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Cinquenta tons de governo
Já é hora de os governados escreverem um novo best seller

Recentemente, durante uma viagem de avião, notei que pelo menos um terço dos passageiros estava lendo um determinado best seller. Isso me fez pensar.

Toda organização politicamente ativa e poderosa o suficiente para fazer lobby quer algo do governo, e o governo, sempre que possível, se mostrará extremamente satisfeito em aquiescer às demandas. Durante períodos eleitorais, tal relação se torna ainda mais explícita. Tudo não passa de uma troca de favores: votos em troca de poder e privilégios.

Uma outra maneira da colocar tudo isso: o governo aloca privilégios na forma de regulamentações específicas, de espoliação de uns em troca de favorecimentos para outros, de proteção aos favoritos e de punições aos não condescendentes. Todos os grupos de interesse e todos os partidos políticos têm ideias sobre como seu poder sobre nós pode e deve ser usado.

Para os que não são privilegiados e poderosos o bastante para entrar neste arranjo, como você e eu, será que realmente faz alguma diferença quem irá receber os espólios? 

Se você será tributado para o governo construir ciclovias ou para dar aumentos salariais ao funcionalismo, o resultado final é o mesmo: você está sendo proibido de utilizar uma parte da sua renda apenas para que políticos e burocratas possam satisfazer seus desejos. 

Se as regulamentações dizem que você não pode trabalhar em troca de um valor salarial que esteja abaixo de um valor estipulado arbitrariamente por políticos ou se elas proíbem você de comprar determinados produtos ou de empreender em determinadas áreas, o efeito final é o mesmo: sua liberdade de fazer contratos voluntários está sendo solapada.

Ou é proibido ou é obrigatório

O problema real é que todos se limitam a discutir interminavelmente apenas sobre como o governo pode e deve ser usado. Ninguém concebe tirar o governo de cena. O governo deve proibir gays de se unirem civilmente ou deve proibir empresas privadas de discriminar pessoas que optam pela união homossexual? Ou o estado proíbe alguma coisa ou impõe outra. Estes são os dois extremos de sua amplitude de atuação. 

De um jeito ou de outro, o estado está sendo utilizado para dizer às pessoas o que elas podem e o que elas não podem fazer. Neste sentido, esquerda e direita têm muito mais em comum do que aceitam admitir: ambas partem do princípio — para elas axiomático — de que o estado pode gerenciar a ordem social melhor do que a liberdade. Ambas têm planos sobre como o estado pode bem gerir as pessoas.

O governo deve restringir a circulação de automóveis ou deve estimular suas aquisições? Os bancos devem ser protegidos e estimulados a se fundirem ou devem ser estritamente regulados de modo a não poderem realizar outras atividades senão as bancárias? As grandes empresas devem ser subsidiadas e protegidas das importações ou devem ser tributadas ao máximo? Gordura saturada deve ser de consumo obrigatório como parte de uma nova dieta nacional ou deve ser proibida como sendo um risco à saúde? A gasolina deve ser subsidiada ou ainda mais tributada? Remédios devem ter seu acesso dificultado ou subsidiado?

Estes são os grandes debates da nossa era. Mas é óbvio que eles não representam debates. Fundamentalmente, são meras empulhações com o objetivo único de sacramentar o poder decisório do estado. Qualquer que seja a escolha dentre as opções acima, o real vencedor sempre será o governo, seus agentes, seus porta-vozes e seus poderes. Acima de tudo, será a consagração da nossa aceitação do estado controlando nossas vidas, nossas decisões e nossa cultura.  

Ou o estado me proíbe ou ele me obriga. Estas são as únicas opções ofertadas. E, incrivelmente, tal totalitarismo segue inquestionável pelo rebanho.

A carga tributária deve ser de 40% do PIB ou 37,2%? Deve incidir majoritariamente sobre a renda ou sobre o consumo? Qualquer que seja a escolha, a liberdade é a perdedora, e os direitos de propriedade se tornam cada vez menos garantidos.

Religiosos devem poder controlar o que vemos na televisão, o que lemos e o que fumamos, ou os ateus devem poder impor leis que impeçam as pessoas religiosas de se expressarem livremente? Qualquer que seja a escolha, está-se concedendo ao governo mais controle sobre a sociedade.

Essa é a grande tragédia de se viver sob o leviatã. O ser humano sempre terá ideias distintas e conflitantes sobre como as questões devem ser conduzidas. Isso é inevitável. O problema ocorre quando se delega o monopólio da tomada suprema de decisões para uma entidade amorfa e acima da lei. Quem deve ser premiado? Quem deve ser punido? Quem deve receber privilégios? Quem deve pagar a conta? No final, tudo se torna uma guerra entre grupos de interesse, cada um se esforçando ao máximo para ter influência sobre o estado e, com isso, viver à custa de todo o resto da sociedade.

E o que realmente é essa coisa a que chamamos de estado? O que é o governo? Trata-se de uma gangue envolta por toda uma estrutura institucional que cria regras arbitrárias, fiscaliza seu cumprimento e impõe punições aos dissidentes. Ao mesmo tempo, o estado e seus agentes vivem em uma dimensão paralela, completamente alheios e imunes às leis que eles próprios impõem ao resto da população. 

Nós não podemos roubar, mas o governo pode. Nós não podemos matar, mas o governo pode. Nós não podemos falsificar dinheiro, mas o governo pode. Nós não podemos sequestrar nem praticar fraude, mas o governo pode. Esta coisa chamada governo possui, obviamente, um forte interesse em manter seu poder, seu prestígio e seu financiamento. 

Que seus agentes queiram manter seus privilégios, embora moralmente condenável, é algo um tanto compreensível.  O que realmente não dá para entender é que pessoas que estão fora do esquema continuem defendendo a existência dele.

O camaleão e seu experimentos científicos

A natureza do estado é a mesma, independentemente de qual seja a estrutura do governo. Oligarquia, monarquia absolutista, monarquia constitucional, república presidencialista, república parlamentarista, democracia — todos têm uma característica em comum: eles criam uma casta privilegiada de cidadãos que vivem à custa de todo o resto do populacho.

