
  • Felipe  06/05/2022 15:16
    Olhem que interessante esse artigo da Folha:

    "Alta dos juros vai controlar a inflação? Veja o que dizem economistas"

    Estão quase todos errados.

    Eles continuam ignorando o fenômeno monetário. Se a quantidade de dinheiro na economia sobe 50 % em apenas um ano, como é que não vai haver inflação de preços? Em dezembro de 2020, o centro da meta já havia sido estourado.

    Esse regime de metas de inflação é uma verdadeira geringonça e ele se mostrou mais errado ainda em 2020, com o COPOM achando que iria conseguir acertar a taxa básica de juros de 2 % e isso não traria nenhum resultado negativo.

    O que mais acertou nesse artigo foi o Gustavo Franco, pois ele citou o "excesso de estímulos". Ora, foi isso que o BCB fez em 2020. Tanto pela SELIC baixíssima, quanto pela compra de títulos do mercado secundário... e o governo piorou, vindo com a esmola emergencial e dando dinheiro para as pessoas gastarem. Além disso tudo, a taxa cambial se deteriorou com grande velocidade por aqui. Em 2020 o real brasileiro se desvalorizou do franco suíço ao quiate birmanês, do dólar americano ao peso colombiano.

    Eu suspeito que os economistas do Banco Central da Bolívia saibam mais de Economia do que muito acadêmico Brasil afora.

    Já que existe banco central, deveriam copiar o banco central singapuriano. Pelo menos lá eles se preocupam apenas com a taxa cambial e não ficam tentando prever os juros e um monte de cenário mirabolante. Até o da Bolívia é mais comedido. O que estraga é que a Bolívia é um país muito instável e hostil aos investimentos, o que explica a secagem das reservas internacionais para manter o boliviano ancorado ao dólar americano.
  • Leandro  06/05/2022 17:42
    Só agora que a boca do jacaré começou a fechar.

    ibb.co/N9M0ydz

    Faço apenas dois comentários:

    1) Ainda no fim de 2020, tinha gente (de todas as escolas econômicas, exceto a austríaca) dizendo que a disparada do IPA era irrelevante e não contaminaria os preços ao consumidor, o que significa que impressão de dinheiro e juros reais negativos não geravam carestia.

    2) Ainda hoje há quem diga que política monetária restritiva não funciona.
  • Felipe  06/05/2022 19:37
    Aqui no Brasil o índice de preços ao produtor disparou antes de muitos países do mundo, o que eu havia alertado à época e só recebi xingamentos. Nos países desenvolvidos o índice só foi disparar depois.

    Coisa aqui foi profissional.
  • anônimo  07/05/2022 00:33
    Foi mesmo. Há dois anos, todo mundo defendendo impressão monetária," fique em casa", auxílio pra quem nunca trabalhou." Etc.

    Qualquer fórum, facebook, se você contrariasse era todo tipo de xingamento.

    Moral da história: seja bom , mas não trouxa. Use seus conhecimentos pra investir, porque se os outros querem ser trouxas, que sejam.

    Com os índices disparados, os alimentos saltaram bem maia que a média: carne subiu 80 facinho. Nunca baixou. Agora com mais despesas, é o frango que sobe.

    Falta mesmo educação financeira pro povão.
  • Paulo  06/05/2022 20:37
    O IPCA esse ano de fato vai ser influenciado pelos combustíveis e energia; Mas isso não significa que aa alta dos juros não estejam funcionando. Só imagine onde estaria esses itens com a selic a 2%, já que são cotados em dolar, e onde estaria o dolar, com o FED subindo juros e a gente aqui naquela panaceira unicampista de ''inflação de custos''
  • Felipe  07/05/2022 17:06
    Falando de juros longos, o governo boliviano lançou títulos de 8 anos que estão pagando 7,5 %. Para um país com inflação de preços tão baixa (0,77 % em março, valores anuais), não parece muito ruim (claro, não dou conselhos de investimento).

    Será que isso ajuda nas reservas internacionais?

    Em 19 de abril desse ano, o Banco Central de Bolívia lançou uma nota, na qual eles afirmam que houve um avanço no balanço de pagamentos e no investimento estrangeiro direto. Aqui é o gráfico que aborda em valores trimestrais (até o terceiro trimestre de 2021), então a metodologia é diferente (não sei qual a melhor metodologia).
  • Antônio Davi  17/06/2022 00:49
    Imaginem o quê ocorreria no Brasil se a taxa Selic subisse para 100%?
  • anônimo  17/06/2022 10:30
    Para um valor desses, só se o país estiver em hiperinflação.
  • Fabian  17/06/2022 01:41
    Porque aqui não se fala sobre a situação deplorável da internet? Grupos extremistas se alastram de forma assustadora, fake news estão tomando conta de tudo (há estudos que falam de 30 notícias totalmente falsas para cada uma verdadeira), ideias antes consideradas repulsivas pela sociedade são discutidas livremente sem qualquer pudor, há fóruns onde usuários anônimos negociam desde drogas e pornografia ilegal até armas ou coisas até piores, hoje qualquer um sai divulgando conteúdo sem nem mesmo uma comprovação básica de identidade, discutindo desde investimentos à eficácia de medidas contra covid até a guerra na Ucrânia sem ter qualquer conhecimento ou formação sobre tais assuntos.
    A internet da forma como é hoje está causando um emburrecimento coletivo quase inacreditável, e já é evidente que toda essa ideia de descentralização e liberdade que muito se acreditava lá nos primórdios da rede falhou miseravelmente e que regulação é necessária para que a mesma cumpra seu papel.
    A questão é: o que vocês ganham em tanto evitar esse assunto? Visto que a situação piora a cada dia e não há solução fora do aparato regulatório, por que vocês não entram no debate ao invés de se esconder até que a coisa saia totalmente to controle?
  • Fernando  17/06/2022 14:46
    Quem realmente introduziu o discurso de ódio no Brasil, criando o "nós contra eles", "ricos contra pobres", "sul e sudeste versus nordeste", "quem não nos ama não presta" etc. foram Lula, os petistas e suas brigadas na mídia.