Em uma democracia, o arranjo é ainda mais descarado. O governo consegue recrutar toda a população para defender a sua causa. O governo magicamente consegue fazer com que as pessoas se limitem a discutir apenas como o governo deve ser utilizado para se alcançar determinados objetivos econômicos e sociais. Que o governo sequer deve ser utilizado para tais fins é algo que não passa pela cabeça das pessoas. 

Enquanto esta alienação persistir, o governo continuará sendo o vencedor, para o regozijo dos grupos de interesse. Em uma democracia, a função de lobistas e de grupos de interesse é justamente a de recompensar a classe política por seus esforços, transferindo nosso poder e dinheiro para ela. Exatamente qual é a desculpa utilizada — e ela muda de acordo com o momento; algumas vezes sutilmente, outras, dramaticamente — é algo que não interessa ao governo.

O governo é um camaleão, perfeitamente jubiloso em vestir qualquer manto cultural ou ideológico que o permita se camuflar e se imiscuir com quaisquer que sejam as demandas sociais e culturais da época. Em uma democracia litigiosa — como todas são —, existem cinquenta tons de governo, cada tom apropriado para uma determinada época e lugar, cada tom adaptado aos propósitos do momento, todos com o interesse único de firmar seu controle sobre todos.

É disso que se trata todo o "espectro político". O governo nos domina e nós nos submetemos. Ele nos coloca em servidão e nós obedecemos à sua disciplina. Tem de haver uma boa desculpa para tudo isso, caso contrário jamais nos submeteríamos a tamanha humilhação voluntária.  

Temos de acreditar que o governo, de alguma maneira, em algum nível, está fazendo algo que nos agrade. Talvez, como dizem, o governo seja nós mesmos...

As pessoas gostam de dizer que, na Idade Média, na "era da fé", diferenças religiosas levavam a guerras. No entanto, alguns historiadores que se puseram a analisar aquele período mais detalhadamente observaram algo diferente: governos que querem fazer guerras adoram utilizar a religião como desculpa.

E o mesmo raciocínio se aplica à atualidade. Na atual "era da ciência", somos submetidos a um planejamento científico social no qual especialistas, com as mãos firme nas alavancas de controle, dizem às pessoas como irão utilizá-las. Se a desculpa apresentada será religiosa ou científica, ambientalista ou pragmática, nacionalista ou globalista, realmente não interessa para o resto de nós. Os direitos e as liberdades daqueles que terão de pagar a conta estarão para sempre sacrificados em prol da agenda política de terceiros.

Portanto, na próxima eleição, quando você estiver indo como um cordeirinho para as urnas, pense nos nomes dos candidatos e no que estas pessoas prometeram fazer por você e para você caso você sancione o direito delas de mandar em você. Afinal, sempre que votamos, nos dizem que nós fizemos nossa escolha voluntariamente e agora temos de viver com ela.

Mas é claro que, neste arranjo, não há escolha nenhuma. Um dia talvez percebamos de que não há nenhum sentido em nos submetermos a esta servidão consentida. Ainda haverá um dia em que revogaremos nossa dependência e rejeitaremos toda esta relação escravo-senhor, a qual é a base de sustentação de todo o sistema. 

Cinquenta Tons de Governo tem sido um best seller há centenas de anos. Já é hora de os governados escreverem um livro totalmente novo.



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Filipe Celeti  22/08/2012 07:19
    Tucker ataca novamente!

    E eu realmente estava pensando neste best-seller e na possibilidade de usá-lo para divulgar o libertarianismo...
  • Tiago Leal - Canguçu/RS  22/08/2012 07:34

    Perfeito texto. Infelizmente os eficazes mecanismos de alienação social não deixam as pessoas lembrarem de questionar as bases do sistema, somente suas superfluidades, e isso quando não estão entretidas no pão e circo (no Brasil entenda-se Bolsa Família e futebol/novelas). Tudo isso sem perceber que é a própria felicidade delas que está em jogo. É se submeter a se especializar num ramo profissional e trabalhar a vida inteira alienado como um cordeirinho em um emprego que não se gosta, anseando por uma suposta aposentadoria alentadora e ainda tendo trabalhado metade da vida pra pagar impostos que certamente não valeram a empreitada. E dizem que isso é o melhor que podemos ter. Foi-se o tempo em que o povo pegava em armas contra os déspotas no ocidente. Não sei quando o jogo irá virar, mas a história certamente nos condenará por essa extrema passividade. Hoje em dia parece que a forma mais eficiente de fugir às garras do governo é se isolando em uma comunidade auto-sustentável escambista e de energia solar na zona rural. Chega a ser ridículo, mas as vezes me pergunto se isso não seria felicidade.
  • Roberto  22/08/2012 09:04
    Concordo plenamente com o texto.
    Porém, qual é a alternativa possivel?
    Imagino como viáve diminuir ao máximo a participação do Estado em nossas vidas, porém não vejo como simplesmente suprimi-lo. Como o próprio texto cita, as pessoas são diferentes e agem de forma diferente e neste caso, quem regularia as relaçoes entre elas?
    Quem seria encarregado de gerir por exemplo a força policial para nos dar segurança?
  • anônimo  22/08/2012 09:15
    Roberto, é leitura que não acaba mais.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16
  • Angelo Noel  22/08/2012 09:05
    The
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  • Fabio  22/08/2012 12:57
    Muito Obrigado!
    Um dos melhores textos que eu tive o prazer de ler nos últimos dias...
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  22/08/2012 14:33
    Os textos do Jeffrey Tucker são sempre muito bons.

    Neste texto específico ele levanta um tema que não é percebido pela população.

    Esta implicito no debate de idéias na imprensa, escolas, universidades e partidos que o estado deve ser sempre grande, mas onde ele deve ser grande é que é discutido.

    Os temas liberais estão completamente fora de circulação na "grande" imprensa, o que é lamentável.

    Abraços
  • Carlos Eduardo  22/08/2012 15:45
    O texto do Tucker é, como sempre, implacável. Ainda acho incrível o fato de que tanta gente ainda vê como se fosse grande coisa uma disputa eleitoral ou de poder, por exemplo, entre partidos como PSDB e PT, achando que existe um verdadeiro universo entre os dois, quando na verdade os dois defendem dois lados de uma mesma moeda, de uma mesma linha intervencionista, totalitária e fiel cumpridora dos preceitos do estado fascista e corporativista, só que sob máscaras diferentes. Entender a falsidade dessa dicotomia é a chave pra sair dessa Matrix que é a tal "democracia". Abraços!
  • Augusto  22/08/2012 16:56
    "O governo deve restringir a circulação de automóveis ou deve estimular suas aquisições?"\r
    \r
    Geralmente, o governo tenta fazer os dois ao mesmo tempo. Eh desperdicio de dinheiro que nao acaba mais.
  • Marcus Benites  22/08/2012 17:22
    O texto é a síntetese perfeita do que pensamos. Entra naquela seleta lista de "texto que queríamos ter escrito". É a plena expressão do que sinto. Excelente.
  • Artur Fernando  23/08/2012 07:03
    Nós percebemos a tragédia que é o fato de as discussões se situarem dentro do campo hegemônico que é o estatismo... Engraçado que a esquerda radical acredita o contrário, que a discussão ocorre dentro do campo hegemônico da aceitação dos mercados do "sistema capitalista"...
  • Flaco Marques  24/08/2012 05:19
    Gostei bastante do texto. Lúcido e provocante.
  • Renato  24/08/2012 15:03
    Deve-se notar que a Constituição americana foi pensada no sentido de restringir a possibilidade de expansão das atribuições do governo. Ela foi traída, evidentemente.
  • Deilton  24/08/2012 20:20
    Sabe quando a pessoa começa bem, mas termina mal?

    www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/1139800-basta.shtml
    "A Anvisa é uma das agências fascistas que querem controlar nossas vidas nos mínimos detalhes, com sua proposta de exigir receita médica para comprar remédios tarja vermelha. É uma das pragas contemporâneas. "
  • Marcos Campos  26/08/2012 19:27
    Artigo fantástico e me agregou muita poder de argumentação sobre o assunto para essa época de eleições.

    Vocês já viram as notícias desta página do face?
    https://www.facebook.com/saepr?ref=stream
  • anônimo  15/01/2014 23:56
    Eu concordo parcialmente com o artigo. Há um detalhe que não foi analizado (e leia com atenção porque é meio confuso).

    O governo tem a liberdade de dar mais ou menos liberdade ao povo.

    Isso ocorre porque a liberdade não é algo contábil, e sim uma condição que varia de intensidade e presença. Uma redução de um imposto implica em mais liberdade financeira, pois adquiriu-se liberdade da parte reduzida do imposto para ser gasto no que a pessoa quiser. Porém haveria-se maior liberdade se o imposto deixasse de existir. Você até pode dizer que há uma liberdade "total" agora de tal imposto, ao invés de parcial.
    Então mesmo que no caso uma redução de um imposto ainda implique falta de liberdade do povo de aumentá-lo, reduzí-lo ou eliminá-lo, a redução implica em um passo em direção à liberdade.
    Isso aplica também a leis e restrições. Quanto menor for o poder de coersão de um governo, mais liberdade (do governo) o povo experienciará. Em teoria, um governo poderia cometer suicídio, mas isso é algo impossível de qualquer governo querer.
  • Pobre Paulista  16/01/2014 10:42
    Nonsense. Ainda que o governo dê a "liberdade" de cobrar 0% de impostos para as pessoas, que na sua análise significaria liberdade total, ele ainda detém o poder de alterar essa taxa para quanto ele quiser - e quando ele quiser. Isso não é liberdade. O governo não tem a liberdade de dar liberdade ao povo. O governo, apenas pela sua existência, acaba com a liberdade das pessoas, independentemente de suas atitudes.
  • Típico Filósofo  10/08/2014 15:23
    Confesso haver extraído um prazer curioso e indescritível desta leitura, como se fosse uma expressão bruta e simples de uma realidade grandiosa; que apesar dos versos reacionários, colocou-me em estado de êxtase ao elucidar que ambos os vértices do eixo classista pregam a presença da burocracia de maneira existencial. Entre tanta negatividade em um ano de apologia às cripto moedas e ao anti-estatismo, notar um prognóstico otimista da apresentação do estado durante a história me roubou calafrios de ansiedade e até mesmo uma realização sádica de alegria e ansiedade.

    Senti-me orgulhoso, corajoso e feliz; como em meus tempos de juventude a militar pelas ruas em prol dos meus direitos ao cinema subsidiado ou de forçar quaisquer outros reacionários das outras regiões do país a fazer algo pelo bem comum. Gozo de um prazer inenarrável e de um orgulho carnal de mim mesmo e das ideias que defendo: devo ao Tucker, que após tanta frustração, concedeu-me momentos de satisfação quase sádica.
  • Dam Herzog  10/08/2014 16:30
    Excelente artigo do Sr Tucker. Nos temos nesta epóca das eleições 03 candidatos cujos atributos são estatismo um disse que vai restatizará a Petrobrás é anti-privatização, aumentará a carga tributária e não disse nem uma vez a palavra liberdade e nem a defesa da propriedade. outro quer o socialismo que contem em si a ideia de coerção pois cada pessoa gosta de viver de sua maneira, logo sofrerá violência se quizer viver como gosta. Para mim socialismo significa violência, e toda pessoa que se diz socialista me mete medo por se tratar de pessoa violenta. Então já que falamos em eleição são 03 candidatos com uma mesma ideia socialista(violenta) estatista aumento da carga tributária, antiprivatista, corporativista,defendem o estado de compadres, opressoras das minorias, usam o governo para se reelegerem, ou seja mandato de 8 anos, aliciam terroristas chamando os de movimentos sociais.Querem até punir os eficientes e bem sucedidos com impostos sobre as grandes fortunas. Pregam a redistribuição de renda (esforço) coercitivamente (cano do revolver em sua cabeça).E tem aquele candidato pitoresco que nos disse que não sabemos o que é socialismo. Ele deve ser analfabeto pois nunca leu sobre Russia, Stalin, Lenine, Mao Tse Tung, Pol Pot, Fidel Castro, Korea do norte quantos milhões de pessoas foram mortos somente por não concordar em viver de outra maneira. O que tentei dizer acima se aplica a Dilma Russef, Aécio Neves e Eduardo Campos, cada um mais igual que o outro, nem liberdade de escolha de candidatos temos. A revista Veja é ajudada pelo PT que todo semana recebe uma dossier dos escandalos e roubos do governo cujos lideres cumprem pena na prisão da Papuda em Brasilia. E agora dizem que vão pagar a divida da Argentina fez acordo com Cuba secreto que só pode ser conhecido em 2028. Que opções temos? PS:não deixem de ver um video no you tube de Daniel Fraga. link: https://www.facebook.com/DanielFragaBR?fref=ts
  • Emerson Luis, um Psicologo  10/08/2014 18:44

    As pessoas estão tão acostumadas com a intervenção estatal em tudo que, além de sequer pensar na alternativa da autonomia, elas reclamam por ainda mais intervenções: "Devia haver uma lei para isso" ou "Essa instituição é mantida sem a ajuda do governo (que vergonha!)".