    Gentileza postar aqui frases suas nas redes sociais protestando contra a este verdadeiro crime de ódio.

    Pois é, não tem, né?

    Para vocês, se o ódio é "do bem" (ou seja, é do meu lado), então tudo certo.

    Apenas tenha a hombridade de assumir a verdade: você está puto porque a esquerda perdeu o monopólio do debate público. E, ao perder, se desmanchou, pois todo mundo percebeu que seu discurso não se sustenta.

    De resto, este site não apenas já abordou várias vezes o tema (ao contrário da sua "acusação"), como ainda apresentou as soluções:

    www.mises.org.br/article/2866/o-politicamente-correto-ataca-um-direito-humano-basico-a-liberdade-de-pensamento-e-de-expressao

    www.mises.org.br/article/2229/a-liberdade-requer-coragem--inclusive-para-ver-e-ouvir-o-que-nao-quer-

    www.mises.org.br/article/3214/para-que-serve-a-liberdade-de-expressao--e-quais-os-seus-limites

    www.mises.org.br/article/2934/na-censura-as-supostas-fake-news-a-maior-vitima-e-a-responsabilidade-individual
  • Bernardo  17/06/2022 14:50
    Normal. Enquanto a esquerda monopolizava todos os meios de comunicação, ela dizia defender a "liberdade de expressão" — isto é, a liberdade de apenas ela falar o que quiser contra quem quiser, sem sofrer nenhuma resistência.

    Qualquer crítica às suas ideias era imediatamente rotulada como "atentado à liberdade de expressão".

    Mas tão logo ela perdeu o monopólio, entrou em desespero, deu um giro de 180 graus e passou a falar abertamente em censurar as divergências — afinal, sem censura, suas ideias não prosperam.

    Não existe maior confissão de derrota e de inferioridade intelectual do que dizer que ideias contrárias às suas devem ser proibidas, pois, se não forem, perderam adeptos.

    Eu teria vergonha de sequer pensar isso.
  • rraphael  17/06/2022 17:28
    "regulação é necessária"

    sono ...

    la no inicio da internet ja era obvio que um dia ela seria tratada como ameaça pelo status quo

    e esse dai veio montado numa tartaruga
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  17/06/2022 20:49
    "A internet da forma como é hoje está causando um emburrecimento coletivo quase inacreditável"

    Como se antes, televisão, rádios e jornalecos também não fizessem o serviço. Mas uma coisa é digna de nota: como os "burros" da internet hoje estão conseguindo convencer tanta gente?

    "ideias antes consideradas repulsivas pela sociedade são discutidas livremente sem qualquer pudor, há fóruns onde usuários anônimos negociam desde drogas e pornografia ilegal até armas"

    E pelo entendimento seu, basta o governo criar um marco regulatório e pronto, todos esses problemas estarão resolvidos. Drogas, armas e pornografia ilegal deixarão de existir. Santa ingenuidade, Batman...
  • Bruno Souza  20/06/2022 14:08
    Alemanha: inflação ao produtor avança 33,6% na comparação anual de maio.

    einvestidor.estadao.com.br/noticia/bolsas-europa-operam-alta-recessao/

    Em relação ao mês anterior, a inflação ao produtor (PPI) subiu 1,6%.

    É a maior alta para um mês da série histórica.

    O vilão foi o preço da energia que subiu, em um ano, 87,1%.

    O país, aliás, anunciou hoje que volta a produzir carvão.

    A culpa, obviamente, é do Bozo, e a solução é votar em Mula.
  • YURI SAO CARLENSE  25/06/2022 03:45
    "Foi cunhada a expressão Lehman Moment, aquele momento em que um ator importante no mercado financeiro pode ir à bancarrota caso não seja salvo por outro ator ou pelo xerife do mercado.

    Recentemente, crise de liquidez da Celsius, envolvida em empréstimos de alto risco, deixou os cripto-investidores abalados com o receio de contágio mais amplo que poderia derrubar outros grandes players do
    mercado. Antes disso, o mercado havia sido sacudido pelo colapso da stablecoin Terra.

    Nesta terça-feira o CEO da FTX, o bilionário Sam Bankman-Fried, anunciou que sua plataforma de negociação de criptomoedas havia estendido um empréstimo de US$ 250 milhões à BlockFi, uma empresa
    maior do que a Celsius, tendo exercido o papel de lender of last resort. Na semana passada, Bankman-Fried já havia socorrido a corretora de criptomoedas Voyager Digital com um empréstimo de cerca de US$ 485 milhões em dinheiro e bitcoin.

    A diferença do mercado de criptoativos e os demais regulados é que no primeiro há o FED que emite moeda fiduciária do nada, enquanto o mercado de criptoativos depende de particulares dispostos a salvar os
    moribundos, para também salvar o seu negócio."


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