    * * *
  • Dom Comerciante  10/08/2014 21:01
    Período eleitoral me deixa nauseado.
  • Daniel costa  11/08/2014 14:28
    Só quero dizer obrigado a Tucker e a esse amigo que sempre nos traduz esses textos maravilhosos. Nosso trabalho é mesmo de formiguinha e parece estar muito longe de acabar.
  • Douglas de Souza Alencar  11/08/2014 17:03
    Olá amigos do Mises. Eu me deparo hoje com este texto do Krugman e quero compartilhar com vocês aqui. No texto ele diz claramente que a economia libertária não é realista, vive na ilusão. Gostaria que vocês refutassem este senhor pois sei com certeza que pra quem sabe mais do que eu(eu sou um leitor assíduo, mas não tenho formação acadêmica) isto não deve ser tarefa difícil. Abraços cordiais!

    www1.folha.uol.com.br/colunas/paulkrugman/2014/08/1498659-fosforo-e-liberdade.shtml
  • Helio Beltrão  12/08/2014 10:35
    Krugman está assustado com o crescimento das ideias liberais, e usa a velha tática de atacar um 'espantalho' do libertarianismo e não o verdadeiro libertarianismo.

    A refutação do artigo é simples. Libertários, ao contrário do que afirma Krugman, adoram regras, adoram regulamentações, adoram supervisão das empresas. Apenas defendem que um monopólio estatal desempenhará estas tarefas muito pior que órgãos não monopolistas, via o mercado.

    Na área industrial e de serviços, a certificação ISO 9000 existe e funciona muito bem, sem o governo. No comércio varejista, usa-se empresas certificadoras de todos os produtos eletroeletrônicos vendidos no varejo (pois eles são também responsáveis perante o cliente), que assegura que os produtos não explodirão, não matarão crianças,etc. Muito melhor que o Inmetro, que cobra e força todos os fabricantes a colocar um selinho que nada assegura. (assegura apenas a arrecadação e corrupção).

    Em um cenário de regulamentação e supervisão via um monopólio como o governo (o atual), garante-se que haverá a 'captura' das agências regulamentadoras pelas próprias empresas que estas devem supervisionar. Pois claro, há enorme incentivo para a corrupção, e também para uma simbiose entre governo e empresas, por exemplo, fechando o mercado para empresas entrantes ou potencialmente competidoras. Vide quando a TIM quis fazer uma oferta de preços baixos, e a Anatel vetou alegando "que a TIM não parecia ser capaz de entregar toda a demanda que teria àqueles preços". Piada.

    Krugman poderia aproveitar o fósforo e passar no seu palito, e torcer para que a luz o ilumine sobre a boa teoria econômica.
  • Douglas de Souza Alencar  12/08/2014 15:11
    Muito obrigado pela sua ótima resposta Hélio! É por isso que digo que um dos melhores acontecimentos da minha vida no campo da abertura da mente foi ter conhecido este site. Espero amadurecer muito a ponto de refutar todos estes mitos estatistas.
  • Thiago2  17/08/2014 18:08
    Olha isso! A burocracia brasileira é um caso perdido. Em julho, o Diário Oficial da União publicou a nomeação de uma servidora do Ministério da Micro e Pequena Empresa para ocupar o cargo de Coordenador da Coordenação da Coordenação-Geral de Serviços de Registro do Departamento de Registro Empresarial e Integração da Secretaria de Racionalização e Simplificação. Não há limites para o ridículo. Por Lauro Jardim
  • Charlton Heslich Hauer  19/08/2014 16:55
    Jeffrey Tucker disse:

    "Uma outra maneira da colocar tudo isso: o governo aloca privilégios na forma de regulamentações específicas, de espoliação de uns em troca de favorecimentos para outros, de proteção aos favoritos e de punições aos não condescendentes. Todos os grupos de interesse e todos os partidos políticos têm ideias sobre como seu poder sobre nós pode e deve ser usado."

    A casta mais privilegida, VERDADEIRAMENTE FALANDO, de todas as eras, de todos os impérios, e hoje isso é ainda mais evidente, é a classe das mulheres. A segurança DELAS, o bem-estar DELAS, a auto-estima DELAS, a vida DELAS... sempre foram colocados a frente dos dos homens. Homens sempre foram doutrinados a poupar as mulheres de qualquer sacrifício e dor, seja quando eram/são doutrinados a trabalhar, enquanto elas ficam na segurança do lar, seja quando são obrigados a trabalhar 5 anos a mais que elas, mesmo eles vivendo 8 anos a menos, seja quando eram/são forçados a ir para as guerras. Em quase todas as esferas que possamos imaginar, temos homens sendo discriminados, sendo expropriados, forçados a trabalhar como burros de carga para sustentar os privilégios ilegítimos femininos. Mas, o pior de tudo isso, é que a autonomia e os direitos naturais dos homens estão sendo violados todos os dias. Tudo em nome dos "direitos da mulher".

    Na verdade, os tais "direitos da mulher" não passam de assalto ao poder.

    Adam Kostakis fala que um dos três maiores objetivos do feminismo é a Punição Coletiva dos Homens. Para isso, elas primeiro tentam doutrinar na sociedade a Culpa Coletiva Masculina:

    "Um sistema legal imparcial, que trata os seres humanos como indivíduos, é uma barreira contra a punição coletiva. Eliminá-la completamente seria permitir a punição de muitos mais homens, com base no pressuposto de que são homens, razão pela qual as feministas têm lutado incansavelmente para derrubar a imparcialidade. Pouco a pouco, os agentes feministas dentro do governo, das instituições acadêmicas e do sistema legal têm substituído a agência moral individual e o Estado de Direito pela microgestão de pessoas. Como diz o mantra, o pessoal é político — isso é, cada vez mais, o negócio do Estado. Mesmo quando não explicitamente formulado assim, o princípio subjacente de toda a inovação feminista é fazer o Estado avançar de forma ameaçadora, cada vez mais de perto, sobre nossas vivências cotidianas, pessoais. Se o pessoal realmente é a mesma coisa que o político, então o politicamente correto deve ser a correção pessoal — um sistema perverso e generalizado de controle que escrutina cada movimento de um indivíduo, a fim de prendê-lo no lugar. Você deve ser pessoalmente correto, em termos de suas crenças, seus desejos, suas buscas, seus gostos — até nas piadas que você está autorizado a rir — de acordo com os padrões delas. São elas as autodeclaradas "vítimas" da sociedade, no entanto, as que são poderosas o suficiente para desfrutar de um almoço com o Presidente e definir os termos em que o Governo está a comandar a sua vida.

    A idéia não é a de que os homens devam superar todos os obstáculos em sua luta para serem politicamente/pessoalmente corretos. Afinal de contas, aqueles que estão exigindo que os homens executem este desafio diário são as mesmas pessoas que se dispõem a espancá-los com pedaços de pau enquanto eles tentam. A idéia é a de que os homens devam, por assim dizer, morrer tentando. A intenção é a de que os homens não consigam. Enquanto os homens medianos conseguirem viver pacificamente, e até mesmo com sucesso, mais e maiores incursões em seu espaço pessoal serão exigidos. É no ponto de falha — quando os homens não conseguirem viver de acordo com as regras cada vez mais constritivas estabelecidas para eles — é que eles podem ser punidos. A prova fica mais difícil a cada dia e a cada aprovação de uma nova legislação."
  • Coronalover  20/02/2022 17:30
    Uma atualização para a lista:

    Ou o governo proíbe as pessoas de injetarem substâncias no próprio corpo, ou as obriga.
  • anônimo  21/02/2022 00:59
    Textasso!!!!
  • Antônio Cipriano  21/02/2022 11:08
    Minha avó sempre dizia que mostrar um problema sem apresentar solução era inútil.
    Eu entendo tudo isso de que o governo ou impõe ou proíbe. Mas pra um cidadão como eu que sou jovem e tenho uma reserva guardada de modo que posso me mudar amanhã pra qualquer canto do mundo e me segurar um ou dois meses procurando trabalho, qual o lugar do mundo que eu posso viver que não tenha governo? Tipo, pode ser qualquer lugar, como um trecho do deserto do Saara que governo nenhum atue, ou uma ilha que o governo não tenha órgãos públicos estabelecidos
  • Hans  21/02/2022 13:03
    O ponto nem é esse. A questão é:

    1) Reconhecer o inimigo
    2) Entender como ele opera
    3) Entender o seu método
    4) Fazer as demais pessoas entenderem o perigo que ele representa
    5) Trabalhar para que elas passem a pensar como você (você é crucial na disseminação das ideias)
    6) Jamais — jamais! — se aliar a ele
    7) Fazer de tudo para evitar que as piores pessoas assumam o controle desta máquina

    Os pontos 4 e 5 são cruciais. São os mais importantes. Sem eles, nada feito. E você tem um grande papel em tudo isso.

    Entendido isso, e se você quiser coisas mais práticas, ei-las:

    www.mises.org.br/article/2352/para-desmantelar-o-estado-temos-de-ser-oportunistas-e-nao-gradualistas

    www.mises.org.br/blogpost/285/um-plano-de-governo-para-o-proximo-presidente-brasileiro

    www.mises.org.br/article/2341/se-voce-nao-gosta-do-governo-sob-o-qual-vive-deve-ter-o-direito-de-se-separar-e-criar-um-outro

    www.mises.org.br/article/1692/o-que-deve-ser-feito-para-nos-livrarmos-da-opressao-estatal

    www.mises.org.br/article/1452/a-esperanca-para-a-liberdade-esta-na-secessao--hans-hoppe-sobre-economia-filosofia-e-politica

    www.mises.org.br/article/1795/como-funcionaria-uma-sociedade-sem-estado

    www.mises.org.br/article/1788/a-economia-global-a-sociedade-livre-e-a-necessidade-da-secessao
  • Bluepil  21/02/2022 23:35
    Na teoria libertária, o ponto principal não é sobre o debate de haver governo ou não, mas sim sobre a análise das ações do governo sobre todo o mercado, e se ele atrapalha a sociedade como um todo ou não. Nós não buscamos argumentar o porque de o governo deve deixar de existir, mas sim de explicar como ele distorce todo o mercado por meio de suas regulações lobbystas e de suas politicas monetárias elitistas e mercantilistas, entre outras coisas.

    Quem quer o fim do estado são os ancaps, que são apenas uma parte da comunidade libertária.
  • anônimo  21/02/2022 13:05
    Toda vida em sociedade demanda que os cidadãos deliberem sobre os assuntos inerentes àquela sociedade.
    Até onde sei, sempre existiu algum tipo de governo em qualquer grupo de pessoas, em que eram estabelecidas regras.
    Alias, qualquer relação demanda regras. Isto posto, como não conseguiriamos negociar regras diferentes a cada transação que fossemos fazer ou a cada ato de nossa vidas (e.g. imagina que nao tenha governo e entao bati de carro com alguém, qual tribunal vai julgar? que relação previa eu tenho com aquele cidadão pra alguem ser obrigado a indenizar o ooutro? em caso de divergencia sobre o culpado quem arbitra?)
  • Imperion  21/02/2022 13:51
    Sem governo, uma terceira pessoa é selecionada ora fazer a acareação. Ambas as partes se sujeitam ao resultado, que é de acordo com os valores humanos. Por exemplo, intencional ou não, você destruiu o bem de outrem. O valor social é que vc tem que indenizar o que vc destruiu. Então a decisão do acareado é que vc indenize o bem.

    Caso vc se recuse, de acordo com as regras libertárias, ninguem dessa sociedade é obrigado a se associar a você. Então todo mundo sabendo que vc é imoral e não ressarce as coisas de sua responsabilidade, a sociedade inteira pode até não te prender, mas vc é banido.

    Na sociedade atual, se vc se recusa a se associar é acusado de discriminação, ou seja, dizem que vc é obrigado a continuar convivendo com quem te prejudica. Nos moldes libertários, toda a sociedade têm liberdade de afastar vc do convívio dela. Vc só pode viver na sua propriedade, mas não pode entrar na dos outros (o que inclui lojas e restaurantes). E em algumas não pode transitar na parte pública daquela sociedade, caso ela não queira.

    Ou seja, na prática, vc é banido. E sendo banido, rejeitado por todos, não pode trabalhar, comprar ou fazer comércio ali. Esse tipo de punição pelo seu crime, sem pena privativa de liberdade, é muito pior.

    Assim ninguém ficaria realmente impune pelos seus crimes. E tudo sem judiciário estatal.
  • anônimo  21/02/2022 19:38
    Mas que terceira pessoa é essa ? Quem paga?
    Se eu quero acareação com João e a outra parte quer com José , vai prevalecer a vontade de quem?

    Se sequer as vezes há consenso sobre o culpado do incidente, como vai se decretar alguém culpado? Teria que se contratar alguém pra ver quem é o culpado

    Alias, como a sociedade vai banir alguém? Aliás 2, como a sociedade vai saber?
    Hoje em dia não se sabe nem o nome do vizinho, vai saber a fica corrida do cara?

    Enquanto isso, o uber que fica impedido de trabalhar, talvez até acidentado, não consegue reaver nada do seu prejuízo pois não tem forca policial ou justiça legítima que force a outra parte pagar, caso essa outra parte seja de fato a culpada

    Enfim, não parece fazer sentido seu modelo

  • Ex-microempresario  21/02/2022 21:52
    Sempre a falácia do nirvana. Até parece que hoje se alguém bate no meu carro a polícia e o judiciário irão agir com toda a presteza e eficiência para garantir que a justiça prevaleça.

    Um amigo meu teve seu carro batido por um táxi. O motorista já desceu do carro dizendo o famoso "procure seus direitos". A PM apareceu e fez um Boletim de Ocorrência. Como o taxista não mostrava a menor intenção de pagar, meu amigo teve que pagar um advogado e entrar na justiça. A primeira audiência foi marcada para oito meses depois. Quando chegou na audiência, descobriu que o oficial de justiça não havia conseguido intimar o sujeito, porque no B.O. ele colocou como endereço dele o endereço do ponto de táxi. O advogado disse que mesmo que ele conseguisse no detran o endereço residencial do sujeito ( e seria necessário outro procedimento judicial), provavelmente o oficial de justiça também não iria encontrá-lo lá, afinal o cara passa o dia na rua. Meu amigo ficou com o prejuízo do carro e com a conta do advogado.

    Antes que perguntem, a polícia não tem absolutamente nada a ver com isso. Ela é rápida para apreender o carro de quem não paga o arrego para o governo (IPVA, licenciamento, multas), mas se você bate no carro de alguém isso é caso da justiça cível e a polícia não vai mexer um dedo para ajudar.

    Mas realmente os ancap´s não sabem o que falam e o governo é insubstituível...
  • anônimo  21/02/2022 23:43
    "Mas que terceira pessoa é essa ?"

    Um juiz privado ou qualquer cidadão habilitado em leis.

    "Quem paga?"

    O perdedor da ação paga pelo serviço prestado pelo juiz privado.

    "Se eu quero acareação com João e a outra parte quer com José, vai prevalecer a vontade de quem?"

    Não é a vontade de ninguém. Quem cometeu a falta paga com provas.

    "Se sequer as vezes há consenso sobre o culpado do incidente, como vai se decretar alguém culpado?"

    Com provas. Sem elas, como é atualmente, o inquérito se encerra.

    "Teria que se contratar alguém pra ver quem é o culpado"

    O estado é pago para fazer isso e não faz. Cobra o imposto, mas na hora de fazer o serviço, ele falha no inquérito e como resultado no Brasil somente 30 por cento dos crimes são solucionados.

    "Alias, como a sociedade vai banir alguém? Aliás 2, como a sociedade vai saber?"

    Banir é proibir a pessoa de conviver naquela sociedade. Se vc foi banido e mesmo assim se aventurar onde for, as forças locais te pegam e vc vai ser processado por desobedecer. Ser banido é ir morar no mato porque ninguém (a não ser algum trouxa metido a generoso) vai te ajudar, pois vc é um criminoso.

    "Hoje em dia não se sabe nem o nome do vizinho, vai saber a fica corrida do cara?"

    Tem gente que sabe tudo da sua vida. E quando a sociedade está atenta para defender seu território, a não ser que vc seja o homem invisível, é impossível vc não ser visto. É o estado quem tem agido contra o direito das pessoas de se defender a si própria, amigos e propriedades. Quem te ajudar é seu cúmplice.

    "Enquanto isso, o uber que fica impedido de trabalhar, talvez até acidentado, não consegue reaver nada do seu prejuízo pois não tem forca policial ou justiça legítima que force a outra parte pagar, caso essa outra parte seja de fato a culpada."

    Pra fazer pagar independe se é judiciário estatal ou privado. Vc tem que provar. Com todo o aparato criminal existente.

    A questão é que o estado é tomado por burocratas que cobram pelo serviço com impostos e não entregam serviços. No modelo privado, ninguém pagaria mês a mês. Economizaria pra quando precisasse. Profissionais privados disputariam o mercado e os preços baixariam.

    Enfim, não parece fazer sentido seu modelo.
  • Gilson  22/02/2022 01:25
    Mas no mundo inteiro a justiça funciona relativamente bem. Fique sem pagar uma multa e não queira voltar pra lá nem fazer escala no país pois não te deixarão entrar.
    Se vc bater em alguém erro culpado pode ter certeza que vc vai pagar. Se não souberem vão a juízo decidir. E tudo muito mais rápido.
    Só no Brasil com esses funças encostados que não funciona.
    Por que pra mim o anarcocapitalismo seria um caos. No exemplo da batida eu entendi o ponto, se você não tem um relação prévia com a pessoa não tem como a posteriori chegar s um acordo sobre quem vai julgar o que. E aí o prejuízo tá dado. A vítima pode até fazer "a caveira" pros seus amiguinhos mas o prejuízo não pode ser legalmente revertido
  • Bluepil  22/02/2022 03:56
    "Por que pra mim o anarcocapitalismo seria um caos."

    É natural pensar assim, considerando o nosso senso comum, mas observe que 'justiça' sempre foi um tema bem polemico durante toda a história humana.

    Não tem como saber exatamente como seria uma justiça privada, mas existem diversas 'ferramentas' sociais que existem nos dias de hoje, como boicotes, exposições de atitudes consideradas "imorais" aos olhos da sociedade, que levam aos tais "cancelamentos", e por ai vai.

    Além do mais, vale lembrar que o judiciário é uma das formas mais antiga de autoridade já criada, grande parte das primeiras sociedades organizavam-se por meio de lideres que julgavam o populacho como juizes, e até mesmo nos locais aonde menos haviam poderes estatais, ainda existiam juizes selecionados pelo populacho para julgar quem estava correto e quem não estava.

    O que dá para se concluir? Que uma forma de se fazer justiça sempre será criada por determinada sociedade, sei lá se a tal "justiça privada" predominaria em uma sociedade ancap ou não, mas eu tenho certeza que, em um cenário aonde o judiciário não existisse, as pessoas eventualmente se adaptariam, até porque a adaptação faz parte da própria natureza humana. Aliás, a justiça brasileira é um completo lixo, não é exagero dizer que o povo brasileiro hoje em dia já vive sem um judiciário, e a tal da policia raramente se vê fazendo algo de útil (apesar que ambos ainda existem, principalmente quando se trata em fuder o trabalhador médio e o pequeno empreendedor), eu mesmo geralmente vejo problema de brigas de transito sendo resolvidos pelos próprios envolvidos, menos quando alguém coloca a justiça brasileira no meio.
  • Jorge Caloi  21/02/2022 23:46
    Recentemente, no Brasil, duas pessoas famosas tiveram sua vida pessoal, profissional e financeira completamente dizimadas somente porque emitiram uma opinião politicamente incorreta (um deles, aliás, foi massacrado porque deu um "tchau").

    E o cara acima dizendo que no anarcocapitalismo não haveria punição para crimes hediondos…
  • Artista Estatizado  22/02/2022 10:25
    Imagino que esteja falando de Adriles e Monark. Essas pessoas foram massacradas por que são vistos como inimigos pela esquerda. Nesse caso, você não precisa fazer nada para ser perseguido. Eles tratam de inventar crimes do nada, e são muito organizados e cínicos para distorcer a lei e a lógica para atacar os adversários.

    Faça a mesma coisa com algo que a direita repudia e nada acontecerá, as vezes mesmo que tenha cometido crimes (Lula dá um tchauzinho).

    Não estou dizendo que o Anarcocapitalismo é impossível, mas esse não é um bom exemplo em sua defesa.
  • Imperion  22/02/2022 13:24
    "Se eu quero acareação com João e a outra parte quer com José, vai prevalecer a vontade de quem?"

    Ambos têm que concordar com a competência do juiz privado em julgar. Tal pessoa é um especialista que por criar um grande valor em julgamentos, sempre vai ser chamado para arbitrar, recebendo pelos serviços.

    Tem o caso do infrator não aceitar o juiz, de modo a dificultar ou impedir o processo. Fugir do processo também cabe punição. Já é assim nos processos estatais e não vai mudar só porque o sistema é privado.

    O processo também não tramitará em segredo, a sociedade toda saberá se uma das partes ficar dificultando a escolha do árbitro. E se o árbitro não for imparcial, ele não pega novos casos, já que ele não é funcionário estatal com emprego garantido.

    Aliás, se João e José tem opiniões diferentes, um deles ou ambos podem não ser habilitados em julgar. Nenhum dos dois pode fugir das leis e favorecer uma das partes.
  • Gilson  22/02/2022 16:14
    O problema é que todas as premissas que vc colocou estarão em aberto.
    Se hoje a gente entende que não pode fugir do juiz é que já há uma lei imposta nesse sentido

    Se hoje eu entro na justiça por questões miúdas ou distorcidas, a famosa litigância de má-fé eu sou punido. Mas pode ser que tenha tribunal que diga não tem problema a litigância de ma fe.

    Se hoje eu consigo na internet dados de gente que acionou a justiça, pode ser que num ambiente anarcocapitalista tenha tribunal que diga que não disponibilizará dado algum. E nada garante que as pessoas não queiram fazer negócios com ela.

    Imagina a Ambev discutindo contrato com os donos de bares e dizendo que só aceita resolver litígios no interbrew Tribunais associados SA (interbrew é acionista controladora da Ambev). Qual bar vai ter capacidade discordar dessa cláusula?

    Isso por que os bares e a Ambev tem uma relação contratual.
    Agora se eu não tenho relação contratual com uma pessoa qualquer que passou na rua, como vou discutir um acordo a posterior com essa pessoa se ela nao tem obrigação nenhuma.

    Quando alguém aceita um acordo privado "fugindo" da justiça o faz pois sabe que se for pra justiça pode perder e ainda ter que pagar custas advocatícia
  • anônimo  22/02/2022 17:52
    "Imagina a Ambev discutindo contrato com os donos de bares e dizendo que só aceita resolver litígios no interbrew Tribunais associados SA (interbrew é acionista controladora da Ambev). Qual bar vai ter capacidade discordar dessa cláusula?"

    Se a Ambev fizer uma jogatina com o juiz (que é sócio da Ambev), visto que ela esta prejudicando a comunidade, não tem nada que impeça os consumidores de a banir do comércio local. O que ela pode fazer? Enfiar cerveja na garganta de todos os consumidores pra permanecer no local. Ela ia ter que molhar as gargantas de todo mundo pra conseguir ser desonesta. E o sócio dela ia se queimar com a sociedade pra nada. Nunca mais ia arbitrar ali.
  • Imperion  22/02/2022 17:56
    "Mas pode ser que tenha tribunal que diga não tem problema a litigância de ma fe."

    Se isso acontecer nessa sociedade libertária, ela entra em colapso. Um dos pilares da liberdade da civilização é o sistema de justiça. A civilização não teria passado da idade da pedra sem um sistema de justiça que impeça uns de prejudicar os outros.

    Se alguém tentasse fundar um comunidade ancap libertária sem esses preceitos, logo os espertinhos provocariam grandes prejuízos aos cidadãos do local e ou eles se organizam para manter a justiça ou o local deles se deterioraria.

    Esses tribunais têm que seguir os preceitos humanos, não podem fugir deles. Não importa se é privado ou estatal. Tribunais que não os sigam, como há mais emprego fixo como os funcionários estatais, nunca mais vão ser chamados para arbitrar nada. Pois a comunidade não vai entregar seu dinheiro para eles por um serviço que não é feito a contento. Por isso que quem quiser prestar serviço de justiça privada vai ter que cumprir a lei com mais eficiência.
  • Gilson  22/02/2022 22:33
    O problema é que todas as premissas que vc colocou estarão em aberto.
    Se hoje a gente entende que não pode fugir do juiz é que já há uma lei imposta nesse sentido

    Se hoje eu entro na justiça por questões miúdas ou distorcidas, a famosa litigância de má-fé eu sou punido. Mas pode ser que tenha tribunal que diga não tem problema a litigância de ma fe.

    Se hoje eu consigo na internet dados de gente que acionou a justiça, pode ser que num ambiente anarcocapitalista tenha tribunal que diga que não disponibilizará dado algum. E nada garante que as pessoas não queiram fazer negócios com ela.

    Imagina a Ambev discutindo contrato com os donos de bares e dizendo que só aceita resolver litígios no interbrew Tribunais associados SA (interbrew é acionista controladora da Ambev). Qual bar vai ter capacidade discordar dessa cláusula?

    Isso por que os bares e a Ambev tem uma relação contratual.
    Agora se eu não tenho relação contratual com uma pessoa qualquer que passou na rua, como vou discutir um acordo a posterior com essa pessoa se ela nao tem obrigação nenhuma.

    Quando alguém aceita um acordo privado "fugindo" da justiça o faz pois sabe que se for pra justiça pode perder e ainda ter que pagar custas advocatícia
  • anônimo  23/02/2022 14:15
    A "joçastiça" brasileira, ao invés de fazer o bandido indenizar a vítima, os chama frente a frente e manda entrar em acordo pra dividir o prejuízo. Excelente negócio pro culpado, péssimo pra vitima.
  • anônimo  21/02/2022 15:13
    Governo tem em todo lugar. Mas alguns lugares tem menos governo. Suíça, Cingapura, se vc entrar lá com a intenção de investir seus bens, será bem recebido.
  • Maurício  21/02/2022 16:06
    A geração mimimi venceu!

    veja.abril.com.br/esporte/como-a-noruega-chegou-ao-topo-das-olimpiadas-de-inverno/amp/

    Em grande parte, a conquista se deve a um conceito aplicado na Noruega, denominado "A Alegria do Esporte para Todos". A premissa é simples: incentivar todos a participarem de esportes, grande parte das vezes sem a pressão da competição.

    Para isso, é proibido contar pontos em jogos de crianças com menos de 13 anos. Não há rankings individuais para essa faixa etária, priorizando sempre a sua experiência e divertimento toda vez que pisarem em quadra ou em campo

    Corram para as montanhas!!!
  • Estado máximo, cidadão mínimo.  21/02/2022 18:33
    Não é surpresa esses resultados. Quem conhece os noruegueses sabe que eles gostam muito de esportes, desde sempre. Não raro pode-se ver pessoas por lá com 80 anos pedalando, correndo, velejando entre tantas outras atividades mais. Não creio que essa metodologia de avaliação esportiva venha a alterar isso.
  • anônimo  21/02/2022 16:56
    E o dollynho vai a 5.07 reecas.
  • Bluepil  22/02/2022 00:18
    Ainda cai mais um pouco antes das eleições.
  • anônimo  22/02/2022 16:10
    Hoje ja foi a 5.04
  • Gilson  23/02/2022 01:50
    Se isso acontecer nessa sociedade libertária, ela entra em colapso.

    É exatamente isso.
    Tem questões relativas ao problema de agência e principal que simplesmente faz a sociedade libertária virar pó. E não são questões muito raras de acontecer
  • Gandhi   23/02/2022 13:12
    Primeira vez que vejo libertário assumindo que o libertarianismo pode virar pó.
    Afirmo mais, não é que pode, vai virar pó. Isso é tautológico.
    Até por isso não existe. Não sustenta cinco dias sem virar pó
  • anônimo  23/02/2022 16:01
    Porem ninguem disse que uma sociedade libertaria vai abandonar os preceitos judiciais que funcionam, como os detratores gostam de dizer.
    Foi apenas dito que sem esses preceitos , a sociedade se esfacelaria.
  • Gandhi   23/02/2022 23:28
    E ninguém garante que o libertarinismo vai manter os preceitos jurídicos criados por burocratas e políticos mundo a fora.
    Não adianta, é muito claro que o libertarianismo é fadado ao fracasso
    Libertarianismo: o sistema político que vira pó facilmente. (Saído da boca de um libertário, hein, eu não inventei nada)
  • anônimo  24/02/2022 14:08
    Não precisa de "garantia". O estado mesmo não garante nada. Só executa a justiça porque a tomou a força. Porém na justiça privada, os agentes não receberão nenhum centavo da população se não cumprirem as leis, ao contrário dos entes estatais que os recebem primeiros e não entregam resultados.

    Agora, se vc acha que as pessoas não gostam de dinheiro e que a ameaça de não receber pelo serviço não é suficiente pra eles andarem na linha, ou que não serão substituídos por outros entes que queiram cumprir, visto que o patrão é o povo diretamente, aí realmente o arranjo que você defende é outro.


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